Ontem à noite, nas oitavas-de-final do Masters 1000 de Indian Wells, Nadal mostrou mais uma vez porque é o número um do mundo. O espanhol é um guerreiro, daqueles que não se entregam nunca. É o Rondinelli do tênis. Um autêntico Deus da Raça.
David Nalbandian, que ostentava o retrospecto invejável de duas vitórias (fáceis) em dois jogos contra o tenista de Mallorca, entrou em quadra cheio de confiança. Jogando muito, ele abriu uma vantagem de 6-3 e 5-3. O argentino teve nada menos que cinco match-points a seu favor para fechar o jogo. Nadal salvou quatro deles com bolas vencedoras. Atônito, o ‘hermano’ até conseguiu levar o set para o tie-break, mas perdeu e desabou completamente na terceira parcial, levando um pneu. Resultado final: 3-6, 7-6 (7/5), 6-0.
Como Roger Federer de 2004 a 2007, Nadal está atualmente em outro planeta. Ganha de todo mundo, em todos os pisos, sem necessariamente jogar bem. Sabe elevar seu nível de jogo nos momentos importantes, e tem uma capacidade de superação verdadeiramente fora do comum, como mostrou ao derrotar Federer no quinto set da decisão do Aberto da Austrália menos de dois dias depois de vencer uma semifinal antológica de mais de 5 horas contra Fernando Verdasco.
A meu ver, só um grave problema físico pode tirar o segundo título de Nadal em Indian Wells. Ou então o Federer de 2004 a 2007, que ainda não deu o ar de sua graça este ano na Califórnia.
quinta-feira, 19 de março de 2009
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