Hoje, dois atletas excepcionais nos brindaram com um grande jogo de tênis. Talvez o melhor dos últimos anos. Com certeza o melhor da temporada. Seus nomes? Rafael Nadal e Novak Djokovic.
Técnica, raça, superação...Os dois tenistas mostraram tudo isso e mais um pouco neste sábado na 'Caixa Mágica' de Madri. Um jogo de encher os olhos, para ficar na memória.
O ranking da ATP pode ser enganador. Djokovic aparece como o número quatro, mas na minha opinião ele é o número dois. Neste momento, o sérvio só perde para Nadal, o melhor jogador da história no piso de saibro.
Djokovic começou a partida a 1000 km/h. Quebrou o saque do Nadal no início do jogo, e abriu logo 3-0. Depois, foi só manter a vantagem para fechar a parcial em 6-3.
Irritado por ter perdido seu primeiro set no torneio, o segundo desde o início da temporada europeia de saibro (perdera o primeiro na final do Masters 1000 de Monte Carlo, justamente para Djokovic), o guerreiro de Mallorca tratou de reagir. Mas o sérvio jogou com inteligência, coragem e determinação. Não se acanhou. Fez provar a Nadal do próprio veneno. Aceitou a troca de bolas do fundo da quadra - a especialidade do espanhol - e se saiu muito bem. Não foi superior (isso é impossível), mas jogou de igual para igual, o que já é uma façanha em si. O set foi para o tie-break, e Djokovic, vislumbrando a possibilidade de derrubar o Rei do Saibro pela primeira vez em seu piso predileto, sentiu a pressão, e acabou perdendo a parcial.
O terceiro set foi antológico. De tirar o fôlego. Exaustos, 'Rafa' e 'Nole' se superavam a cada ponto. Nadal sempre cresce assustadoramente nestes momentos de tensão extrema. A adrenalina é seu combustível, é o que lhe permite vencer o cansaço e se entregar 100% a cada ponto como se fosse o último. Sua garra, sua força mental e sua capacidade de superação não têm equivalentes na história do tênis. O mais surpreendente, porém, foi ver Djokovic encarar a fera até o fim com a mesma intensidade, sem jamais se entregar. Uma atuação para calar todos os que já o acusaram de fazer "corpo mole".
O sérvio foi o primeiro a chegar ao match-point, após mais de quatro horas de jogo. Nadal salvou. Teve mais dois, que Nadal também salvou. O espanhol fechou a partida na segunda chance que teve, em 11/9 no tie-break, e se deixou cair no chão, como se tivesse vencido o torneio. Na verdade, esse jogo deveria mesmo ter sido a final, e nenhum dos dois merecia perder. Atônito, visivelmente abalado, Djokovic saiu da quadra, sob os aplausos do público. O sérvio passou perto, muito perto. Mas ainda não foi desta vez.
sábado, 16 de maio de 2009
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário