O Masters 1000 de Monte Carlo, que começou neste domingo, é uma das várias "casas" de Rafael Nadal. Tetracampeão no Principado, o número um mundial corre atrás de um inédito quinto título consecutivo, em um dos complexos esportivos mais charmosos do circuito.
"Esse torneio é um dos que eu mais gosto", costuma dizer Rafa, que considera Monte Carlo como uma base para a conquista do Aberto da França, que também já faturou quatro vezes (e onde está invicto até hoje).
Com exceção de Andy Roddick, cuja aversão ao saibro não é segredo para ninguém, os dez melhores tenistas do mundo estão em Mônaco, inclusive Roger Federer, vice-campeão em 2005, 2006 e 2007, que decidiu participar de última hora.
Pela primeira vez, o suíço, que ainda não ganhou um torneio este ano, se apresenta em Monte Carlo como quem não quer nada. Ninguém o vê como favorito no primeiro grande torneio da temporada de saibro, o que vai tirar um grande peso das costas dele. Quem sabe o recém-casado, que disse "sim" à namorada de longa data, Miroslava Vavrinek, sábado em sua cidade de Basileia, surpreenda a todos e curta uma boa lua-de-mel no Principado?
Ao contrário, Nadal tem toda a pressão do mundo em suas costas. Pela primeira vez, ele não se apresenta em Mônaco simplesmente como o Rei do Saibro, mas como o incontestável número um mundial, campeão de dois dos três maiores torneios já disputados este ano (Aberto da Austrália e Indian Wells). Além disso, ele tem um caminhão de pontos para defender até Wimbledon. Para qualquer tenista, seria quase impossível aguentar essa pressão. Mas Nadal não é qualquer tenista.
Além de Roddick, outros dois tenistas vão fazer falta em Monte Carlo: os franceses Richard Gasquet e Jo-Wilfried Tsonga. Assim, as maiores esperanças da França no torneio se chamam Gilles Simon, que tem pela frente Tommy Robredo e Roger Federer, e Gaël Monfils, que pode pegar Juan Martin Del Potro nas oitavas antes de encarar Nadal nas quartas-de-final. O mais provável, porém, é uma revanche Nadal-Del Potro, com o espanhol dando o troco depois de perder para o argentino nas quartas-de-final do Masters de Miami.
Também será interessante acompanhar Andy Murray, segundo melhor deste início de temporada com vitórias em Doha, Roterdã e Miami, mas que ainda não provou nada no saibro, e Novak Djokovic, que já mostrou que sabe jogar nesta superfície (foi campeão do Masters de Roma no ano passado) mas que ainda não disse a que veio em 2009.
A primeira rodada tem um jogo imperdível, entre dois ex-líderes do ranking mundial: Marat Safin e Lleyton Hewitt. O australiano acaba de ganhar moral ao faturar o Torneio de Houston, depois de quase dois anos sem títulos.
domingo, 12 de abril de 2009
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