segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Bellucci perde jogo, mas ganha moral

Infelizmente, o Brasil continua sem vencer um torneio ATP desde 2004. Na noite de sábado, o jovem Thomaz Bellucci não resistiu à pressão e foi logicamente derrotado pelo espanhol Tommy Robredo por 2-1, parciais de 6-3, 3-6 e 6-4, na final do Brasil Open.
Há, porém, vários motivos de felicidade nesta derrota. O primeiro é que Bellucci, que disputava sua primeira final em um ATP, não se acanhou e jogou de igual para igual com o 17º do mundo. Empurrado pela torcida, o paulista se soltou e ganhou vários pontos inacreditáveis, principalmente nos dois últimos sets, levando o público ao delírio.
O segundo é que Bellucci soube elevar seu nível de jogo quando foi preciso. Contra Robredo, ele jogou seu melhor tênis da semana. Perdeu a partida, mas ganhou moral, confiança, e sobretudo experiência. Acumular várias vitórias seguidas em torneios importantes é a única maneira de progredir, de subir no ranking, de passar de um nível "Top 100" a um nível "Top 50".
O garoto mostrou que tem tênis para crescer. Com apenas 21 anos, ele tem tempo de sobra para isso. Bate bem na bola, e tem uma ótima direita. Precisa agora ser mais regular, mais incisivo na rede e melhorar a parte física.
O terceiro motivo de alegria é que Bellucci é agora o 64º mundial, o melhor ranking de um tenista brasileiro desde agosto de 2005, quando Ricardo Mello rondava o Top 50.
Thomaz tem potencial, mas ainda é cedo para dizer se ele tem tênis suficiente para ser o novo Guga que o Brasil espera. Guga, ex-número um mundial e tricampeão do Aberto da França, foi um monstro, um fenômeno daqueles que surgem apenas uma vez por século em um país com pouca tradição no tênis como o Brasil. Bellucci mostrou que tem tênis para entrar no grupo dos 50, talvez dos 40 melhores do mundo. Para chegar onde o Guga chegou, ele ainda tem muito, mas muito saibro para comer.

Nenhum comentário:

Postar um comentário