segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Brasil fica na 2ª divisão da Davis

Infelizmente, ainda não foi desta vez. Jogando em casa, nas quadras de saibro de Porto Alegre, os brasileiros Marcos Daniel, Thomaz Bellucci, Marcelo Melo e André Sá perderam de 3-2 para os irmãos equatorianos Nicolas e Giovanni Lapentti, desperdiçando uma grande chance de voltar à elite da Copa Davis.
Sexta-feira, na primeira partida de simples, Marcos cumpriu bem o seu papel de número um do Brasil e derrotou Giovanni, o mais novo (e o mais fraco) dos irmãos Lapentti por 3-1, parciais de 7-6, 3-6, 7-6 e 6-2.
No segundo jogo, porém, o experiente Nicolas deixou tudo igual ao ganhar de Bellucci por 3-0 com parciais de 7-6, 6-4 e 7-5.
Até aí, tudo corria conforme o planejado. Não que Bellucci não tenha tênis de sobra para ganhar do mais velho dos irmãos Lapentti, mas na Copa Davis a experiência costuma falar mais alto que a técnica. E foi exatamente isso que aconteceu.
Assim sendo, a grande decepção do fim de semana ficou por conta de André Sá e Marcelo Melo, dois dos melhores duplistas do mundo, derrotados pelos irmãos Lapentti por 3-2, parciais de 3-6, 6-3, 6-4, 4-6 e 6-4. Empurrados pela torcida, os brazucas lutaram muito, mas não foi o suficiente para conter um Nicolas Lapentti inspiradíssimo, que acabou resolvendo a parada praticamente sozinho. Na verdade, o Brasil deixou escapar a chance de voltar à elite da Davis naquele jogo de sábado.
Com a derrota de Sá e Melo, o time de Francisco Costa tinha que ganhar as duas últimas partidas de simples de domingo. Mas Nicolas não deixou isso acontecer. Superou Marcos Daniel por 3-2, parciais de 6-4, 6-4, 1-6, 2-6 e 8-6, e levou o Equador de volta para o Grupo Mundial da Copa Davis pela primeira vez em nove anos. No último jogo, que já não valia mais nada, Bellucci derrotou o insignificante Julio César Campozano por 6-2 e 6-4.
Difícil culpar alguém em particular por este fiasco. Marcos não foi brilhante, mas lutou como um leão e fez a parte dele ao ganhar o primeiro jogo. Bellucci não tinha a experiência necessária para ganhar do Nicolas na Davis, mas poderia ter se superado. Não foi o caso. Melo e Sá decepcionaram, mas não podem ser barrados da equipe. Resta agora ao Brasil usar essa derrota – que não foi vergonhosa, diga-se de passagem - para crescer. Como cabeça-de-chave do Zonal Americano, o país vai encarar o Canadá, o Uruguai ou a República Dominicana na primeira rodada da Copa Davis 2010. O Uruguai de Pablo Cuevas é, sem dúvida, o mais perigoso dos três, mas o Brasil é favorito contra qualquer um deles e não pode nem pensar em perder.

Espanha e República Tcheca na final da Davis

A Espanha, atual campeã, e a República Tcheca vão decidir a Copa Davis 2009. Jogando em casa, nas quadras de saibro de Torre Pacheco, os espanhóis não tomaram conhecimento de Israel, massacrado por 4-1 sem Rafael Nadal nem Fernando Verdasco. Os tchecos tinham um confronto bem mais complicado, contra a Croácia de Marin Cilic e Ivo Karlovic nas quadras de saibro cobertas de Porec (Croácia), mas se saíram muito bem, ganhando também por 4-1. O ponto alto do confronto foi a primeira partida de simples, entre Radek Stepanek e o gigante Karlovic. Apesar dos 78 aces (recorde absoluto) disparados pelo croata, Stepanek venceu pelo incrível placar de 6-7, 7-6, 7-6, 6-7 e 16-14, depois de quase seis horas de jogo.
A grande final vai ser na Espanha. O local e o piso ainda não foram escolhidos, mas alguém duvida que será o saibro? Acho muito difícil os espanhóis deixarem escapar o bi.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Um sonho argentino

E não é que ele conseguiu? Juan Martin Del Potro, 20 anos, conquistou domingo em Nova York o título mais importante de sua carreira, derrotando ninguém menos que o número um mundial Roger Federer, pentacampeão do US Open, por 3-2, parciais de 3-6, 7-6 (7/5), 4-6, 7-6 (7/4) e 6-2.
Para ser sincero, eu não teria apostado um real na vitória do argentino, derrotado por Federer seis vezes em seis jogos antes da partida de ontem. Que ele tem potencial todo mundo sabe. Seu saque e seu forehand estão entre os melhores do circuito. Mas ganhar do Federer numa final de Grand Slam...O único a ter realizado a façanha até agora era Rafael Nadal, por sinal massacrado pelo argentino nas semifinais.
Delpo ganhou, e ganhou bem. Logo em sua primeira final de Grand Slam, a 'Torre de Tandil' teve êxito onde tenistas consagrados como Lleyton Hewitt, Andy Roddick, Andre Agassi, Novak Djokovic e Andy Murray fracassaram: superar o mestre na sua segunda casa, nas quadras de cimento de Flushing Meadows. O argentino acabou com uma série de 40 vitórias consecutivas do suíço em Nova York, iniciada em 2003. Naquele ano, perdera justamente para outro 'hermano', David Nalbandian.
Juan Martin Del Potro é o segundo sul-americano a triunfar em Flushing Meadows, depois de Guillermo Vilas em 1977. Ele também é o primeiro argentino a ganhar um Grand Slam desde 2004, quando Gaston Gaudio levou o Aberto da França.

O jogo

Como era de se esperar, Del Potro entrou em quadra tenso, e Federer abriu logo uma vantagem de 6-3, 3-1. Até aí, tudo normal. Parecia que o número um mundial ia ganhar com tranquilidade seu sexto título do US Open e o 16º Grand Slam de sua carreira. Mas o jovem argentino acordou. Do alto de seus 1,98 m, começou a bombardear Federer com verdadeiros mísseis de direita (37 'winners' de forehand no total), e a encaixar serviços mais potentes.
Federer chegou a ter o jogo na mão no quarto set, quando esteve a dois pontos do título no saque do adversário. Mas não conseguiu aproveitar. O plácido argentino, que tem como ídolo o explosivo Marat Safin, manteve a calma em todos os momentos. Saber lidar com a pressão de um evento como esse é uma grande qualidade. A marca dos campeões. Del Potro é um deles, e veio para ficar.

Se Roddick viu o jogo, deve estar se perguntando até agora: "Mas como ele fez isso?". O norte-americano, que tem um jogo muito parecido com o do argentino e muito mais bagagem no circuito, perdeu quatro finais de Grand Slam para Federer...

domingo, 13 de setembro de 2009

A Kind of Magic

O que foi aquilo?? O que Roger Federer fez hoje à noite contra Novak Djokovic nas semifinais do US Open não está no manual. Quem viu o jogo sabe do que eu estou falando. Resumindo: o número um mundial está ganhando nos detalhes uma partida bem complicada contra Djoko. Com um serviço "meia-bomba", conseguiu vencer a primeira parcial no tie-break, por 7/3. Venceu a segunda por 7-5. Na terceira, o jogo está 5-6, 0-30, com o sérvio sacando. E o que faz o mestre? Avança à rede para pegar uma deixada, toma um lob (muito bem executado, por sinal), corre para o fundo e...bate a bola de costas, entre as pernas, para acertar uma linda passada cruzada. Na rede, 'Nole' não pode fazer nada além de acompanhar a bola com o olhar. Veja como foi: http://www.youtube.com/watch?v=QRo72MUUZnE

A passada entre as pernas existe desde os anos 70. O primeiro a executá-la foi Guillermo Vilas, campeão do Aberto da França em 1977. A jogada é, inclusive, chamada de 'Grand Willy' (o apelido do argentino). Vários jogadores conseguiram repetir este golpe ao longo dos anos. Lembro de André Agassi em Miami, do tailandês Paradorn Srichaphan...O próprio Federer disse que já acertou dois em sua carreira. Mas este foi numa semifinal de Grand Slam, diante de mais de 20.000 pessoas (que o aplaudiram de pé!), e logo antes de um match-point. Que ele tratou logo de converter devolvendo o saque de Djokovic com um foguete de direita na paralela. Até o sérvio deve ter pensado: 'depois daquela bola, não tem mais jogo'. Um golpe de mágica. A Kind of Magic.

Mais cedo, na outra semifinal, Juan Martin Del Potro arrasou um Rafael Nadal claramente fora de forma por triplo 6-2. O resultado em si não me surpreendeu, sabendo dos problemas físicos de 'Rafa', mas achei que ia ser mais complicado para o argentino. Foi uma combinação de dois fatores: Delpo jogando muito, sacando forte, encaixando mísseis no forehand e - o que é mais raro - finalizando bem junto à rede, e Nadal, às voltas com as dores abdominais que o atormentam há três semanas, errando muito mais do que acertando.
Agora, a 'Torre de Tandil' vai desafiar o Evereste, no jogo mais importante de sua carreira. Não sei se ele assistiu à partida de Federer contra Djokovic. Se viu aquela jogada, deve estar meio desmoralizado. Suerte, hermano!

sábado, 12 de setembro de 2009

O Bombardeiro de Santiago

Fernando González acabou perdendo para Rafael Nadal a partida de quartas-de-final do US Open iniciada na quinta-feira e interrompida diversas vezes por causa da chuva. Quando o chileno voltou em quadra hoje, já não era mais o mesmo. Acumulou os erros não forçados e facilitou demais a vida do espanhol, que ganhou por 7-6, 7-6 e 6-0 (a partida fora interrompida pela segunda vez na noite de anteontem no tie-break do segundo set).
Vamos falar um pouco desse jogador que tem, na minha opinião, o forehand mais poderoso do circuito.

Fernando González tem 29 anos,e está há dez no circuito profissional. Hoje ele é o 11º do mundo, mas era o número cinco em janeiro de 2007, quando perdeu para Roger Federer a decisão do Aberto da Austrália. O Bombardeiro de Santiago, como é chamado, tem 11 títulos da ATP no currículo, quatro dos quais foram conquistados em casa, nas quadras de saibro de Viña del Mar. Ele sempre vibra muito quando defende seu país, seja na Copa Davis ou nas Olimpíadas. Nos Jogos de Pequim, em 2008, 'Gonzo' só foi parado na decisão do torneio, e por ninguém menos que Rafael Nadal. Aliás, o chileno é o único tenista do circuito a ostentar as três medalhas - ouro, prata e bronze - em sua galeria de troféus, já que venceu o torneio de duplas (com seu compatriota e amigo Nicolas Massu) e foi o terceiro colocado do torneio de simples nos Jogos Olímpicos de Atenas-2004. Cabe destacar também que ele já chegou às quartas-de-final dos quatro torneios de Grand Slam, uma façanha que não é para qualquer um.

González joga bem em todos os pisos. Talvez a grama seja seu piso mais fraco, mas sua direita devastadora funciona em qualquer lugar. Potência e versatilidade são suas maiores armas.
O tenista de Santiago só peca pela irregularidade (quando joga mal, como hoje contra Nadal, isola todas as bolas sem nenhum discernimento), e por uma certa relutância em subir à rede. 'Gonzo' também não se destaca pelo fair-play. Vários tenistas já reclamaram de algumas atitudes dele, como "fazer cera" ou pedir atendimento médico quando o jogo está ruim para ele. Vale lembrar, porém, que muitos outros profissionais fazem isso, e ele sinceramente não é dos piores. É, acima de tudo, um grande jogador.

Veja só que beleza esse forehand do González. Se conseguir, pode copiar. É exatamente assim que se faz.
http://www.youtube.com/watch?v=lFibX-inICg

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Quem vai parar o Federer?

Com Andy Murray fora, e Rafael Nadal ainda na luta (e que luta!) com Fernando González pela última vaga nas semifinais do US Open, a grande pergunta é: quem pode impedir Roger Federer de faturar seu sexto Aberto dos EUA consecutivo e o 16º Grand Slam de sua carreira?
Novak Djokovic, que enfrenta o suíço hoje na primeira semifinal, pode fazê-lo. Mas só se reproduzir o nível de jogo que exibiu contra Radek Stepanek nas oitavas-de-final, sua partida de referência neste US Open. Aquele Djokovic pode, sim, eliminar Federer. Mas não o Federer que arrasou Robin Soderling nos dois primeiros sets de sua partida de quartas-de-final, porque aquele Federer, o dos tempos áureos de 2004 a 2007, é simplesmente indestrutível. Alcança um patamar inacessível para os "simples mortais" que são os tenistas profissionais. Bons tenistas, excelentes até, mas não extra-terrestres. Só para lembrar, o suíço acabou derrotando Soderling por 6-0, 6-3, 6-7 e 7-6.

Juan Martin Del Potro eliminou Marin Cilic por 3-1, parciais de 4-6, 6-3, 6-2 e 6-1, e vai disputar a primeira semifinal de US Open de sua carreira. Com esta vitória, o argentino já garantiu a recuperação do quinto lugar do ranking mundial, que perdera para Andy Roddick. Se mantiver o mesmo nível, a 'Torre de Tandil' tem tudo para derrotar Nadal ou González e ir à final. Basta lembrar que Del Potro já superou o espanhol duas vezes este ano, nos Masters 1000 de Miami e do Canadá, dois torneios onde o piso é muito semelhante ao que reveste as quadras do complexo de Flushing Meadows. Além disso, Nadal não está 100% fisicamente. O jogo contra González está sendo disputado palmo a palmo: 'Rafa' levou o primeiro set no tie-break, e a segunda parcial também estava no tie-break quando a partida foi - mais uma vez - interrompida pela chuva. Os dois tenistas vão ter que decidir hoje, ou seja, a brincadeira lhes custou um dia de descanso. Qualquer que seja o vencedor, Del Potro agradece.

Em todo caso, o campeão deste US Open sairá provavelmente da outra semifinal. Não consigo imaginar o argentino ganhar do Federer (para quem já perdeu seis vezes em seis partidas) em Flushing Meadows. Ele poderia até ganhar do Djokovic, mas tenho lá minhas dúvidas. A pressão de disputar pela primeira vez uma final de Grand Slam é enorme, ainda mais para um tenista tão jovem (com 20 anos, Del Potro é o mais novo do Top 10). Além disso, perdeu as três partidas que já disputou contra o sérvio, sem ganhar um único set.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Bye bye Murray

Andy Murray perdeu, e perdeu feio, para Marin Cilic. Sem querer minimizar a vitória do talentoso croata, Murray foi uma verdadeira decepção, talvez a maior deste US Open. Depois de perder o primeiro set por 7-5, o escocês saiu completamente do jogo. Abdicou. Desistiu. Lento, dispersivo, sem vontade, acabou perdendo a partida em sets diretos, com parciais de 7-5, 6-2 e 6-2.
Murray teve uma atuação abaixo da crítica, ainda mais para um candidato ao título. O número dois mundial, vice-campeão em Flushing Meadows no ano passado, precisa amadurecer, se quiser ganhar um torneio de Grand Slam. Potencial ele tem, e com certeza vencerá um major no futuro. Mas um Top 3 não pode entregar um jogo assim, ainda mais num torneio desta importância.
Alheio a tudo isso, Cilic soube aproveitar a chance. Todos no circuito sabem de suas capacidades. O jovem croata de 20 anos e quase 2 metros de altura tem um saque poderosíssimo, um forehand muito acima da média, e não reluta em subir à rede para finalizar. Agora, vai encarar Juan Martin Del Potro, que despachou Juan Carlos Ferrero por triplo 6-3. O argentino está afiado, e com a faca entre os dentes. O jogo promete, mas o sexto mundial deve levar a melhor.

Como previsto, Jo-Wilfried Tsonga e Fernando González travaram uma dura batalha, de altíssimo nível. Infelizmente só peguei o fim do jogo, mas vi pontos espetaculares dos dois lados. Dois grandes tenistas, carismáticos, que se respeitam. O chileno acabou ganhando de virada, com parciais de 3-6, 6-3, 7-6 e 6-4. Uma vitória para ganhar moral.
'Gonzo' aguarda agora o vencedor do duelo entre Rafael Nadal e Gaël Monfils, que estão se enfrentando neste momento. O francês acaba de ganhar o primeiro set no tie-break, e o jogo está pegando fogo. Quem gosta de tênis não pode perder.

Djokovic imita McEnroe

No fim de sua partida contra Radek Stepanek pelas oitavas-de-final do US Open, Novak Djokovic voltou a brindar o público com uma de suas impagáveis imitações. Depois de Rafael Nadal, Andy Roddick e Maria Sharapova, o alvo da vez foi ninguém menos que John McEnroe, campeão de sete torneios de Grand Slam nos anos 80 e que trabalha atualmente como comentarista. Conhecido pelo temperamento explosivo, o ídolo gostou tanto que aceitou o convite de 'Nole' para um bate-bola. Como sempre, o sérvio arrasou na imitação. Confira!

http://www.youtube.com/watch?v=juPNW7HCNUQ

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Palpites das oitavas

Começa hoje a segunda semana do US Open. Todos os favoritos continuam vivos, com exceção de um: Andy Roddick, vice-campeão em Wimbledon há alguns meses e campeão em Flushing Meadows em 2003, foi derrotado na terceira rodada pelo gigante norte-americano John Isner, 55º mundial.
Admito que fiquei surpreso com o resultado. 'A-Rod' vinha jogando muito bem e tinha tudo para disputar a semifinal contra Roger Federer. Contra Isner, um tenista apenas regular que tem no serviço sua melhor arma, Roddick acabou provando do próprio veneno.
Não houve milagre para Thomaz Bellucci, eliminado por Gilles Simon na segunda rodada. A derrota em si não foi surpreendente - o francês tem lá suas limitações, mas não é Top 10 à toa -, mas achei que o paulista ia dar mais trabalho. Passivo, perdeu em sets diretos sem nunca dar a impressão de que poderia reverter o resultado.
Descobri ontem um tenista que só conhecia pela (péssima) fama que tem no circuito. Nunca tinha visto jogar o austríaco Daniel Köllerer, 26 anos e 62º mundial, que perdeu para Juan Martin Del Potro na terceira rodada. Peguei o jogo no fim, mas o cara me surpreendeu. Agressivo, carismático, fez o show e deu bastante trabalho para o argentino. Se mantiver esse nível de jogo, o polêmico austríaco - teve até abaixo-assinado para tirar ele do circuito, de tão mala que ele é - vai subir muito no ranking. Agora é esperar para ver.
Enfim, vamos aos palpites das oitavas:

Roger Federer - Tommy Robredo: Com todo o respeito ao espanhol, o resultado é certo. Robredo não tem as armas para derrotar o suíço. No máximo, vai ganhar um set.

Robin Soderling - Nikolay Davydenko: Bom jogo. O russo é mais regular, mas se Soderling estiver num dia bom...

Novak Djokovic - Radek Stepanek: Cuidado com o tcheco, muito perigoso nesse tipo de piso. Até agora, 'Nole' só pegou adversários muito inferiores a ele e ainda assim teve problemas, sobretudo contra o norte-americano Jesse Witten na terceira rodada. Pode pintar uma zebra.

Fernando Verdasco - John Isner: Os dois vêm de duras batalhas em cinco sets, e não estarão nas melhores condições físicas. De um ponto de vista técnico, a diferença entre os dois é gigantesca. Para Verdasco, a chave da vitória será aproveitar os pouquíssimos break-points que terá.

Jo-Wilfried Tsonga - Fernando González: Grande jogo. Os dois estão voando baixo, e o confronto promete. Tsonga é mais completo. Se sacar bem, evitar ao máximo a direita do chileno e não duvidar em subir à rede para finalizar, deverá levar a melhor.

Gaël Monfils - Rafael Nadal: Outro excelente duelo. Monfils está indo muito bem neste US Open, e com certeza vai se lembrar que já derrotou Nadal este ano (no início da temporada em Dubai). O espanhol pareceu sentir um pouco os adutores contra Nicolas Almagro, mas todos sabem que ele é um guerreiro, mesmo não estando 100%. O francês tem chances reais de vitória, mas vai ter que jogar muito.

Juan Martin Del Potro - Juan Carlos Ferrero: Del Potro deve ganhar com relativa tranquilidade. Ferrero melhorou muito de uns tempos para cá, mas não é páreo para o argentino

Marin Cilic - Andy Murray: O escocês perdeu um set de bobeira para o fraco Paul Capdeville, mas continua sendo meu favorito para a vitória final. 3-0 ou 3-1 para Murray.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Agora vai ficar bom

A terceira rodada terá pelo menos dois duelos de alto nível, com Fernando Verdasco contra Tommy Haas e principalmente Roger Federer contra Lleyton Hewitt.
Abre-se, finalmente, a perspectiva de jogos empolgantes neste US Open. Federer, como de costume, está começando devagar, sem forçar muito seu talento. Ontem, o suíço derrotou o alemão Simon Greul, 65º do mundo, por 6-3, 7-5 e 7-5. Hewitt teve até menos problemas contra o ex-Top 20 Juan Ignacio Chela, que está longe do seu melhor nível, derrotando o argentino por 6-3, 6-3 e 6-4.
O australiano, ex-número um mundial e campeão em Flushing Meadows em 2001, melhorou muito de uns tempos para cá. Ainda não voltou a ser o jogador que era no início dos anos 2000, mas está chegando perto. Ele e Federer já se enfrentaram 22 vezes no circuito profissional, e o suíço ganhou as últimas 13 (15 vitórias no total). Aliás, Hewitt não sabe mais o que é sair vencedor de um jogo contra Federer desde 2003. Minha aposta é que o número um mundial vai subir de produção e derrubar o tenista de Adelaide em sets diretos, mas que mesmo assim o jogo vai render.
Verdasco está comendo a bola. Campeão, domingo, do Torneio de New Haven, o canhoto espanhol superou com tranquilidade o alemão Benjamin Becker na primeira rodada (7-5, 6-4, 7-5) e passou hoje como um trator por cima do francês Florent Serra (6-3, 6-0, 6-3). Se continuar jogando desse jeito, como no início deste ano na Austrália, o madrileno vai longe nesse torneio.
Haas pode ser um verdadeiro teste para Verdasco. O alemão teve uma estreia complicada contra o colombiano Alejandro Falla (7-5, 4-6, 7-6, 6-2), e foi bem melhor hoje contra o norte-americano Robert Kendrick (6-4, 6-4, 7-6). Se estiver num dia bom e jogar o que sabe, Haas pode complicar a vida de qualquer tenista do circuito, inclusive dos melhores. Se os dois estiverem 100%, o bicho vai pegar.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Notícias do US Open


Favoritos avançam…

Roger Federer, Andy Murray, Rafael Nadal, Novak Djokovic, Andy Roddick, Jo-Wilfried Tsonga, Nikolay Davydenko, Fernando Verdasco…A primeira rodada do US Open tem sido um verdadeiro passeio para os favoritos. Todos eles venceram em sets diretos. Djoko se saiu muito bem contra o experiente croata Ivan Ljubicic (6-3, 6-1, 6-3), e Murray fez o feijão-com-arroz contra o imprevisível Ernests Gulbis (7-5, 6-3, 7-5). Nadal passou como quis por cima de Richard Gasquet (6-2, 6-2, 6-3). Os demais tiveram adversários tão inferiores a eles que nem vale a pena comentar.
A única “surpresa” até agora foi a derrota de Stanislas Wawrinka, que abriu 2-0 contra ao veterano Nicolas Lapentti e acabou entregando o jogo. Resultado: 4-6, 3-6, 7-6, 7-6, 6-3.

...e veteranos se despedem

Dois tenistas fora do comum disputaram hoje em Nova York sua última partida em torneios de Grand Slam. Marat Safin caiu contra o austríaco Jürgen Melzer, e Fabrice Santoro perdeu para Juan Carlos Ferrero.
O genial moscovita de 29 anos, campeão do Aberto dos Estados Unidos (2000) e do Aberto da Austrália (2005), deixará saudades, mas já estava na hora de parar. Tão talentoso quanto lunático, o homem que admitiu ter quebrado mais de 600 raquetes durante seus 12 anos de carreira já não tinha mais motivação para continuar. Alguns momentos inesquecíveis ficarão na memória, como a vitória contra Pete Sampras em sets diretos na decisão do US Open e principalmente a batalha de cinco sets vencida contra Federer nas semifinais do Australian de 2005, em um dos jogos mais eletrizantes das últimas décadas.
O francês de 36 anos, recordista absoluto em número de Grand Slams disputados (69!) também marcou para sempre a história do tênis. Um dos raros a bater o forehand com as duas mãos, compensou a falta de potência por uma ciência tática do jogo verdadeiramente excepcional. Quantos tenistas, inclusive os melhores do mundo, ele levou à loucura com seus incríveis golpes de mágica? O próprio Safin que o diga...

Bellucci salva o Brasil

Thiago Alves perdeu - logicamente - para Lleyton Hewitt (6-0, 6-3, 6-4), e Marcos Daniel decepcionou contra o argentino José Acasuso (6-2, 6-4, 6-3). Assim, Thomaz Bellucci será o único brazuca na segunda rodada do US Open, pelo menos na chave de simples. Hoje, o tenista de Tietê superou com autoridade o taiwanês Lu Yen-Hsun por 3-0, parciais de 6-2, 6-4 e 6-3, mostrando que está assumindo seu novo estatuto de campeão de um torneio do circuito principal. Seu próximo adversário será muito provavelmente o francês Gilles Simon, nono mundial. Vai ser uma batalha, mas acho que a vitória é possível. Força, Thomaz!

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Sorteio do US Open

Voltei logo no dia do sorteio do US Open, que começa segunda-feira no complexo de Flushing Meadows, em Nova York. Os dois brazucas que estão na chave principal, Marcos Daniel e Thiago Alves, vão enfrentar, respectivamente, José Acasuso e Lleyton Hewitt.
O número um do Brasil, 57º do ranking, não terá moleza, mas poderia ter sido pior. Acasuso, 52º do mundo, é bom jogador, mas é muito melhor no saibro do que no cimento. Marcos pode desde já se preparar para longas trocas de bola do fundo da quadra. O jogo será demorado, e cansativo. Para o tenista de Passo Fundo, o desafio é ganhar sem gastar muita energia porque o vencedor enfrentará muito provavelmente David Ferrer na segunda rodada. Outra maratona, só que de um nível bem superior.
Já Thiago pegou uma autêntica pedreira. Após anos de decadência, o ex-número um mundial, campeão do US Open em 2001 e de Wimbledon em 2002, está aos poucos recuperando seu melhor nível. O australiano, atual 32º do mundo, faturou este ano o Torneio de Houston, e chegou às quartas em Wimbledon e no Masters 1000 de Cincinnati. Hewitt está embalado, e vai ser difícil, mas muito difícil mesmo, para o tenista de São José do Rio Preto, que terá que jogar seu melhor tênis se quiser vencer.
Thomaz Bellucci, que disputa o qualifying, derrotou a promessa búlgara Grigor Dimitrov em sets diretos e está a uma vitória da chave principal. Seu próximo adversário sairá do duelo norte-americano entre Scoville Jenkins e Mike McClune.

Roger Federer, campeão domingo em Cincinnati, terá uma estreia tranquila contra o desconhecido norte-americano David Britton. Já Andy Murray deverá tomar cuidado com o talentoso letão Ernests Gulbis. Novak Djokovic vai encarar o experiente croata Ivan Ljubicic.

No mais, a maior atração desta primeira rodada do US Open será um duelo potencialmente explosivo entre Rafael Nadal e Richard Gasquet. Será o primeiro jogo do francês desde sua suspensão de dois meses e meio por ter sido flagrado com cocaína. O lado bom é que ninguém espera que ele ganhe. Vai jogar sem nenhuma pressão, exatamente como gosta de jogar. Pode até surpreender, mas sinceramente não acredito numa vitória do tenista de Béziers.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Favoritos e tendências

Andei bastante ocupado esses dias e não tive tempo de escrever no blog. O Masters 1000 de Cincinnati já está nas quartas-de-final e, considerando também os resultados do Masters 1000 do Canadá (vitória de Andy Murray sobre Juan Martin Del Potro na final), já dá para confirmar algumas tendências antes do US Open:

- Andy Murray aparece cada vez mais como o primeiro favorito ao título em Nova York, superando até Roger Federer. Campeão em Washington e em Montreal, o escocês, que defende o título em Cincy, vem fazendo uma grande campanha em Ohio, com vitórias em sets diretos sobre Nicolas Almagro (7-6, 6-2) e Radek Stepanek (6-4, 6-1). Agora, salvo uma altamente improvável derrota para o francês Julien Benneteau nas quartas-de-final, Murray deverá enfrentar Federer numa semifinal que poderá ter valor de ensaio geral antes da decisão do US Open. No ano passado, o suíço derrotou o escocês na final do último Grand Slam da temporada. Mas agora o tenista de Dunblane está mais maduro, mais experiente e mais afiado. Além disso, o retrospecto dele contra o número um mundial é amplamente favorável, com seis vitórias para apenas duas derrotas.

- Rafael Nadal continua sendo uma incógnita. Eliminado por Del Potro nas quartas-de-final em Montreal, o espanhol continua vivo em Cincinnati, mas teve dificuldades para passar pelo italiano Andreas Seppi (7-6, 7-6) e pelo francês Paul-Henri Mathieu (7-5, 6-2). Agora, pega seu desafeto Tomas Berdych, um adversário de outro calibre. Desde que voltou às quadras, ‘Rafa’ não tem mostrado o tênis necessário para faturar o único Grand Slam que lhe falta. Mas se por ventura triunfar em Cincy - o que duvido muito - enviará um recado certeiro a Federer e Murray.

- Roger Federer caiu nas quartas em Montreal, ao protagonizar contra Jo-Wilfried Tsonga a virada mais incrível da temporada até agora (ver post anterior). O número um mundial encara hoje em Cincinnati o australiano Lleyton Hewitt por uma vaga nas semifinais. A campanha dele em Ohio não foi das mais empolgantes, com direito a batalha contra David Ferrer nas oitavas (3-6, 6-3, 6-4), mas Grand Slam é Grand Slam e o suíço, que já arrebatou 15 deles, sabe disso como ninguém.

- Difícil dizer se Novak Djokovic vai longe nesse US Open. Perdeu nas quartas em Montreal e ainda está vivo em Cincinnati, onde superou o veterano croata Ivan Ljubicic (7-6, 6-4) e o ascendente francês Jérémy Chardy (7-5, 6-3). Vai enfrentar agora o francês Gilles Simon, que surpreendeu o russo Nikolay Davydenko nas oitavas. Apesar dos bons resultados obtidos no saibro europeu, ‘Nole’ continua devendo nesta temporada. Está jogando muito menos do que jogava em 2008. Talento ele tem de sobra, mas neste momento o sérvio está muito abaixo de Federer e Murray, e até de Andy Roddick, que deu uma boa melhorada este ano e corre por fora na briga pelo título em Nova York.

Vou viajar amanhã e só voltarei quarta-feira à noite. Não vou poder comentar o fim do Masters 1000 de Cincinnati, mas estarei a postos para o US Open.

sábado, 15 de agosto de 2009

Que pena, Tsonga!

Jo-Wilfried Tsonga pode deixar o Canadá de cabeça erguida. O carismático francês perdeu para Andy Murray nas semifinais do Masters 1000 de Montreal, em sua melhor campanha num torneio deste porte desde seu triunfo em Paris no fim do ano passado. O placar final, de 6-4 e 7-6, mostra que a partida não foi fácil para o escocês, que saiu vencedor de uma batalha de quase duas horas. Com a vitória, ele garantiu o segundo lugar do ranking mundial, independentemente da decisão de domingo, contra Andy Roddick ou Juan Martin Del Potro.
Na verdade, Tsonga "ganhou" o torneio ontem, quando superou Roger Federer em uma das viradas mais espetaculares da temporada. Que jogo!
Como era de se esperar, o primeiro set foi muito parelho, com o francês jogando de igual para igual com o suíço. A parcial foi para o tie-break, e Tsonga venceu por 7/5. Até aí, tudo normal.
Não é raro que Federer demore um set para engatar a segunda e começar realmente a jogar o que sabe. E desta vez não foi diferente: o número um mundial elevou drasticamente o nível de seu jogo, fechou o segundo set por 6-1 e abriu 5-1 no terceiro. A essa altura do campeonato, todos - inclusive Federer - achavam que a fatura estava liquidada. Mas o tenista do Le Mans, que ainda sentiu o braço durante a partida, não é do tipo que se entrega. É um verdadeiro guerreiro, da mesma raça que Rafael Nadal ou Lleyton Hewitt.
Soltando o braço, arriscando tudo na direita e sacando bem, o francês começou a acumular os games. Cinco, no total. A 6-5, 0-40 no saque do Federer, o suíço deu uma despertada, salvou os três match-points e forçou mais uma decisão no tie-break. Mas não adiantou. O dia era mesmo de Tsonga, que fechou por 7/3 com direito a uma dupla falta do número um mundial no match-point. Resultado final: 7-6 (7/5), 1-6, 7-6 (7/3). Parabéns, campeão. Valeu a garra.

Com a vitória de Tsonga, três dos quatro 'Mosqueteiros' franceses já derrotaram Roger Federer. Richard Gasquet mostrou o caminho nas quartas-de-final do Masters 1000 de Montecarlo de 2005, na época, diga-se de passagem, em que o astro estava no auge. Gilles Simon demorou mais de três anos para imitar o colega, justamente no Masters 1000 de Toronto. Já Gaël Monfils enfrentou o suíço cinco vezes, mas ainda não o venceu. Com certeza oportunidades não faltarão.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Murray pode desbancar Nadal

Andy Murray está indo bem no Masters 1000 de Montreal. O escocês se livrou com autoridade de Jérémy Chardy (6-4, 6-2) e Juan Carlos Ferrero (6-1, 6-3) e já está nas quartas-de-final do torneio canadense.
Rafael Nadal, que está enfrentando neste momento o alemão Philipp Petzschner nas oitavas, ainda não ganhou ritmo de jogo, já que seu adversário da segunda rodada, David Ferrer, desistiu da partida ainda no primeiro set devido a dores em um joelho. Ainda assim, ‘Rafa’ tem tudo para derrotar o 45º do ranking mundial. Contudo, quem o aguarda nas quartas-de-final é um embalado Juan Martin Del Potro, campeão domingo do Torneio de Washington, que sofreu mais do que o previsto para superar o romeno Victor Hanescu (3-6, 6-3, 6-4) e parece ter sentido uma dor no ombro direito.
Se a 'Torre de Tandil' estiver 100%, o jogo de amanhã será um verdadeiro teste para o espanhol, que não joga uma partida completa no circuito desde as oitavas-de-final do Aberto da França.
A pressão é forte em cima do tenista de Mallorca, ainda mais porque se perder, correrá o risco de ser desbancado por Murray da vice-liderança do ranking mundial. Nadal tem 9285 pontos, e o escocês está com 8260.
No entanto, o tenista de Dunblane também vai pegar uma pedreira nas quartas. Nikolay Davydenko passou por cima de Paul-Henri Mathieu (7-6, 7-6) e Fernando González (7-6, 7-5), mostrando que a transição repentina do saibro para o sintético não é problema para ele. Antes de viajar a Montreal, o russo faturou dois títulos seguidos na terra batida, em Hamburgo e Umag. Murray está jogando bem e é o favorito deste confronto, mas eu não ficaria nada surpreso se Davydenko levasse a melhor.

Não tive a oportunidade de ver, mas parece que a partida entre Andy Roddick e Fernando Verdasco pelas oitavas-de-final foi a melhor do torneio até agora. O norte-americano venceu o espanhol por 7-6, 4-6 e 7-6 depois de uma maratona de mais de 2h30, e vai pegar agora Novak Djokovic, que vem de uma vitória convincente sobre o perigoso russo Mikhail Youzhny (6-3, 6-4). O jogo promete, mas o tenista do Texas está numa boa dinâmica e deve vencer.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

A volta das feras

Roger Federer, Rafael Nadal, Andy Murray e Novak Djokovic, os quatro melhores tenistas do mundo, voltam às quadras esta semana no Masters 1000 de Montreal, o primeiro torneio importante desde Wimbledon. Como no ano passado, o quinto e o sexto do ranking, Andy Roddick e Juan Martin Del Potro, aqueceram os motores em Washington. E como no ano passado, o argentino venceu o norte-americano na final.

Roger Federer: Campeão em Roland Garros e Wimbledon, de volta à liderança do ranking mundial, o vencedor de 15 Grand Slams é, obviamente, o principal favorito ao título em Montreal. Uma ressalva, porém: o mais novo papai da praça, que não disputou uma partida desde sua épica vitória contra Roddick na final de Wimbledon, tem ficado muito em casa cuidando das filhinhas e tem tido pouco tempo para treinar. Será que isso vai atrapalhar? Acho que não. O suíço tem uma chave relativamente tranquila, com Radek Stepanek e os franceses Gilles Simon ou Jo-Wilfried Tsonga pelo caminho até uma provável semifinal contra Murray.

Rafael Nadal: O atual campeão do Masters canadense vem cercado de incertezas. Perturbado por uma tendinite nos joelhos, ‘Rafa’ está há muito tempo sem jogar e já avisou que o bi em Montreal é praticamente missão impossível. Além disso, o espanhol ficou abalado emocionalmente com a derrota para Robin Soderling nas oitavas-de-final de Roland Garros e a impossibilidade de defender seu título em Wimbledon. A chave dele é bem mais complicada que a de Federer, com duelos prováveis contra David Ferrer na segunda rodada, o norte-americano Sam Querrey nas oitavas e um embalado Del Potro nas quartas. Acho que do argentino ele não ganha.

Andy Murray: Na minha opinião, o maior favorito ao título depois de Federer. Quem vencer a semifinal entre os dois tem grandes chances de levar o título. Murray costuma brilhar no piso sintético: no ano passado, foi semifinalista em Toronto, campeão em Cincinnati e vice no US Open. Ou seja, tem muitos pontos para defender esse ano e não pode bobear. Em Montreal, o escocês deve pegar algumas pedreiras, como Jérémy Chardy na segunda rodada, Lleyton Hewitt nas oitavas e Nikolay Davydenko nas quartas. Cuidado com o russo, que está comendo a bola desde que voltou de contusão e vem de dois títulos em duas semanas (Hamburgo e Umag).

Novak Djokovic: Depois de uma grande campanha no saibro europeu (vice em Montecarlo e Roma, campeão em Belgrado e semifinalista em Madri) encerrada de forma melancólica com a derrota para o alemão Philipp Kohlschreiber na terceira rodada de Roland Garros, o sérvio não foi tão mal na grama, com o vice-campeonato em Halle e as quartas-de-final em Wimbledon. Em ambos os casos, foi parado por um excelente Tommy Haas. ‘Nole’ é versátil e sabe jogar em todos os pisos, mas acho que está um pouco abaixo dos demais neste momento. Pode pegar o perigoso Marin Cilic nas oitavas e, se vencer, Roddick o aguardará nas quartas.

‘A-Rod’, Davydenko e Del Potro correm por fora na briga pelo título, que deve ser decidido na semifinal entre Federer e Murray. É óbvio que Nadal e Djokovic, dois atletas excepcionais, sempre podem surpreender, mas não incluo eles entre os favoritos em Montreal. E vocês? O que acham?

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Breves de tênis


Começou esta semana o Torneio de Washington, disputado no piso sintético. Como o Masters 1000 de Montreal começa amanhã, as maiores feras do circuito ainda não voltaram às quadras, com exceção de Andy Roddick e Juan Martin Del Potro. O argentino vai duelar com o chileno Fernando González por uma vaga na final do DC Open. Já o norte-americano joga hoje à noite contra o gigante croata Ivo Karlovic por uma vaga nas semifinais.

500

'A-Rod', quinto mundial e principal favorito ao título em Washington, derrotou ontem à noite nas oitavas-de-final do DC Open seu "sósia" Sam Querrey, ao término de uma verdadeira guerra de saques. A vitória, por 7-6 e 6-4, seria anedótica, não fosse a 500ª do texano no circuito principal. Somente 36 tenistas conseguiram chegar a essa marca em toda a história do esporte. Roddick é o quarto jogador ainda em atividade a chegar às 500 vitórias, depois de Roger Federer (657), Carlos Moya (573) e Lleyton Hewitt (511), eliminado por Del Potro nas oitavas em DC.

Qualifyer brilha

O francês Sébastien De Chaunac (na foto acima), 181º mundial, fez excelente campanha no DC Open. Passou pelo qualifying, superou o uzbeque Denis Istomin na primeira fase e principalmente o russo Dmitry Tursunov, 32º do ranking, na rodada seguinte. O francês de 31 anos foi parado nas oitavas pelo gigante norte-americano John Isner, mas tem motivos de sobra para comemorar. Outra grande surpresa em Washington: a vitória do indiano Somdev Devvarman, 153º mundial, sobre o croata Marin Cilic, 15º, na segunda rodada.

Brasil x Argentina em Campos

O Challenger de Campos do Jordão terá uma final Brasil-Argentina: Thiago Alves superou hoje nas semifinais o gaúcho Marcelo Demoliner por 6-3 e 6-4, e Horacio Zeballos eliminou o perigoso Juan Ignacio Chela com parciais de 6-4, 3-6 e 6-2. O tenista de São José do Rio Preto busca seu primeiro título da temporada, depois de bater na trave no Challenger de Pozoblanco, na Espanha. Uma vitória nas quadras rápidas de Campos lhe dará confiança para repetir, ou até melhorar, a grande campanha no US Open do ano passado, quando furou o quali e deu trabalho a Roger Federer na segunda rodada.

Caso Gasquet

A Federação Internacional de Tênis (ITF) decidiu recorrer da suspensão de dois meses e meio imposta a Richard Gasquet por uso de cocaína, por considerar a sentença muito branda. A tendência é que a ITF exija uma suspensão de dois anos, algo que pode acabar definitivamente com a carreira do talentoso francês. Gasquet, cuja suspensão de dois meses e meio terminou no mês passado, não vai jogar em Montreal, mas avisou que continua treinando para estar pronto para o US Open, que começa no fim deste mês.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Missão cumprida

Finalmente. Já estava mais do que na hora de um brasileiro voltar a vencer um evento do circuito principal. Thomaz Bellucci encerrou um jejum de quase cinco anos ao faturar domingo no saibro de Gstaad o primeiro ATP 250 de sua carreira. O paulista de 21 anos derrotou na final o alemão Andreas Beck por 6-4 e 7-6, acabando com uma seca de troféus que começou logo após o título conquistado por Ricardo Mello em setembro de 2004 em Delray Beach.
Embalado pelas grandes vitórias obtidas pelos Top 30 Stanislas Wawrinka e Igor Andreev, Bellucci, totalmente focado e ciente de seu potencial, não tremeu na Hora H e mostrou solidez e competência para se livrar de Beck, agora 39º do mundo. Nem a interrupção de uma hora por causa da chuva conseguiu tirar a concentração do brasileiro.
Depois de uma vitória como essa, o maior desafio é não relaxar. Após a grande campanha de fevereiro na Costa do Suípe, onde ficou com o vice do Brasil Open, Thomaz sentiu a pressão e acabou acumulando uma série de derrotas que provocaram sua queda no ranking da ATP. A reação demorou um pouco: só veio no mês passado com a conquista do Challenger de Rimini.
A grande campanha em Gstaad fez com que Bellucci disparasse no ranking. O jovem tenista de Tietê deu um verdadeiro salto na classificação, passando do 119º ao 66º lugar (+53!). Marcos Daniel, semifinalista em Gstaad, ganhou 15 posições e consolidou o posto de número um do Brasil, ficando em 58º. Thiago Alves aparece na 94ª posição. Pela primeira vez em muitos anos, o Brasil tem três representantes no Top 100. Agora é aproveitar o embalo para crescer ainda mais.

Em tempo: A grande vitória de Bellucci não teve o destaque que deveria ter tido. A Folha e o Estado noticiaram a conquista em seus cadernos esportivos. Já o Globo se limitou a publicar uma pequena foto com legenda no meio de uma coluna de resultados. Ao menos a Folha publicou uma foto de Thomaz em sua manchete. É pouco, muito pouco. Cabe aos tenistas mudarem essa situação, e isso só virá com o acúmulo de vitórias no circuito principal. Mas é verdade que a imprensa podia ajudar.

Em tempo 2: A grande campanha de Bellucci e Daniel em Gstaad não deve ofuscar a excelente vitória de Júlio Silva sobre o argentino Eduardo Schwank domingo na final do Challenger de Belo Horizonte. O tenista de Jundiaí ganhou do 'hermano' por 4-6, 6-3 e 6-4 e subiu 34 posições no ranking da ATP, chegando às portas do Top 200 (204º). Parabéns, Julinho!

sábado, 1 de agosto de 2009

Bellucci vence e decide em Gstaad

O sonho brasileiro de conquistar um primeiro ATP desde 2004, ano da grande campanha de Ricardo Mello em Delray Beach, pode se concretizar neste domingo. Em mais uma excelente atuação, Thomaz Bellucci superou o perigoso russo Igor Andreev em sets diretos (6-4, 7-5) e se classificou para a decisão do Torneio de Gstaad, que será a segunda de sua carreira no circuito principal.
Thomaz soube crescer na hora certa. Depois de passar pelo qualifying, o paulista de 21 anos teve uma primeira rodada complicada contra o local Michael Lammer, 188º do mundo, vencendo por 6-7, 7-6 e 6-4. Em seguida, veio o jogo de referência: duplo 6-4 contra o grande favorito do torneio, Stanislas Wawrinka. Contou com a sorte para passar por Nicolas Kiefer nas quartas (o alemão desistiu no início do segundo set), e voltou a exibir um grande tênis hoje na semifinal contra Andreev.
Bellucci vai enfrentar domingo não Marcos Daniel, mas o alemão Andreas Beck, que derrotou o gaúcho por 7-6 e 6-3 na outra semifinal e acabou com o sonho brasileiro de ver pela primeira vez uma decisão 100% verde e amarela num torneio da ATP fora do país. Em todo caso, parabéns a Marcos, que fez a melhor campanha de sua carreira em um evento do circuito principal e consolidou seu posto de número um do Brasil.
Beck, 51º mundial, é um bom tenista, nada mais do que isso. E Thomaz não tem mais a pressão da primeira vez já que foi vice no início deste ano na Costa do Sauípe. No Brasil Open, Bellucci perdeu uma dura batalha de três sets contra Tommy Robredo, este sim uma figura tarimbada do circuito. Por todos esses motivos, acho que chegou a hora. A hora do Thomaz, a hora do Brasil.

Cabe destacar, por sinal, que o Brasil terá segunda-feira três representantes no Top 100. Marcos Daniel, Thomaz Bellucci e Thiago Alves. O momento é bom, agora é continuar no embalo.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Rumo à final!

Marcos Daniel e Thomaz Bellucci continuam vivos em Gstaad. O gaúcho derrotou seu terceiro francês da semana, Florent Serra, por 6-4 e 7-6. Já Bellucci contou com a sorte para avançar às semifinais: seu adversário, o alemão Nicolas Kiefer, desistiu do jogo no início do segundo set, quando já tinha vencido o primeiro por 6-3.
Chama a atenção a regularidade de Daniel, que ainda não perdeu um set até agora em Gstaad. Agora, o tenista de Passo Fundo tem pela frente o alemão Andreas Beck, 51º do ranking. Se jogar com a mesma seriedade, tem tudo para sair da quadra com a vitória e se classificar, aos 31 anos, para a primeira grande final de sua carreira.
Bellucci, que é dez anos mais novo que Daniel, já disputou uma decisão no circuito principal, no início deste ano na Costa do Sauípe. O último obstáculo que separa o paulista de sua segunda final de ATP 250 é o russo Igor Andreev, 27º do mundo e vice em Gstaad no ano passado. Vai ser um jogo complicado. O moscovita mostrou autoridade ao se livrar do excelente francês Jérémy Chardy por duplo 6-3 nas quartas-de-final. Contra este especialista do saibro, que já faturou três títulos na carreira (todos eles em 2005), o tenista de Tietê vai ter que se preparar para uma dura batalha. Boa sorte, Thomaz!

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Brazucas brilham em Gstaad

Pela primeira vez em muitos anos, o Brasil terá dois representantes nas quartas-de-final de um torneio do circuito principal. O experiente Marcos Daniel e o jovem Thomaz Bellucci brilharam hoje nas quadras de saibro de Gstaad, na Suíça, com vitórias sobre Julien Benneteau (6-3, 7-6) e Stanislas Wawrinka (6-4 e 6-4).
Os dois tenistas merecem elogios. Marcos, pela regularidade que vem mostrando desde que faturou o forte Challenger de Bogotá, em meados deste mês. Thomaz, pela garra que lhe permitiu superar hoje o grande favorito do torneio, que ainda por cima jogava em casa.
Quem disse que a carreira de um tenista profissional entra em declínio após os 30 anos? Marcos Daniel, número um do Brasil e 73º mundial, nunca esteve tão bem. Aos 31 anos, o gaúcho está no auge da carreira. Em Gstaad, o tenista de Passo Fundo estreou com uma vitória apertada (7-6, 7-6) sobre Paul-Henri Mathieu, 28º mundial e campeão do torneio em 2007, antes de eliminar Benneteau, 58º do ranking. Daniel se firmará de vez como o “exterminador de franceses” se passar nas quartas-de-final por Florent Serra, 50º do mundo.
Thomaz Bellucci está em franca recuperação. Depois de obter, em fevereiro, o vice-campeonato no Brasil Open e se aproximar do Top 50, o tenista de 21 anos teve uma forte queda de rendimento e saiu do Top 100. A confiança voltou com a conquista do Challenger de Rimini, no dia 20 deste mês. E podem ter certeza que esta confiança ficou ainda maior com a vitória de hoje sobre Wawrinka, um ex-Top 10 que ocupa atualmente o 24º lugar do ranking mundial. Ganhar do favorito de um torneio em sua própria casa é uma façanha e tanto. E Bellucci não só ganhou, como ganhou com autoridade. A vitória pode se tornar um marco na carreira do tenista de Tietê, que vai ganhar bastante moral no circuito. Agora é confirmar contra o experiente alemão Nicolas Kiefer. Missão difícil, mas não impossível.
A chave de Bellucci é mais complicada que a do Daniel, que se passar pelo Serra pegará o vencedor do confronto entre o alemão Andreas Beck e o romeno Victor Crivoi. Se superar o Kiefer, o paulista terá pela frente o russo Igor Andreev ou o francês Jérémy Chardy. Seria melhor se fosse o primeiro. Já imaginaram uma final Bellucci x Daniel em Gstaad? Nem sei se há precedente de dois brazucas se enfrentando numa decisão de ATP. Alguém sabe? Em todo caso, vamos torcer!

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Davydenko volta ao Top 10

Nikolay Davydenko finalmente voltou a vencer. O russo encerrou um jejum de mais de um ano sem títulos ao faturar domingo o Torneio de Hamburgo, um ex-Masters 1000 "rebaixado" este ano para a categoria ATP 500, e retornou ao Top 10 do tênis mundial, na nona posição.
No saibro alemão, Davydenko passou por cima de Philipp Petzschner (6-3, 6-2), Jérémy Chardy (6-3, 6-3), Victor Hanescu (6-3, 4-6, 6-3), David Ferrer (7-5, 7-6) e Paul-Henri Mathieu (6-4, 6-2) para conquistar o 15º título de sua carreira, o primeiro em 2009.
Envolvido numa história de apostas ilegais, pela qual acabou sendo absolvido, Davydenko ainda perdeu vários torneios no início da temporada por conta de uma lesão no pé. Não pôde defender seu título no Masters 1000 de Miami e despencou no ranking, caindo para o 12º lugar. Pela primeira vez em quatro anos, o russo, um dos tenistas mais regulares do circuito, estava fora do Top 10.
Porém, todo mundo, no circuito e fora dele, sabia que Davydenko voltaria em breve. O cara pode ter o carisma de uma porta, mas é um dos tenistas mais eficientes do circuito. Bate de direita e de esquerda com a mesma força. É capaz de manter a mesma intensidade durante toda uma partida, do primeiro ao último ponto. Acho que foi Fabrice Santoro (ou terá sido Tommy Haas?) que comparou o russo àquelas máquinas de lançar bolas, aquelas que é só acertar a força e a altura desejada e pronto, pode ficar batendo por duas horas seguidas. A máquina não erra nunca. Davydenko, quase nunca. Não é o tipo de tenista que perde para qualquer um. É freguês do Roger Federer, mas quem, fora Rafael Nadal e Andy Murray, não é?
Agora o russo deve ir com tudo para os Masters 1000 de Montreal e Cincinnati e o US Open, onde foi semifinalista em 2006 e em 2007. Se não sofrer nenhuma lesão, duvido que não termine a temporada no sétimo lugar do ranking.

O norte-americano Robby Ginepri, que teve seu momento de glória em 2005 ao travar uma batalha épica com Andre Agassi nas semifinais do US Open, faturou domingo em Indianapolis seu primeiro título em exatos quatro anos já que sua última conquista no circuito ATP acontecera justamente...em Indianapolis. O bicampeonato rendeu 39 posições ao tenista de Fort Lauderdale, que aparece agora no 56º lugar.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Pai em dose dupla

Roger Federer e sua mulher, a ex-tenista eslovaca Miroslava Vavrinec, anunciaram hoje o nascimento, na noite de ontem, de suas primeiras filhas, as gêmeas Charlene Riva e Myla Rose.
"É o dia mais feliz de nossas vidas", afirmou o suíço em seu site, http://www.rogerfederer.com/.
Mãe e filhas passam bem.
Acreditem se quiser: uma casa de apostas britânica, a Ladbrokes, já permite apostar na vitória de uma das duas meninas - ou da dupla - em Wimbledon. Se as meninas tiverem, cada uma, metade do talento do papai...com certeza darão o que falar. Vamos aguardar.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Brasileiros arrasam no circuito Challenger

Marcos Daniel e Thomaz Bellucci levantaram bem alto a bandeira do Brasil no fim de semana passado. O gaúcho de 31 anos faturou o bicampeonato em Bogotá - um torneio onde sempre se dá bem – ao derrotar na final o argentino Horacio Zeballos pelo placar apertado de 4-6, 7-6 e 6-4. Marcos ganhou nada menos que 22 posições na nova classificação ATP, publicada nesta segunda-feira, e aparece agora no 75º lugar. Assim, o tenista de Passo Fundo volta a ser o número um do Brasil, já que Thiago Alves permaneceu na 88ª posição.
Outro que finalmente voltou a vencer é Thomaz Bellucci, que conquistou domingo o Challenger de Rimini, na Itália, ao superar na decisão outro argentino, Juan Pablo Brzezicki, com parciais de 3-6, 6-3 e 6-1. A vitória rendeu 24 posições ao paulista, que ocupa agora o 117º lugar do ranking.
O triunfo de Marcos em Bogotá era esperado, mas o de Thomaz em Rimini foi uma excelente surpresa. O atual vice-campeão do Brasil Open tem tênis para estar no Top 30, mas não conseguiu engrenar no circuito principal depois da boa campanha na Costa do Sauípe, no início deste ano. Ele só tem 21 anos e ainda pode crescer, mas já está na hora de pisar no acelerador. Ganhar Challenger é bom para a confiança, mas para entrar no Top 50 é preciso vencer também na primeira divisão.

Robin Soderling conquistou em casa seu primeiro título desde o vice-campeonato de Roland Garros. Sem perder um único set no caminho, o sueco ganhou em Bastad seu primeiro ATP no piso de saibro, o quarto de sua carreira, confirmando que também sabe jogar bem nesta superfície. Com a vitória, subiu uma posição e já está batendo na porta do Top 10, no 11º lugar.

O francês Jérémy Chardy ganhou no saibro de Stuttgart, na Alemanha, o primeiro ATP de sua carreira e pulou para o 32º lugar do ranking. Tranquilamente, sem fazer alarde, este jovem de 22 anos está aos poucos conquistando seu espaço, e não me surpreenderia se terminasse a temporada entre os vinte melhores do mundo. O cara saca muito bem, tem uma ótima direita e troca bem do fundo da quadra. Seu melhor piso é o saibro, mas ele também sabe se virar no sintético: no início do ano, foi vice-campeão em Johannesburgo, perdendo o título para seu compatriota Jo-Wilfried Tsonga. Olho nele!

domingo, 19 de julho de 2009

O Tenista Perfeito

Sei que está na moda, que a maioria dos sites e blogs dedicados ao tênis já fizeram isso, mas como o circuito ainda está na ressaca pós-Wimbledon e não tem tantos torneios importantes para comentar, vamos lá: vou criar o meu tenista perfeito, mas para ser um pouco diferente vou fazer dois: um com atletas ainda ativos no circuito e um "mais que perfeito", reunindo todos os tenistas do passado e do presente (pelo menos os que vi jogar, ou seja, a partir do meio dos anos 80):

1. O Tenista Perfeito

- Primeiro saque: Andy Roddick
- Segundo saque: Roger Federer
- Forehand: Fernando González
- Backhand: Richard Gasquet (uma mão), David Nalbandian (duas mãos)
- Devolução de saque: Nalbandian
- Voleio: Federer
- Movimentação: Rafael Nadal
- Força física: Nadal
- Força mental: Nadal
- Raça: Nadal
- Talento: Federer
- Atitude/Carisma: Jo-Wilfried Tsonga
- Simpatia: Novak Djokovic

2. O Tenista 'Mais que Perfeito':

- Primeiro saque: Greg Rusedski (lembram dele?)
- Segundo saque: Pete Sampras
- Forehand: Sampras
- Backhand: Gustavo Kuerten (uma mão), Andre Agassi (duas mãos)
- Devolução de saque: Agassi
- Voleio: Stefan Edberg
- Movimentação: Michael Chang
- Força física: Thomas Muster
- Força mental: Bjorn Borg
- Raça: Nadal
- Talento: Federer
- Atitude/Carisma: Agassi
- Simpatia: Yannick Noah

Já sei o que muitos vão dizer: que o Federer não aparece muito nestas listas. Poderia ter criado meu tenista perfeito (e também o mais que perfeito) colocando Federer em quase todos os quesitos (primeiro saque, forehand, backhand, voleio...) Afinal, ele é o melhor tenista da história. Mas para ficar mais interessante, resolvi complicar um pouco. É justamente para fazer justiça ao suíço que resolvi incluir a categoria 'Talento'.
Essas listas são totalmente subjetivas. Muitos outros tenistas mereceriam ser lembrados, mas tive que fazer escolhas. E vocês? O que acham? Criem seu tenista perfeito!

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Gasquet volta de suspensão

Dois meses e meio depois de ter sido flagrado por cocaína no antidoping, Richard Gasquet já está liberado para voltar às quadras. A Federação Internacional de Tênis (ITF) aceitou os argumentos do francês, que sempre afirmou nunca ter consumido o produto. Segundo ele, rastros ínfimos de cocaína foram encontrados em suas urinas porque ele “ficou” com uma mulher que tinha acabado de usar esta substância durante uma festa organizada numa badalada casa noturna de Miami.
A ITF condenou Gasquet a uma suspensão de dois meses e meio, com efeito retroativo. Assim, a punição infligida ao francês, controlado no dia 28 de março em Miami, acabou ontem, no dia 15.Gasquet, 23 anos e 32º mundial, saiu ganhando nessa história, já que encarava uma suspensão de dois anos. Porém, perdeu o Aberto da França e Wimbledon por conta da brincadeira e vai ter que trabalhar pesado se quiser estar bem para o US Open, seu principal objetivo na temporada. Dizendo-se “muito feliz” com a decisão da ITF, Gasquet já garantiu que vai treinar como nunca para fazer bonito no último Grand Slam da temporada e voltar ao Top 10. Talento ele tem de sobra, mas vai ter que mostrar também algo que sempre lhe faltou: garra.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Breves de tênis


Brasil volta a ter dois representantes no Top 100

O Brasil voltou a ter dois tenistas no Top 100, algo que não acontecia há algum tempo. Thiago Alves, que passou recentemente uma rodada em Wimbledon, continua sendo o número um do país. Dando prosseguimento à sequência de bons resultados, o paulista faturou o vice-campeonato do Challenger de Pozoblanco, disputado em quadras de cimento. Thiago foi parado na final pelo eslovaco Karol Beck, um ex-Top 50 que está batalhando para tentar voltar ao grupo dos 100 melhores do mundo. Com a boa campanha na Espanha, o brasileiro ganhou mais 10 posições e pulou para o 88º lugar do novo Ranking de Entradas da ATP, publicado nesta segunda-feira. Já o gaúcho Marcos Daniel ganhou quatro posições, e aparece agora no 97º lugar.

Morte de Montcourt

Os resultados da autópsia praticada em Mathieu Montcourt, encontrado morto na porta de seu apartamento dos arredores de Paris há uma semana, mostraram que o tenista francês de 24 anos sofreu um infarto. Depois da necropsia, efetuada quarta-feira passada no Instituto Médico-Legal de Paris, foram realizados exames toxicológicos, que deram negativo. O parisiense foi enterrado sexta-feira em Nanterre, um subúrbio do oeste da capital francesa.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Morte misteriosa de tenista francês

O tenista francês Mathieu Montcourt, 24 anos, faleceu na noite de segunda-feira, em circunstâncias ainda desconhecidas. Segundo o jornal francês L’Equipe, que citou fontes policiais, o jovem foi encontrado morto pela namorada na porta do apartamento deles, em Boulogne-Billancourt, um subúrbio do oeste de Paris. O corpo não apresentava sinais de violência.
Montcourt era 119º mundial e competia principalmente na categoria Challenger. Este ano, disputou o qualifying do Aberto da França. Perdeu na última rodada, mas acabou entrando na chave principal como lucky-loser. Passou pelo taiwanês Lu Yen-Hsun e perdeu na segunda rodada para o tcheco Radek Stepanek.
O espanhol Rafael Nadal, que conhecia Montcourt desde criança, se declarou hoje profundamente abalado com a notícia, e mandou suas condolências à família.
Uma necropsia deve ser feita amanhã para determinar as causas da morte.

domingo, 5 de julho de 2009

O céu é o limite

Aos 27 anos, Roger Federer entrou definitivamente para a história do tênis. O suíço faturou o hexacampeonato em Wimbledon, o 15º título de Grand Slam de sua carreira, ao vencer uma batalha de mais de quatro horas contra Andy Roddick. De quebra, ainda recuperou a liderança do ranking mundial.
A grande pergunta agora é a seguinte: onde ele vai parar? Federer escreve a história a cada dia, derrubando recorde após recorde. Com o triunfo de hoje, deixou definitivamente Pete Sampras para trás. O suíço é hoje o único a ter conquistado 15 Grand Slams, em quatro pisos diferentes, e essa marca vai ficar intocada por um bom tempo. Além de Federer, somente três tenistas se impuseram em Roland Garros e em Wimbledon na sequência desde o início da era open, em 1968: Rod Laver, Bjorn Borg e Rafael Nadal.
Roddick foi um guerreiro. Lutou como um verdadeiro campeão, e merecia a vitória. Não fosse o Federer, o norte-americano já estaria com cinco títulos de Grand Slam no currículo, em vez de apenas um. Hoje, 'A-Rod' jogou com o coração. Deu tudo e mais um pouco. Porém, mais uma vez, não foi suficiente. Chega a ser desesperador.
Não foi uma final com longas trocas de bola. Foram 4 horas e 16 minutos de serviços e devoluções. Uma verdadeira guerra de nervos, para ver quem ia conseguir quebrar o saque do outro. O tenista do Texas aproveitou a primeira chance que teve e faturou o primeiro set. Poderia ter vencido o segundo no tie-break. Teve quatro chances de fechar e desperdiçou todas, uma delas com um voleio desastrado que vai lhe tirar muitas horas de sono. A partir daí, o 'Expresso Federer' parou de ser generoso. Ganhou o segundo e o terceiro set, também no tie-break. No terceiro, Roddick não teve nenhuma chance de quebra.
Nesse ponto, pensei que o jogo já estava acabado. Ledo engano. 'A-Rod' não quis largar o osso. Contra um adversário que o derrotara 18 vezes em 20 partidas (agora 19 em 21), acreditou em suas chances, manteve a cabeça no lugar e foi à luta. Além do conhecido chumbo grosso no serviço e no forehand, o norte-americano desenvolveu um backhand avassalador, sobretudo na paralela, e um voleio cada vez mais afiado, ainda que possa melhorar bastante nesse fundamento. De tanto acreditar, o impossível aconteceu: Roddick quebrou novamente o saque de Federer e fechou a quarta parcial.
O quinto set - o primeiro nos 21 confrontos entre os dois - foi antológico. Nem tanto pela parte técnica, mas no aspecto emocional. A tensão atingiu seu cúmulo. Federer cometeu muitos erros não forçados, e só não perdeu devido à desmoralizante eficiência do seu saque. O suíço fez cair sobre o norte-americano uma verdadeira chuva de aces (50 no total durante a partida, recorde absoluto na história do torneio). Roddick resistiu o tanto que pôde. Mas não aguentou. Ninguém aguentaria. Placar final: 5-7, 7-6, 7-6, 3-6, 16-14. Isso mesmo, 16-14. O quinto set durou uma hora e meia.
Após uma derrota cruel como essa, é duro levantar a cabeça. O próprio Federer já passou por isso no ano passado, quando perdeu a final de Wimbledon para Rafael Nadal em um jogo que entrou para a história. Roddick vai ficar abalado por um tempo, mas é um vencedor, um verdadeiro campeão, e com certeza estará de volta.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Fim do sonho para Murray

Andy Roddick acabou com o sonho de toda uma nação ao eliminar Andy Murray por 6-4, 4-6, 7-6 e 7-6 nas semifinais. Eficiente nos seus pontos fortes (o serviço e o forehand), mas também nos seus pontos fracos (a devolução e o voleio), ‘A-Rod’ jogou com competência e seriedade e mereceu a vitória. Murray não jogou mal, muito pelo contrário. Mas não soube elevar seu nível de jogo quando foi preciso. Encaixou mais aces do que Roddick (25 a 21), mas também errou muito mais no serviço. Sua segunda bola, muito fraca, o expôs aos contragolpes potentes do norte-americano. O sexto mundial também não duvidou em subir à rede para finalizar, algo que não costuma fazer com tanta frequência. O texano melhorou um pouco seu retrospecto contra Murray, com três vitórias para seis derrotas. Agora, vai disputar contra Roger Federer, seu maior algoz no circuito, a quinta final de Grand Slam de sua carreira, a terceira em Wimbledon. Perdeu as duas primeiras, justamente para o suíço, em 2004 e 2005. Será que conseguirá mudar a história desta vez?

Não deu para Haas

Ganhar de Roger Federer quando ele está jogando mal já não é para qualquer um, mas ganhar do suíço quando ele está jogando bem, ainda mais em seu jardim de Wimbledon, é praticamente missão impossível.Tommy Haas que o diga. Para ganhar do Federer em Wimbledon, não basta estar 100% e fazer tudo certo. Não basta ter um excelente primeiro serviço. Não basta bater tão bem da direita quanto da esquerda. Não basta ser incisivo na rede.O alemão trocou de igual para igual com o suíço nos dois primeiros sets. Cometeu dois ou três erros no tie-break do primeiro. Foi quebrado uma vez no segundo. Aí já sabia que não tinha mais volta. Os dois jogaram em altíssimo nível. A diferença é que Federer é capaz de manter esse nível durante toda a partida. O adversário, mais cedo ou mais tarde, acaba se desconcentrando ou diminuindo o ritmo, nem que seja por apenas dez minutos. É o suficiente. O único a igualar, e até a superar o número dois do mundo no aspecto mental se chama Rafael Nadal. E Tommy Haas não é Rafael Nadal. Resultado: 7-6, 7-5, 6-3.
O suíço será o grande favorito da final de domingo, seja contra Andy Murray, seja contra Andy Roddick. O hexa - e o recorde de 15 títulos de Grand Slam - está cada vez mais próximo.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Semifinal 2: Murray-Roddick

Em outro resultado previsível, Andy Murray derrotou Juan Carlos Ferrero com relativa facilidade. O espanhol, 70º do ranking, só jogou de igual para igual com o número três do mundo no primeiro set e no início do segundo, antes que a grande diferença de nível entre os dois acabe falando mais alto. Resultado: 7-5, 6-2 e 6-3. O escocês mantém vivo o sonho de se tornar o primeiro britânico a triunfar em Wimbledon desde Fred Perry em 1936. Ferrero, por sua vez, sai do All England Club com a sensação do dever cumprido. Afinal, parar no número três do mundo nas quartas-de-final de Wimbledon, casa do adversário, não é um resultado vergonhoso, longe disso. Ainda mais para um tenista que estava em franca decadência até alguns meses atrás e chegou a sair do Top 100, precisando de um convite para entrar na chave principal. A boa campanha na grama inglesa fará sem dúvida com que ele reconsidere a ideia de encerrar a carreira.

A partida entre Andy Roddick e Lleyton Hewitt, dois dos maiores especialistas de grama do circuito, cumpriu todas suas promessas. Um jogo emocionante, talvez o melhor do torneio até agora. Um confronto de titãs entre dois grandes tenistas, das antigas, que se respeitam. Um verdadeiro espetáculo. Hewitt, campeão de Wimbledon em 2002, perdeu, mas de cabeça erguida. Com a raça e a garra que o caracterizam, lutou como um leão, nunca se entregou, em momento algum, e merece todos os elogios. Combativo, afiado nas devoluções, o australiano tem tudo para voltar a seu verdadeiro nível: o de um Top 10. ‘A-Rod’ usou e abusou de seu serviço avassalador (43 aces), mas ainda pode melhorar no voleio, seu ponto fraco. Tomou várias passadas hoje contra Hewitt, e tomará sem dúvida várias outras contra Murray.

Os dois xarás já se enfrentaram oito vezes no circuito profissional, e Murray vence por 6-2. O escocês ganhou as duas últimas, mas ‘A-Rod’ se impôs no último confronto disputado na grama, nas quartas-de-final do Torneio de Queen’s em 2008. Como já disse no post de apresentação do torneio, tem tudo para ser um grande jogo. O quarto mundial já mostrou que sabe lidar com a pressão, mas ela vai ficar cada vez maior até a final. Para superar Roddick, Murray vai ter que caprichar nas devoluções e obrigar o norte-americano a subir à rede.

Semifinal 1: Federer-Haas

Como era de se esperar, Roger Federer derrubou, pela nona vez em dez confrontos, o gigante croata Ivo Karlovic. A vitória foi em sets diretos (6-3, 7-5, 7-6), e foi até mais fácil do que o previsto. Achei que Karlo fosse dar mais trabalho, mas o croata tem o mesmo problema que 90% dos tenistas do circuito profissional: respeita demais o Federer. Hoje, o tenista de Zagreb não foi tão contundente como fora contra Jo-Wilfried Tsonga e Fernando Verdasco. Acertou 23 aces, é verdade, mas o suíço foi – já virou rotina – mais eficiente nos pontos importantes: aproveitou os dois únicos break-points que teve. Karlovic não teve nenhuma chance de quebra.

Tommy Haas jogou muito, mas muito mesmo, contra Novak Djokovic. Aos 31 anos, após vários problemas decorrentes de uma séria lesão no ombro, o alemão está voltando a seu melhor nível. É um prazer ver jogar este tenista completo, técnico, que faz tudo certo e não tem nenhum ponto fraco. Haas só não teve mais sucesso no circuito profissional por causa de sua conhecida tendência em perder a cabeça durante os jogos. Nesta quarta-feira, seu primeiro saque potente e suas constantes subidas à rede perturbaram muito ‘Nole’, que não soube encontrar a chave para superar o ex-número dois do mundo. Placar do jogo: 7-5, 7-6, 4-6, 6-3.

A semifinal contra Federer promete. O retrospecto é altamente favorável ao suíço – nove vitórias para apenas duas derrotas, a última delas em 2002 – mas o alemão mostrou no último Aberto da França que pode dar trabalho: nas oitavas-de-final, abriu uma vantagem de 2-0 em cima do número dois do mundo antes de perder o jogo por 3-2. Haas já mostrou que pode jogar bem em qualquer piso, mas está particularmente afiado na grama. Federer vai levar, mas o jogo vai render.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Federer segue seu rumo

Mais uma vez, Roger Federer derrotou Robin Soderling, e mais uma vez, a vitória foi em sets diretos. Hoje, nas oitavas-de-final de Wimbledon, o número dois mundial superou o tenista da Suécia pela 11ª vez em 11 jogos, vencendo com parciais de 6-4, 7-6 e 7-6. O suíço já ganhara de Soderling na final do último Aberto da França, por 6-1, 7-6 e 6-4. Ao todo, ele perdeu apenas um set em seus 11 duelos contra o sueco.
A partida de hoje foi decidida nos detalhes. Como sempre, Federer foi mais eficiente nos momentos cruciais. Quebrou o saque de Soderling quando o placar estava 4-4 no primeiro set, e não deixou nenhuma chance ao adversário no tie-break.
O 'Expresso Federer' também foi impressionante no serviço, cravando 23 aces. "Foi um duelo de sacadores", comentou o suíço depois do jogo. "Não houve muitas trocas de bola, mas mantive a calma e aproveitei as chances que tive", acrescentou.
O próximo adversário do número dois mundial será o gigante croata Ivo Karlovic, o que promete outro “duelo de sacadores”. Karlo cravou nada menos que 35 aces nesta segunda-feira contra Fernando Verdasco, eliminado com parciais de 7-6, 6-7, 6-3 e 7-6.
Federer sabe como parar a Máquina de Aces, para quem perdeu apenas uma vez em nove confrontos. Mas o croata, que vai disputar as quartas-de-final de um torneio de Grand Slam pela primeira vez, está cheio de moral. Olho nele!

Hewitt dá show

Rafael Nadal não está jogando, mas está aí o Lleyton Hewitt, um substituto totalmente à altura do espanhol no que diz respeito à raça. O australiano, campeão de Wimbledon em 2002, protagonizou hoje uma virada espetacular contra o perigoso tcheco Radek Stepanek, vencendo por 4-6, 2-6, 6-1, 6-2 e 6-2. Após vários anos em baixa, durante os quais casou, teve dois filhos e passou por uma cirurgia do quadril, o ex-número um do mundo, hoje 56º, está voltando ao seu melhor nível.
O jogo de quartas-de-final contra Andy Roddick, que superou com relativa facilidade (7-6, 6-4, 6-3) o outro tcheco da chave, Tomas Berdych, promete ser de arrepiar. De fato, medirão forças dois ex-líderes do ranking; campeões, juntos, de três torneios de Grand Slam (Hewitt venceu o US Open em 2001 e Wimbledon em 2002, e ‘A-Rod’ faturou o US Open de 2003); e tetracampeões do Torneio de Queen’s. Simplesmente imperdível.

Duelo Djokovic-Haas

É verdade que Novak Djokovic só estava enfrentando o israelense Dudi Sela, 46º do mundo. Ganhar era obrigação. Mas o sérvio mostrou autoridade e atropelou: 6-2, 6-4, 6-1. Agora, vem aí Tommy Haas, que vem fazendo grande campanha na grama. O alemão foi há duas semanas campeão do Torneio de Halle, justamente em cima de Djokovic. Tem tudo para ser um jogão.

sábado, 27 de junho de 2009

Palpites das oitavas

O torneio de Wimbledon vai entrar na segunda semana com poucas grande supresas. De um modo geral, todos os favoritos se classificaram para as oitavas-de-final. Vamos aos palpites?

Lleyton Hewitt - Radek Stepanek: O australiano está fazendo uma grande campanha em Wimbledon, e está cheio de moral. Por outro lado, o estilo agressivo de Stepanek, baseado no saque-voleio, pode machucar seriamente o ex-número um mundial. Jogo duro, mas como o piso está mais lento, vou apostar no Hewitt

Tomas Berdych - Andy Roddick: 'A-Rod' não brilhou nas três primeiras rodadas, deixando um set pelo caminho a cada jogo. Berdych foi mais contundente atropelando, inclusive, Nikolay Davydenko na terceira rodada. Apesar disso, Roddick, vice-campeão em 2004 e 2005, deve levar a melhor.

Andy Murray -Stanislas Wawrinka: Murray, com tranquilidade. Se jogar como jogou nas duas últimas rodadas, vai sobrar em quadra contra Wawrinka, cujo estilo se expressa melhor no saibro

Juan Carlos Ferrero - Gilles Simon: A presença de Ferrero nas oitavas de Wimbledon talvez seja a maior surpresa do torneio até agora. Como todo espanhol, o ex-número um mundial é avesso à grama. Após vários anos em baixa, saiu do Top 100, mas conseguiu voltar com os bons resultados obtidos recentemente, entre os quais uma semifinal em Queen's. Na terceira rodada, bateu Fernando González em jogo de cinco sets. O cansaço talvez fale mais alto contra Simon, que não precisou forçar muito para derrotar o romeno Victor Hanescu em sets diretos. O francês, porém, não está em grande fase, ao contrário do espanhol. Jogo duro, com leve vantagem para Ferrero

Igor Andreev - Tommy Haas: Não fosse a conhecida instabilidade emocional de Haas, apostaria todas minhas fichas no alemão sem pensar duas vezes. Tommy ganhou o Torneio de Halle, saiu vencedor de uma verdadeira maratona contra o excelente croata Marin Cilic e é tecnicamente bem melhor que Andreev, principalmente na grama. O tenista de Hamburgo deve ganhar, mas com Haas tudo é possível

Dudi Sela - Novak Djokovic: O sérvio está melhorando a cada jogo, e deve detonar o Sela

Fernando Verdasco - Ivo Karlovic: Interessante oposição de estilos (ver post anterior). A chave do jogo vai ser a devolução. Se a Máquina de Aces pifar...

Robin Soderling - Roger Federer: O suíço leva. Está jogando em alto nível, e Soderling é seu freguês de carteirinha

O que acham? Concordam? Discordam? Deem seus palpites!

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Federer tranquilo

Roger Federer segue rumo ao hexa em Wimbledon. O número dois do mundo até perdeu um set – seu primeiro desde o início do torneio – mas superou o alemão Philipp Kohlschreiber com parciais de 6-2, 6-3 6-7 e 6-1.
Apesar do set perdido, o suíço afirmou que disputou seu melhor jogo do torneio até agora. Kohlschreiber, 32º mundial, é bom jogador, sólido no fundo e eficiente no saque. Mesmo que a grama não seja seu piso predileto, é um cara perigoso de enfrentar. O ‘Expresso Federer’ se saiu bem deste primeiro teste, depois de duas rodadas fáceis.
Agora vem aí Robin Soderling, seu adversário na final do último Aberto da França. Mesmo que o suíço tenha vencido aquele jogo em sets diretos, e ostente contra o sueco um retrospecto altamente positivo de 10 vitórias em 10 jogos, é bom abrir o olho. Se jogar como jogou em Roland Garros, mantendo-se focado e com a cabeça no lugar, Soderling pode complicar a vida de Federer. Seu estilo agressivo, baseado num saque potente e em golpes fortes e retos dos dois lados, combina até mais com a grama do que com o saibro, apesar de muitos tenistas terem reclamado este ano da lentidão do piso que reveste as quadras do All England Club.

Outro jogo de oitavas oporá Fernando Verdasco ao gigante Ivo Karlovic, dois tenistas completamente diferentes em todos os sentidos. A oposição de estilos não poderia ser maior entre o espanhol e o croata. Verdasco é muito melhor que Karlovic, mas ainda precisa se aprimorar na grama, um piso onde já mostrou seus limites. Hoje, perdeu um set contra o veterano espanhol Alberto Montanes, um tenista apenas regular que nunca brilhou longe do saibro. Já Karlovic superou o excelente Jo-Wilfried Tsonga utilizando a mais poderosa – e única – arma a sua disposição: o saque. No saibro, nem haveria jogo, mas na grama, o duelo promete ser interessante. Torço para o tenista de Madri, muito mais completo e legal de assistir. O vencedor terá a honra de desafiar Roger Federer nas quartas-de-final.

Thiago Alves bem que tentou, mas não conseguiu superar o francês Gilles Simon, sétimo mundial. O brasileiro até ganhou o primeiro set, mas acabou perdendo por 5-7, 6-3, 6-4 e 6-4. Pena. Apesar de tudo, o paulista fez um excelente torneio, e sai de Wimbledon de cabeça erguida. Aparecerá bem perto do Top 100 na próxima classificação ATP.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Boa, Thiago!

Thiago Alves, 118º mundial que entrou na chave principal de Wimbledon como lucky loser no lugar de Rafael Nadal, não deixou escapar a oportunidade de passar, pela primeira vez, uma rodada na grama inglesa. Terça-feira, o tenista de São José do Rio Preto saiu vencedor de uma verdadeira maratona contra o romeno Andrei Pavel, um ex-13º do mundo que voltou de aposentadoria e caiu para o 907º lugar do ranking: 6-3, 2-6, 6-1, 2-6 e 6-1.
Thiago pega agora o francês Gilles Simon, 24 anos e sétimo mundial, um jogador que nunca enfrentou. É pedreira? Claro que é. Mas poderia ser pior. Simon nunca brilhou na grama. Obteve seu melhor resultado em Wimbledon no ano passado, quando chegou à terceira rodada. Além disso, o tenista de Nice, que já conquistou cinco títulos da ATP em sua carreira, não está num bom momento. Seu último resultado expressivo foi uma semifinal em Dubai, no piso sintético, em março passado. A temporada de saibro foi um desastre, e a de grama não vem sendo muito melhor. No Torneio de Queen’s, foi derrotado pelo russo Mikhail Youzhny nas oitavas-de-final. Ou seja: Thiago pode até surpreender, mas vai ter que ser muito mais regular do que foi contra Pavel.

No mais, não houve surpresas em Wimbledon até agora. Roger Federer, favoritíssimo a um sexto título no All England Tennis Club, destroçou seus dois primeiros adversários, o taiwanês Lu Yen-Hsun (7-5, 6-3, 6-2) e o espanhol Guillermo Garcia-Lopez (6-2, 6-2, 6-4), e não deverá ter problemas contra o alemão Philipp Kohlschreiber na terceira rodada. Andy Murray teve mais dificuldades que o previsto contra o norte-americano Robert Kendrick (7-5, 6-7, 6-3, 6-4) e terá que tomar cuidado com o imprevisível letão Ernests Gulbis. Após uma estréia complicada contra o francês Jérémy Chardy (6-3, 7-6, 4-6, 6-3), Andy Roddick terá provavelmente uma segunda rodada mais tranquila contra o russo Igor Kunitsyn. Assim como Federer, Novak Djokovic, Tommy Haas, Fernando Verdasco e Jo-Wilfried Tsonga já estão na terceira rodada.

sábado, 20 de junho de 2009

Culinária de Wimbledon


Já se sabe que a comida não é o ponto forte dos ingleses, mas uma cadeia de supermercados britânica se superou: entrando na onda de Wimbledon, onde virou tradição assistir às partidas comendo morangos com chantily, a rede Waitrose decidiu lançar exclusivamente para o torneio salsichas com um molho especial...de frutas vermelhas! O nome da iguaria, que também leva um toque de menta, é "Berry Bangers". Quem se habilita?



sexta-feira, 19 de junho de 2009

Nadal não vai jogar em Wimbledon

Rafael Nadal anunciou nesta sexta-feira em Londres que não vai disputar o Torneio de Wimbledon, o terceiro Grand Slam da temporada, do qual é o atual campeão.O anúncio não chega a ser uma surpresa, já que o espanhol vinha reclamando há várias semanas - desde sua derrota para Robin Soderling nas oitavas-de-final de Roland Garros - de dores persistentes nos joelhos, um problema que já o atormentou várias vezes no passado.
Na semana passada, Nadal desistiu de participar do Torneio de Queen's, do qual também era o campeão, pelo mesmo motivo. O número um do mundo, que se dedicou a um programa de recuperação intensivo em Barcelona antes de viajar a Londres, na terça-feira, tinha dito que só jogaria se estivesse 100%.
'Rafa' só tem 23 anos, e nunca conseguiu terminar uma temporada inteiro. Que o circuito profissional de tênis é muito exigente todo mundo sabe, mas o problema do espanhol vai além. O jogo dele é baseado em 90% na força física e na resistência, e o corpo humano não foi feito para aguentar uma carga de trabalho tão intensa por tantas semanas consecutivas. Não sei por quantos anos Nadal ainda vai poder jogar em alto nível, mas uma coisa é certa: ele não terá vida longa no tênis, como tiveram, por exemplo, Andre Agassi ou Fabrice Santoro.

Na ausência de Nadal, o caminho fica livre para Andy Murray, que faturou na semana passada no Queen's seu primeiro título na grama e sonha em ser o primeiro britânico a levantar a taça em Wimbledon desde Fred Perry em 1936. Seus principais adversários até as quartas se chamam Marat Safin e Fernando González, ambos avessos à grama. No lugar de Nadal, deverá pegar Andy Roddick, vice em 2004 e 2005, nas semifinais, em um jogo que, se acontecer, será sem dúvida um dos pontos altos do torneio. Na verdade, se o escocês conseguir superar a enorme pressão que pesa sobre seus ombros, tem tudo para ir até o fim.

Roger Federer, cheio de moral depois da conquista do Aberto da França, é obviamente o maior favorito ao título, que seria seu sexto em Wimbledon e seu 15º Grand Slam. O suíço, que voltará à liderança do ranking mundial se ganhar o torneio, tem uma chave muito tranquila até as oitavas, onde tem encontro marcado com o sueco Robin Soderling, seu adversário na decisão de Roland Garros. Se vencer, pegará provavelmente Fernando Verdasco ou o vencedor do duelo entre Ivo Karlovic e Jo-Wilfried Tsonga, antes de uma eventual semifinal contra Novak Djokovic e a final contra Murray que todos - sobretudo os ingleses - esperam.

Um que pode surpreender é Tommy Haas, que conquistou domingo o Torneio de Halle e parece estar voltando a seu melhor nível. Se conseguir manter a cabeça no lugar durante todo o torneio, o lunático alemão poderá travar um duelo muito interessante contra Djokovic nas quartas-de-final.

A tristeza de Nadal fez a alegria de Thiago Alves, que entrou na chave principal como lucky loser graças à desistência do espanhol. O paulista, 120º mundial, enfrentará na primeira rodada o veterano romeno Andrei Pavel, que voltou recentemente de aposentadoria e ocupa apenas o 911º lugar do ranking da ATP. Excelente oportunidade para passar, pela primeira vez, uma rodada em Wimbledon. Próximo adversário provável: Gilles Simon.

domingo, 14 de junho de 2009

Lar, doce lar

Nada como ganhar em casa, ainda mais antes de um torneio de Grand Slam. Andy Murray e Tommy Haas que o digam. Os dois tenistas brilharam neste domingo nos torneios sobre grama de Queen's e Halle, preparatórios para o Grand Slam de Wimbledon, que começa na próxima semana. Para ambos, mas por motivos diferentes, a vitória teve um gostinho especial.
Murray se tornou o primeiro britânico a levantar a taça do Queen's em mais de 70 anos, ao derrotar na final o norte-americano James Blake. O número três do mundo faturou o título de um dos torneios mais tradicionais do circuito sem perder um único set no caminho, com vitórias sobre Andreas Seppi (6-1, 6-4), Guillermo Garcia-Lopez (6-4, 6-4), Mardy Fish (7-5, 6-3), Juan Carlos Ferrero (6-2, 6-4) e Blake (7-5, 6-4). Este é o primeiro título em quadras de grama do escocês, que se encheu de confiança para Wimbledon.
Haas conquistou em Halle, na Alemanha, seu primeiro título em mais de dois anos, o 12º de sua carreira e o primeiro em quadras de grama. Conhecido por sua instabilidade emocional, o alemão não tremeu na Hora H e faturou o título superando na final ninguém menos que Novak Djokovic, com parciais de 6-3, 6-7 e 6-1. Após vários anos sem brilho, perturbados por uma persistente lesão no ombro, o atual 41º do mundo, dono de um dos jogos mais completos do circuito, parece estar recuperando o tênis que o levou à vice-liderança do ranking em 2002. O homem que conquistou 10 de seus 12 títulos no cimento também vai bem no saibro - em Roland Garros, nas oitavas-de-final, abriu 2 sets a 0 em cima de Roger Federer antes de tomar a virada do futuro campeão do torneio - e na grama. Olho nele!

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Federer atacado

Vejam o momento em que Roger Federer é atacado por um torcedor durante a final de Roland Garros 2009. O homem vem correndo para cima do número dois do mundo para cobrir sua cabeça com uma bandeira do Barcelona. Reparem como os seguranças demoram para intervir e dominar o cara. O lamentável episódio, que com certeza vai reacender o debate sobre a falta de segurança nas quadras de tênis, aconteceu quando o jogo estava 6-1, 2-1 para Federer. Reparem na cara de perplexidade total do suíço e de seu adversário, Robin Soderling. Afinal, quem não se lembra do que aconteceu com Monica Seles, esfaqueada em plena quadra por um fã de Steffi Graf? Talvez Federer até tenha pensado por um segundo ser atacado por um fã de Rafael Nadal que não queria que ele vencesse em Paris. O bom é que o episódio não tirou sua concentração. Federer ganhou o segundo set no tie-break e fechou o jogo com parciais de 6-1, 7-6 e 6-4.

http://www.youtube.com/watch?v=fzXGnZCw5hk

domingo, 7 de junho de 2009

Melhor da História

Finalmente. Ele conseguiu. Roger Federer conquistou o Aberto da França, o último Grand Slam que lhe faltava, e entrou para a história do tênis.
Simbolicamente, foi Andre Agassi, o último tenista a ter faturado os quatro torneios de Grand Slam, quem entregou a taça ao suíço, que não conseguiu conter as lágrimas.
Federer tem agora 14 títulos de Grand Slam, o mesmo número que Pete Sampras. Porém, ao contrário do heptacampeão de Wimbledon, ele ganhou os quatro. Triunfou em Melbourne, Paris, Londres e Nova York. Depois de subir três vezes ao pódio como vice-campeão, finalmente levantou a taça em Roland Garros.
E agora? Federer é ou não é o melhor da história? Na minha opinião, é. O único que pode disputar esse título com o suíço é o australiano Rod Laver, que faturou os quatro torneios de Grand Slam no mesmo ano duas vezes, em 1962 e em 1969. Mas os tempos eram outros. O esporte era outro. A dificuldade aumentou. O número de bons tenistas, também.
Com esta vitória, o número dois mundial tirou um peso imenso de suas costas. Deu a todos os que acharam que sua carreira estava no fim a melhor das respostas: foi ganhar logo na casa de seu maior adversário, Rafael Nadal, primeiro em Madri e depois em Paris. Só falta agora recuperar sua coroa em Wimbledon, seu verdadeiro jardim, palco de sua primeira grande conquista em 2003. Depois desta vitória inesperada em Roland Garros, ele chegará a Londres com o estatuto de favorito, mas também com a cabeça tranquila, sem pressão, e com a agradável sensação do dever cumprido.

E o jogo de hoje? Foi mais o menos o que se esperava. Em sua primeira final de Grand Slam, Robin Soderling sentiu a pressão. Demorou muito para despertar e entrar na partida. Ao contrário, Federer esteve focado do início ao fim. Concentrado, consciente, ganhou o primeiro set por 6-1 num piscar de olhos. Parecia que nada, nem mesmo o torcedor que invadiu a quadra e correu para cima dele antes de ser dominado pelos seguranças, poderia tirar a concentração do suíço. Avassalador no serviço, eficiente nas devoluções, habilidoso na rede, excelente na leitura do jogo adverso, conseguiu conter o ímpeto do sueco, que nessa altura já começara a mostrar o tênis potente e arrojado exibido nas últimas rodadas. O segundo set foi para um tie-break em que Federer atingiu a perfeição: quatro aces (em quatro saques), e três winners. Soderling não se abateu e continuou jogando bem no terceiro set, mas provavelmente já sabia que não ia dar mais. Cada vez mais perto da história, sentindo toda a tensão do momento, Roger Federer cometeu alguns erros, mas se manteve focado até o fim e fechou a partida em 6-1, 7-6 (7/1) e 6-4. Parabéns, campeão.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Final inédita no Aberto da França

Quem teria apostado, há duas semanas, numa final de Roland Garros entre Robin Soderling e Roger Federer? A presença do número dois do mundo, vice-campeão do Aberto da França em 2006, 2007 e 2008, não chega a ser uma surpresa, mesmo que o suíço esteja longe de seu melhor nível. Já a de Soderling, que nunca disputou qualquer final de um torneio ATP no piso de saibro em toda sua carreira, pode até ser considerada uma aberração.

O tresloucado sueco mostrou que sua vitória contra Rafael Nadal, tetracampeão e favorito a mais um título em Roland Garros, nas oitavas-de-final, não foi um mero acaso. Depois de eliminar o número um do mundo, se livrou de Nikolay Davydenko e de Fernando González - dois adversários perigosíssimos - com a mesma autoridade. Nas quartas-de-final, o russo não viu a cor da bola e foi derrotado por 6-1, 6-3 e 6-1. O chileno, dono da melhor direita do circuito, deu mais trabalho, mas acabou perdendo com parciais de 6-3, 7-5, 5-7, 4-6 e 6-4.

O que deu em Robin Soderling, 24 anos, 25º mundial e vencedor até agora de apenas três torneios da ATP, todos no piso sintético? Como se tornou de repente um tenista capaz de eliminar, um após o outro, três dos melhores atletas do circuito, justamente no único Grand Slam disputado na terra batida, onde nunca brilhou? Como um cara conhecido pelo temperamento explosivo e pela irregularidade se transformou em máquina mortífera, frio e calculista? Será a colaboração com Magnus Norman, ex-número dois do mundo e vice-campeão do Aberto da França em 2000? A mão sempre foi pesada, mas a novidade é que agora, ele acerta. Saque, direita, esquerda...Tudo dentro, com uma regularidade assustadora. Acostumado a deslocar seus oponentes com poderosos forehands de 180 km/h, González teve hoje a desagradável surpresa de ver todos seus mísseis voltarem para ele com uma força ainda maior. O chileno ainda teve gás para empatar o jogo em 2-2 e abrir 4-1 no quinto set, mas o sueco manteve a calma, ganhou os cincos games seguintes e fechou a partida. Não sei se Soderling vai continuar nesse ritmo, mas uma coisa é certa: o tênis que vem exibindo desde que ganhou do Nadal é de nível Top 5.

Federer também teve bastante dificuldade contra Del Potro, que com apenas 20 anos disputava sua primeira semifinal de um torneio de Grand Slam. O argentino, que tinha um retrospecto pouco animador de cinco derrotas em cinco jogos contra o número dois do mundo, quase obteve hoje sua primeira vitória. Usando bem suas melhores armas, o saque e a direita, a ‘Torre de Tandil’ dominou Federer durante três sets, antes de desabar completamente e deixar o suíço fechar a partida com parciais de 3-6, 7-6, 2-6, 6-1 e 6-4.

O que esperar da decisão de domingo, que será a 19ª de Federer em torneios de Grand Slam? O número dois do ranking, que venceu Soderling nove vezes em nove jogos, é o grande favorito deste confronto, e aí é que mora o perigo. ‘Fed’ sabe que dificilmente terá outra oportunidade tão clara de faturar o único Grand Slam que lhe falta e igualar o recorde de 14 títulos de Pete Sampras. Já Soderling vai entrar como franco-atirador, e não terá absolutamente nada a perder. Como fez contra José Acasuso, Tommy Haas ou Del Potro, o suíço vai ter que ser paciente, e saber esperar a hora certa para dar o bote. O sueco, por sua vez, terá que abstrair o fato de estar disputando uma final de Grand Slam e jogar como jogou contra Nadal, Davydenko e González: com eficiência, determinação e, o que é mais importante, com a cabeça no lugar.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Dá-lhe, Monfils!

Vejam só esse ponto inacreditável de Gaël Monfils contra o austríaco Jürgen Melzer, na terceira rodada do Aberto da França. O francês acabou perdendo para Roger Federer nas quartas-de-final, mas quando está bem fisicamente é, sem dúvida alguma, um dos melhores tenistas do mundo no piso de saibro. Confiram!

http://www.youtube.com/watch?v=BY2JsnDLvYI

domingo, 31 de maio de 2009

NADAL ELIMINADO!!

Um terremoto estremeceu a quadra central de Roland Garros. Rafael Nadal, tetracampeão invicto do Aberto da França, foi derrubado nas oitavas-de-final pelo sueco Robin Soderling, 25º mundial, por 3-1, parciais de 6-2, 6-7 (2/7), 6-4, 7-6 (7/2).
A derrota de hoje, a primeira do número um mundial no saibro de Roland Garros, encerrou uma série de 31 vitórias consecutivas no torneio parisiense.
Lento, irreconhecível, Nadal foi dominado do princípio ao fim da partida, pelo mesmo adversário a quem havia humilhado há um mês no Masters 1000 de Roma (6-1, 6-0). O espanhol não conseguiu encaixar seu jogo em nenhum momento. Nem passadas, nem winners de direita saíram de sua raquete. Ele também foi incapaz de mudar de tática para perturbar o sueco. Insistiu em jogar na direita do Soderling, que não duvidou em encher o braço, principalmente no primeiro set.
O fracasso de Nadal é uma enorme surpresa, já que o espanhol era mais favorito do que nunca ao título. E o número um mundial não perdeu para Novak Djokovic, Roger Federer ou Andy Murray: foi derrotado por um jogador que nunca brilhou nos torneios de Grand Slam e não costuma jogar bem no saibro.Com 24 anos, Soderling disputava as oitavas-de-final de um torneio de Grand Slam pela primeira vez. Em Roland Garros, fora eliminado quatro vezes na primeira ou na segunda rodada em cinco participações. Os três títulos da ATP que conquistou foram no piso sintético.
Robin Soderling não é unanimidade no circuito, longe disso. Ele teve atritos com vários jogadores, inclusive com Nadal. Tão aluado na quadra quanto na vida real, bate com força máxima em todas as bolas, inclusive no saque. Só dispara mísseis, sem qualquer discernimento. Em 75% dos casos, erra. Mas quando está num dia bom e começa a acertar...Adiós, campeón.

Nadal está fora. Djokovic está fora. E agora, Federer? Vai ou não vai?

sábado, 30 de maio de 2009

Entreouvido em Roland Garros

“Nem meus pais sabem sempre onde estou”. Rafael Nadal, irritado com as novas regras antidoping que estipulam que os atletas têm que estar sempre à disposição para controles, inclusive durante as férias.

“Hoje em dia, quando você sai à noite, tudo pode acontecer. Você pode beijar uma menina que usou cocaína e pronto, sua carreira está acabada. É um bom amigo meu, o conheço bem, e estou convencido de que nunca consumiu cocaína”. Rafael Nadal, saindo em defesa de Richard Gasquet, suspenso preventivamente no início deste mês por ter sido flagrado no antidoping com cocaína.

“Estou gripado, com dor no joelho, e perdi”. Gilles Simon, reclamando da vida depois de ter sido eliminado na terceira rodada pelo romeno Victor Hanescu

“Eu sou especialista em belgas”. Jo-Wilfried Tsonga, brincando com os jornalistas na coletiva de quinta-feira, dois dias antes de massacrar o belga Christophe Rochus por triplo 6-2 e avançar às oitavas-de-final.

“Dá para ver que eu perdi, não tem mais lugar para ninguém aqui dentro”, Novak Djokovic, ironizando sobre a sala cheia de jornalistas na coletiva logo após sua derrota inesperada contra o alemão Philipp Kohlschreiber.

Fim de linha para Djokovic

Novak Djokovic, o segundo melhor jogador da temporada no saibro, já se despediu de Roland Garros. No resultado mais surpreendente do torneio até agora, o número quatro do mundo foi derrotado pelo alemão Philipp Kohlschreiber por 3-0, parciais de 6-4, 6-4, 6-4.
Segundo as próprias palavras do sérvio, foi uma partida em que nada deu certo. Kohlschreiber, 25 anos e 31º mundial, é conhecido por ser um bom jogador de saibro. Bate forte dos dois lados, e gosta das longas trocas de bola. Normalmente, erra mais. Hoje, manteve o controle do jogo o tempo inteiro. Para perturbar o alemão, 'Nole' teria que ter mudado de tática. Teria que ter sido mais agressivo e ido mais à rede, em vez de insistir em trocar bola do fundo da quadra. Cabisbaixo, sem nenhuma capacidade de reação, o vice-campeão dos Masters 1000 de Monte Carlo e Roma, semifinalista do Aberto da França nos dois últimos anos, saiu de Roland Garros pela porta dos fundos. Agora é levantar a cabeça e se preparar para Wimbledon.

No mais, todos os favoritos que jogaram neste sábado avançaram às oitavas. Roger Federer até perdeu o primeiro set para o francês Paul-Henri Mathieu, mas logo se recompôs e venceu por 4-6, 6-1, 6-4 e 6-4. Próximo adversário, o sempre imprevisível Tommy Haas. Vamos aos palpites?

Federer-Haas: Vai dar Federer. Se Haas jogar bem, pode até ganhar um set.

Roddick-Monfils: Jogo duro. 'LaMonf' é melhor que o americano no saibro e seria o favorito deste duelo, não fossem as dores nos joelhos que podem voltar a qualquer momento. O parisiense não está 100% fisicamente. Já, Roddick está tinindo e ainda não perdeu um set desde o início do torneio. Leve vantagem para 'A-Rod'.

Robredo-Kohlschreiber: Provavelmente o jogo menos empolgante das oitavas. Robredo é mais regular, mas o alemão está com tudo depois de sua vitória contra Djokovic. Vou apostar no fator confiança. Kohlschreiber nas quartas.

Tsonga-Del Potro: Agora sim! Um confronto de arrepiar, entre dois atletas em grande fase. Tem tudo para ser uma grande partida, a melhor dessas oitavas. O fator casa, com toda a torcida a favor, será determinante para o francês. A quadra central vai ferver. Não percam!

González-Hanescu: González. Duvido muito, mas muito mesmo, que Hanescu consiga parar o chileno.

Murray-Cilic: Cuidado com o croata, que vem jogando bem aqui em Paris. Pode pintar mais uma zebra.

Davydenko-Verdasco: Bom jogo, equilibrado. Seis meses atrás, teria apostado todas as minhas fichas no russo. Mas o espanhol não é mais o mesmo jogador desde que venceu a Copa Davis no fim do ano passado. Vai dar Verdasco.

Nadal-Soderling: Basta lembrar que na última vez que esses dois se enfrentaram, no início deste mês em Roma, Nadal humilhou o sueco, que não é nem de longe seu melhor amigo no circuito, por 6-1, 6-0. 'Rafa' vai surrar seu desafeto, por 3-0. E é bem capaz de rolar pneu.

Participem, deem seus palpites!