Infelizmente, ainda não foi desta vez. Jogando em casa, nas quadras de saibro de Porto Alegre, os brasileiros Marcos Daniel, Thomaz Bellucci, Marcelo Melo e André Sá perderam de 3-2 para os irmãos equatorianos Nicolas e Giovanni Lapentti, desperdiçando uma grande chance de voltar à elite da Copa Davis.
Sexta-feira, na primeira partida de simples, Marcos cumpriu bem o seu papel de número um do Brasil e derrotou Giovanni, o mais novo (e o mais fraco) dos irmãos Lapentti por 3-1, parciais de 7-6, 3-6, 7-6 e 6-2.
No segundo jogo, porém, o experiente Nicolas deixou tudo igual ao ganhar de Bellucci por 3-0 com parciais de 7-6, 6-4 e 7-5.
Até aí, tudo corria conforme o planejado. Não que Bellucci não tenha tênis de sobra para ganhar do mais velho dos irmãos Lapentti, mas na Copa Davis a experiência costuma falar mais alto que a técnica. E foi exatamente isso que aconteceu.
Assim sendo, a grande decepção do fim de semana ficou por conta de André Sá e Marcelo Melo, dois dos melhores duplistas do mundo, derrotados pelos irmãos Lapentti por 3-2, parciais de 3-6, 6-3, 6-4, 4-6 e 6-4. Empurrados pela torcida, os brazucas lutaram muito, mas não foi o suficiente para conter um Nicolas Lapentti inspiradíssimo, que acabou resolvendo a parada praticamente sozinho. Na verdade, o Brasil deixou escapar a chance de voltar à elite da Davis naquele jogo de sábado.
Com a derrota de Sá e Melo, o time de Francisco Costa tinha que ganhar as duas últimas partidas de simples de domingo. Mas Nicolas não deixou isso acontecer. Superou Marcos Daniel por 3-2, parciais de 6-4, 6-4, 1-6, 2-6 e 8-6, e levou o Equador de volta para o Grupo Mundial da Copa Davis pela primeira vez em nove anos. No último jogo, que já não valia mais nada, Bellucci derrotou o insignificante Julio César Campozano por 6-2 e 6-4.
Difícil culpar alguém em particular por este fiasco. Marcos não foi brilhante, mas lutou como um leão e fez a parte dele ao ganhar o primeiro jogo. Bellucci não tinha a experiência necessária para ganhar do Nicolas na Davis, mas poderia ter se superado. Não foi o caso. Melo e Sá decepcionaram, mas não podem ser barrados da equipe. Resta agora ao Brasil usar essa derrota – que não foi vergonhosa, diga-se de passagem - para crescer. Como cabeça-de-chave do Zonal Americano, o país vai encarar o Canadá, o Uruguai ou a República Dominicana na primeira rodada da Copa Davis 2010. O Uruguai de Pablo Cuevas é, sem dúvida, o mais perigoso dos três, mas o Brasil é favorito contra qualquer um deles e não pode nem pensar em perder.
Espanha e República Tcheca na final da Davis
A Espanha, atual campeã, e a República Tcheca vão decidir a Copa Davis 2009. Jogando em casa, nas quadras de saibro de Torre Pacheco, os espanhóis não tomaram conhecimento de Israel, massacrado por 4-1 sem Rafael Nadal nem Fernando Verdasco. Os tchecos tinham um confronto bem mais complicado, contra a Croácia de Marin Cilic e Ivo Karlovic nas quadras de saibro cobertas de Porec (Croácia), mas se saíram muito bem, ganhando também por 4-1. O ponto alto do confronto foi a primeira partida de simples, entre Radek Stepanek e o gigante Karlovic. Apesar dos 78 aces (recorde absoluto) disparados pelo croata, Stepanek venceu pelo incrível placar de 6-7, 7-6, 7-6, 6-7 e 16-14, depois de quase seis horas de jogo.
A grande final vai ser na Espanha. O local e o piso ainda não foram escolhidos, mas alguém duvida que será o saibro? Acho muito difícil os espanhóis deixarem escapar o bi.
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Um sonho argentino
E não é que ele conseguiu? Juan Martin Del Potro, 20 anos, conquistou domingo em Nova York o título mais importante de sua carreira, derrotando ninguém menos que o número um mundial Roger Federer, pentacampeão do US Open, por 3-2, parciais de 3-6, 7-6 (7/5), 4-6, 7-6 (7/4) e 6-2.
Para ser sincero, eu não teria apostado um real na vitória do argentino, derrotado por Federer seis vezes em seis jogos antes da partida de ontem. Que ele tem potencial todo mundo sabe. Seu saque e seu forehand estão entre os melhores do circuito. Mas ganhar do Federer numa final de Grand Slam...O único a ter realizado a façanha até agora era Rafael Nadal, por sinal massacrado pelo argentino nas semifinais.
Delpo ganhou, e ganhou bem. Logo em sua primeira final de Grand Slam, a 'Torre de Tandil' teve êxito onde tenistas consagrados como Lleyton Hewitt, Andy Roddick, Andre Agassi, Novak Djokovic e Andy Murray fracassaram: superar o mestre na sua segunda casa, nas quadras de cimento de Flushing Meadows. O argentino acabou com uma série de 40 vitórias consecutivas do suíço em Nova York, iniciada em 2003. Naquele ano, perdera justamente para outro 'hermano', David Nalbandian.
Juan Martin Del Potro é o segundo sul-americano a triunfar em Flushing Meadows, depois de Guillermo Vilas em 1977. Ele também é o primeiro argentino a ganhar um Grand Slam desde 2004, quando Gaston Gaudio levou o Aberto da França.
O jogo
Como era de se esperar, Del Potro entrou em quadra tenso, e Federer abriu logo uma vantagem de 6-3, 3-1. Até aí, tudo normal. Parecia que o número um mundial ia ganhar com tranquilidade seu sexto título do US Open e o 16º Grand Slam de sua carreira. Mas o jovem argentino acordou. Do alto de seus 1,98 m, começou a bombardear Federer com verdadeiros mísseis de direita (37 'winners' de forehand no total), e a encaixar serviços mais potentes.
Federer chegou a ter o jogo na mão no quarto set, quando esteve a dois pontos do título no saque do adversário. Mas não conseguiu aproveitar. O plácido argentino, que tem como ídolo o explosivo Marat Safin, manteve a calma em todos os momentos. Saber lidar com a pressão de um evento como esse é uma grande qualidade. A marca dos campeões. Del Potro é um deles, e veio para ficar.
Se Roddick viu o jogo, deve estar se perguntando até agora: "Mas como ele fez isso?". O norte-americano, que tem um jogo muito parecido com o do argentino e muito mais bagagem no circuito, perdeu quatro finais de Grand Slam para Federer...
Para ser sincero, eu não teria apostado um real na vitória do argentino, derrotado por Federer seis vezes em seis jogos antes da partida de ontem. Que ele tem potencial todo mundo sabe. Seu saque e seu forehand estão entre os melhores do circuito. Mas ganhar do Federer numa final de Grand Slam...O único a ter realizado a façanha até agora era Rafael Nadal, por sinal massacrado pelo argentino nas semifinais.
Delpo ganhou, e ganhou bem. Logo em sua primeira final de Grand Slam, a 'Torre de Tandil' teve êxito onde tenistas consagrados como Lleyton Hewitt, Andy Roddick, Andre Agassi, Novak Djokovic e Andy Murray fracassaram: superar o mestre na sua segunda casa, nas quadras de cimento de Flushing Meadows. O argentino acabou com uma série de 40 vitórias consecutivas do suíço em Nova York, iniciada em 2003. Naquele ano, perdera justamente para outro 'hermano', David Nalbandian.
Juan Martin Del Potro é o segundo sul-americano a triunfar em Flushing Meadows, depois de Guillermo Vilas em 1977. Ele também é o primeiro argentino a ganhar um Grand Slam desde 2004, quando Gaston Gaudio levou o Aberto da França.
O jogo
Como era de se esperar, Del Potro entrou em quadra tenso, e Federer abriu logo uma vantagem de 6-3, 3-1. Até aí, tudo normal. Parecia que o número um mundial ia ganhar com tranquilidade seu sexto título do US Open e o 16º Grand Slam de sua carreira. Mas o jovem argentino acordou. Do alto de seus 1,98 m, começou a bombardear Federer com verdadeiros mísseis de direita (37 'winners' de forehand no total), e a encaixar serviços mais potentes.
Federer chegou a ter o jogo na mão no quarto set, quando esteve a dois pontos do título no saque do adversário. Mas não conseguiu aproveitar. O plácido argentino, que tem como ídolo o explosivo Marat Safin, manteve a calma em todos os momentos. Saber lidar com a pressão de um evento como esse é uma grande qualidade. A marca dos campeões. Del Potro é um deles, e veio para ficar.
Se Roddick viu o jogo, deve estar se perguntando até agora: "Mas como ele fez isso?". O norte-americano, que tem um jogo muito parecido com o do argentino e muito mais bagagem no circuito, perdeu quatro finais de Grand Slam para Federer...
domingo, 13 de setembro de 2009
A Kind of Magic
O que foi aquilo?? O que Roger Federer fez hoje à noite contra Novak Djokovic nas semifinais do US Open não está no manual. Quem viu o jogo sabe do que eu estou falando. Resumindo: o número um mundial está ganhando nos detalhes uma partida bem complicada contra Djoko. Com um serviço "meia-bomba", conseguiu vencer a primeira parcial no tie-break, por 7/3. Venceu a segunda por 7-5. Na terceira, o jogo está 5-6, 0-30, com o sérvio sacando. E o que faz o mestre? Avança à rede para pegar uma deixada, toma um lob (muito bem executado, por sinal), corre para o fundo e...bate a bola de costas, entre as pernas, para acertar uma linda passada cruzada. Na rede, 'Nole' não pode fazer nada além de acompanhar a bola com o olhar. Veja como foi: http://www.youtube.com/watch?v=QRo72MUUZnE
A passada entre as pernas existe desde os anos 70. O primeiro a executá-la foi Guillermo Vilas, campeão do Aberto da França em 1977. A jogada é, inclusive, chamada de 'Grand Willy' (o apelido do argentino). Vários jogadores conseguiram repetir este golpe ao longo dos anos. Lembro de André Agassi em Miami, do tailandês Paradorn Srichaphan...O próprio Federer disse que já acertou dois em sua carreira. Mas este foi numa semifinal de Grand Slam, diante de mais de 20.000 pessoas (que o aplaudiram de pé!), e logo antes de um match-point. Que ele tratou logo de converter devolvendo o saque de Djokovic com um foguete de direita na paralela. Até o sérvio deve ter pensado: 'depois daquela bola, não tem mais jogo'. Um golpe de mágica. A Kind of Magic.
Mais cedo, na outra semifinal, Juan Martin Del Potro arrasou um Rafael Nadal claramente fora de forma por triplo 6-2. O resultado em si não me surpreendeu, sabendo dos problemas físicos de 'Rafa', mas achei que ia ser mais complicado para o argentino. Foi uma combinação de dois fatores: Delpo jogando muito, sacando forte, encaixando mísseis no forehand e - o que é mais raro - finalizando bem junto à rede, e Nadal, às voltas com as dores abdominais que o atormentam há três semanas, errando muito mais do que acertando.
Agora, a 'Torre de Tandil' vai desafiar o Evereste, no jogo mais importante de sua carreira. Não sei se ele assistiu à partida de Federer contra Djokovic. Se viu aquela jogada, deve estar meio desmoralizado. Suerte, hermano!
A passada entre as pernas existe desde os anos 70. O primeiro a executá-la foi Guillermo Vilas, campeão do Aberto da França em 1977. A jogada é, inclusive, chamada de 'Grand Willy' (o apelido do argentino). Vários jogadores conseguiram repetir este golpe ao longo dos anos. Lembro de André Agassi em Miami, do tailandês Paradorn Srichaphan...O próprio Federer disse que já acertou dois em sua carreira. Mas este foi numa semifinal de Grand Slam, diante de mais de 20.000 pessoas (que o aplaudiram de pé!), e logo antes de um match-point. Que ele tratou logo de converter devolvendo o saque de Djokovic com um foguete de direita na paralela. Até o sérvio deve ter pensado: 'depois daquela bola, não tem mais jogo'. Um golpe de mágica. A Kind of Magic.
Mais cedo, na outra semifinal, Juan Martin Del Potro arrasou um Rafael Nadal claramente fora de forma por triplo 6-2. O resultado em si não me surpreendeu, sabendo dos problemas físicos de 'Rafa', mas achei que ia ser mais complicado para o argentino. Foi uma combinação de dois fatores: Delpo jogando muito, sacando forte, encaixando mísseis no forehand e - o que é mais raro - finalizando bem junto à rede, e Nadal, às voltas com as dores abdominais que o atormentam há três semanas, errando muito mais do que acertando.
Agora, a 'Torre de Tandil' vai desafiar o Evereste, no jogo mais importante de sua carreira. Não sei se ele assistiu à partida de Federer contra Djokovic. Se viu aquela jogada, deve estar meio desmoralizado. Suerte, hermano!
sábado, 12 de setembro de 2009
O Bombardeiro de Santiago
Fernando González acabou perdendo para Rafael Nadal a partida de quartas-de-final do US Open iniciada na quinta-feira e interrompida diversas vezes por causa da chuva. Quando o chileno voltou em quadra hoje, já não era mais o mesmo. Acumulou os erros não forçados e facilitou demais a vida do espanhol, que ganhou por 7-6, 7-6 e 6-0 (a partida fora interrompida pela segunda vez na noite de anteontem no tie-break do segundo set).Vamos falar um pouco desse jogador que tem, na minha opinião, o forehand mais poderoso do circuito.
Fernando González tem 29 anos,e está há dez no circuito profissional. Hoje ele é o 11º do mundo, mas era o número cinco em janeiro de 2007, quando perdeu para Roger Federer a decisão do Aberto da Austrália. O Bombardeiro de Santiago, como é chamado, tem 11 títulos da ATP no currículo, quatro dos quais foram conquistados em casa, nas quadras de saibro de Viña del Mar. Ele sempre vibra muito quando defende seu país, seja na Copa Davis ou nas Olimpíadas. Nos Jogos de Pequim, em 2008, 'Gonzo' só foi parado na decisão do torneio, e por ninguém menos que Rafael Nadal. Aliás, o chileno é o único tenista do circuito a ostentar as três medalhas - ouro, prata e bronze - em sua galeria de troféus, já que venceu o torneio de duplas (com seu compatriota e amigo Nicolas Massu) e foi o terceiro colocado do torneio de simples nos Jogos Olímpicos de Atenas-2004. Cabe destacar também que ele já chegou às quartas-de-final dos quatro torneios de Grand Slam, uma façanha que não é para qualquer um.
González joga bem em todos os pisos. Talvez a grama seja seu piso mais fraco, mas sua direita devastadora funciona em qualquer lugar. Potência e versatilidade são suas maiores armas.
O tenista de Santiago só peca pela irregularidade (quando joga mal, como hoje contra Nadal, isola todas as bolas sem nenhum discernimento), e por uma certa relutância em subir à rede. 'Gonzo' também não se destaca pelo fair-play. Vários tenistas já reclamaram de algumas atitudes dele, como "fazer cera" ou pedir atendimento médico quando o jogo está ruim para ele. Vale lembrar, porém, que muitos outros profissionais fazem isso, e ele sinceramente não é dos piores. É, acima de tudo, um grande jogador.
Veja só que beleza esse forehand do González. Se conseguir, pode copiar. É exatamente assim que se faz.
http://www.youtube.com/watch?v=lFibX-inICg
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O Bombardeiro de Santiago
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Quem vai parar o Federer?
Com Andy Murray fora, e Rafael Nadal ainda na luta (e que luta!) com Fernando González pela última vaga nas semifinais do US Open, a grande pergunta é: quem pode impedir Roger Federer de faturar seu sexto Aberto dos EUA consecutivo e o 16º Grand Slam de sua carreira?
Novak Djokovic, que enfrenta o suíço hoje na primeira semifinal, pode fazê-lo. Mas só se reproduzir o nível de jogo que exibiu contra Radek Stepanek nas oitavas-de-final, sua partida de referência neste US Open. Aquele Djokovic pode, sim, eliminar Federer. Mas não o Federer que arrasou Robin Soderling nos dois primeiros sets de sua partida de quartas-de-final, porque aquele Federer, o dos tempos áureos de 2004 a 2007, é simplesmente indestrutível. Alcança um patamar inacessível para os "simples mortais" que são os tenistas profissionais. Bons tenistas, excelentes até, mas não extra-terrestres. Só para lembrar, o suíço acabou derrotando Soderling por 6-0, 6-3, 6-7 e 7-6.
Juan Martin Del Potro eliminou Marin Cilic por 3-1, parciais de 4-6, 6-3, 6-2 e 6-1, e vai disputar a primeira semifinal de US Open de sua carreira. Com esta vitória, o argentino já garantiu a recuperação do quinto lugar do ranking mundial, que perdera para Andy Roddick. Se mantiver o mesmo nível, a 'Torre de Tandil' tem tudo para derrotar Nadal ou González e ir à final. Basta lembrar que Del Potro já superou o espanhol duas vezes este ano, nos Masters 1000 de Miami e do Canadá, dois torneios onde o piso é muito semelhante ao que reveste as quadras do complexo de Flushing Meadows. Além disso, Nadal não está 100% fisicamente. O jogo contra González está sendo disputado palmo a palmo: 'Rafa' levou o primeiro set no tie-break, e a segunda parcial também estava no tie-break quando a partida foi - mais uma vez - interrompida pela chuva. Os dois tenistas vão ter que decidir hoje, ou seja, a brincadeira lhes custou um dia de descanso. Qualquer que seja o vencedor, Del Potro agradece.
Em todo caso, o campeão deste US Open sairá provavelmente da outra semifinal. Não consigo imaginar o argentino ganhar do Federer (para quem já perdeu seis vezes em seis partidas) em Flushing Meadows. Ele poderia até ganhar do Djokovic, mas tenho lá minhas dúvidas. A pressão de disputar pela primeira vez uma final de Grand Slam é enorme, ainda mais para um tenista tão jovem (com 20 anos, Del Potro é o mais novo do Top 10). Além disso, perdeu as três partidas que já disputou contra o sérvio, sem ganhar um único set.
Novak Djokovic, que enfrenta o suíço hoje na primeira semifinal, pode fazê-lo. Mas só se reproduzir o nível de jogo que exibiu contra Radek Stepanek nas oitavas-de-final, sua partida de referência neste US Open. Aquele Djokovic pode, sim, eliminar Federer. Mas não o Federer que arrasou Robin Soderling nos dois primeiros sets de sua partida de quartas-de-final, porque aquele Federer, o dos tempos áureos de 2004 a 2007, é simplesmente indestrutível. Alcança um patamar inacessível para os "simples mortais" que são os tenistas profissionais. Bons tenistas, excelentes até, mas não extra-terrestres. Só para lembrar, o suíço acabou derrotando Soderling por 6-0, 6-3, 6-7 e 7-6.
Juan Martin Del Potro eliminou Marin Cilic por 3-1, parciais de 4-6, 6-3, 6-2 e 6-1, e vai disputar a primeira semifinal de US Open de sua carreira. Com esta vitória, o argentino já garantiu a recuperação do quinto lugar do ranking mundial, que perdera para Andy Roddick. Se mantiver o mesmo nível, a 'Torre de Tandil' tem tudo para derrotar Nadal ou González e ir à final. Basta lembrar que Del Potro já superou o espanhol duas vezes este ano, nos Masters 1000 de Miami e do Canadá, dois torneios onde o piso é muito semelhante ao que reveste as quadras do complexo de Flushing Meadows. Além disso, Nadal não está 100% fisicamente. O jogo contra González está sendo disputado palmo a palmo: 'Rafa' levou o primeiro set no tie-break, e a segunda parcial também estava no tie-break quando a partida foi - mais uma vez - interrompida pela chuva. Os dois tenistas vão ter que decidir hoje, ou seja, a brincadeira lhes custou um dia de descanso. Qualquer que seja o vencedor, Del Potro agradece.
Em todo caso, o campeão deste US Open sairá provavelmente da outra semifinal. Não consigo imaginar o argentino ganhar do Federer (para quem já perdeu seis vezes em seis partidas) em Flushing Meadows. Ele poderia até ganhar do Djokovic, mas tenho lá minhas dúvidas. A pressão de disputar pela primeira vez uma final de Grand Slam é enorme, ainda mais para um tenista tão jovem (com 20 anos, Del Potro é o mais novo do Top 10). Além disso, perdeu as três partidas que já disputou contra o sérvio, sem ganhar um único set.
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Bye bye Murray
Andy Murray perdeu, e perdeu feio, para Marin Cilic. Sem querer minimizar a vitória do talentoso croata, Murray foi uma verdadeira decepção, talvez a maior deste US Open. Depois de perder o primeiro set por 7-5, o escocês saiu completamente do jogo. Abdicou. Desistiu. Lento, dispersivo, sem vontade, acabou perdendo a partida em sets diretos, com parciais de 7-5, 6-2 e 6-2.
Murray teve uma atuação abaixo da crítica, ainda mais para um candidato ao título. O número dois mundial, vice-campeão em Flushing Meadows no ano passado, precisa amadurecer, se quiser ganhar um torneio de Grand Slam. Potencial ele tem, e com certeza vencerá um major no futuro. Mas um Top 3 não pode entregar um jogo assim, ainda mais num torneio desta importância.
Alheio a tudo isso, Cilic soube aproveitar a chance. Todos no circuito sabem de suas capacidades. O jovem croata de 20 anos e quase 2 metros de altura tem um saque poderosíssimo, um forehand muito acima da média, e não reluta em subir à rede para finalizar. Agora, vai encarar Juan Martin Del Potro, que despachou Juan Carlos Ferrero por triplo 6-3. O argentino está afiado, e com a faca entre os dentes. O jogo promete, mas o sexto mundial deve levar a melhor.
Como previsto, Jo-Wilfried Tsonga e Fernando González travaram uma dura batalha, de altíssimo nível. Infelizmente só peguei o fim do jogo, mas vi pontos espetaculares dos dois lados. Dois grandes tenistas, carismáticos, que se respeitam. O chileno acabou ganhando de virada, com parciais de 3-6, 6-3, 7-6 e 6-4. Uma vitória para ganhar moral.
'Gonzo' aguarda agora o vencedor do duelo entre Rafael Nadal e Gaël Monfils, que estão se enfrentando neste momento. O francês acaba de ganhar o primeiro set no tie-break, e o jogo está pegando fogo. Quem gosta de tênis não pode perder.
Murray teve uma atuação abaixo da crítica, ainda mais para um candidato ao título. O número dois mundial, vice-campeão em Flushing Meadows no ano passado, precisa amadurecer, se quiser ganhar um torneio de Grand Slam. Potencial ele tem, e com certeza vencerá um major no futuro. Mas um Top 3 não pode entregar um jogo assim, ainda mais num torneio desta importância.
Alheio a tudo isso, Cilic soube aproveitar a chance. Todos no circuito sabem de suas capacidades. O jovem croata de 20 anos e quase 2 metros de altura tem um saque poderosíssimo, um forehand muito acima da média, e não reluta em subir à rede para finalizar. Agora, vai encarar Juan Martin Del Potro, que despachou Juan Carlos Ferrero por triplo 6-3. O argentino está afiado, e com a faca entre os dentes. O jogo promete, mas o sexto mundial deve levar a melhor.
Como previsto, Jo-Wilfried Tsonga e Fernando González travaram uma dura batalha, de altíssimo nível. Infelizmente só peguei o fim do jogo, mas vi pontos espetaculares dos dois lados. Dois grandes tenistas, carismáticos, que se respeitam. O chileno acabou ganhando de virada, com parciais de 3-6, 6-3, 7-6 e 6-4. Uma vitória para ganhar moral.
'Gonzo' aguarda agora o vencedor do duelo entre Rafael Nadal e Gaël Monfils, que estão se enfrentando neste momento. O francês acaba de ganhar o primeiro set no tie-break, e o jogo está pegando fogo. Quem gosta de tênis não pode perder.
Djokovic imita McEnroe
No fim de sua partida contra Radek Stepanek pelas oitavas-de-final do US Open, Novak Djokovic voltou a brindar o público com uma de suas impagáveis imitações. Depois de Rafael Nadal, Andy Roddick e Maria Sharapova, o alvo da vez foi ninguém menos que John McEnroe, campeão de sete torneios de Grand Slam nos anos 80 e que trabalha atualmente como comentarista. Conhecido pelo temperamento explosivo, o ídolo gostou tanto que aceitou o convite de 'Nole' para um bate-bola. Como sempre, o sérvio arrasou na imitação. Confira!
http://www.youtube.com/watch?v=juPNW7HCNUQ
http://www.youtube.com/watch?v=juPNW7HCNUQ
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