Começou hoje, sob forte chuva, o Masters 1000 de Roma, uma das principais etapas da temporada de saibro antes do Aberto da França, no fim de maio.
Stanislas Wawrinka, vice-campeão em Roma no ano passado, foi um dos oito tenistas que conseguiram passar entre as gotas para avançar à segunda rodada. O número dois da Suíça bateu o russo Igor Kunitsyn por 6-3 e 6-4 e aguarda agora o vencedor do duelo entre os qualifyers Mikhail Youzhny e Daniel Gimeno Traver. Deve estar torcendo muito pela vitória do segundo.
James Blake, 16º do mundo, perdeu para o qualifyer romeno Victor Crivoi, 112º mundial, com parciais de 7-5 e 6-3. O resultado não é realmente uma surpresa, levando em conta a conhecida aversão dos norte-americanos pelo piso de saibro. Andy Roddick, por sinal, nem se deu ao trabalho de ir a Roma. É verdade que ele se juntou a Roger Federer no time dos recém-casados: no dia 17 deste mês, em Austin, Texas, ‘A-Rod’, 26 anos, disse “sim” à modelo Brooklyn Decker, 21 anos.
É impossível fugir do óbvio na hora de adiantar um favorito. Rafael Nadal, que faturou domingo o penta em Barcelona – sem perder um único set - uma semana depois de ter realizado a mesma façanha em Monte Carlo, vem com tudo para estes “Internazionali d’Italia”. Desta vez, porém, o número um mundial não está em busca do quinto título seguido: no ano passado, perturbado por bolhas gigantes nos pés, ele perdeu logo na estreia para Juan Carlos Ferrero, depois de ter faturado o título em 2005, 2006 e 2007. Se vencer este ano, será o primeiro tetracampeão da história do torneio, que existe desde 1968.
Novak Djokovic, o atual campeão, tem uma chave tranquila até as quartas, etapa em que deverá encarar Juan Martin del Potro ou o próprio Wawrinka, antes de uma eventual semifinal contra Federer. Andy Murray tem uma estreia complicada contra o argentino Juan Monaco, e deverá cruzar com Fernando González ou Nikolay Davydenko nas quartas-de-final. Em todo caso, dificilmente passará das semifinais já que está na chave do Nadal. A grande diferença entre Djokovic e Murray é que o escocês não tem nenhum ponto a defender e vem a Roma sem qualquer pressão.
Thomaz Bellucci, único representante do Brasil no Foro Italico, pega logo na estreia Feliciano Lopez, um adversário que já enfrentou este ano, na primeira rodada do Challenger de Sunrise (vitória do espanhol por duplo 7-6). Ao contrário de 98% de seus conterrâneos, Lopez é um tenista que se expressa melhor em quadras rápidas. Bellucci, vice-campeão do Brasil Open em fevereiro mas que não vem tendo bons resultados no saibro – perdeu na primeira rodada em Casablanca e em Barcelona – pode até surpreender, mas precisa reencontrar o caminho da vitória já que não vence uma partida no circuito desde Indian Wells, onde caiu na segunda fase. Se derrotar Lopez, o paulista pegará provavelmente o tcheco Radek Stepanek, e depois Roger Federer nas oitavas. Assim fica difícil sonhar com um segundo triunfo brasileiro em Roma, exatos dez anos depois da grande vitória de Guga sobre o australiano Patrick Rafter por 6-4, 7-5 e 7-6.
segunda-feira, 27 de abril de 2009
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