Começou domingo na 'Caixa Mágica' o Masters 1000 de Madri, com Rafael Nadal, Roger Federer, Novak Djokovic, Andy Murray e todas as maiores feras do circuito.
Até este ano, o Masters de Madri era disputado em quadras rápidas e começava em outubro. Agora, o saibro substituiu o piso sintético, e o torneio acontece agora, antes do Aberto da França. O Masters de Hamburgo, que era disputado nessa época, já não existe mais.
A 'Caixa Mágica' é o nome do complexo ultramoderno construído para sediar o evento. As quadras não são perfeitas, há várias irregularidades que modificam a trajetória das bolas e perturbam os jogadores. Além disso, devido à altitude de cerca de 600 m, o jogo fica mais rápido, com as bolas subindo mais, o que exige dos tenistas um esforço de adaptação.
É óbvio que Nadal, campeão em 2005 em Madri, é o grande favorito deste torneio, ainda mais jogando em casa, e no saibro. Como para afirmar esse favoritismo, o número um mundial estreou hoje com uma vitória arrasadora sobre o austríaco Jürgen Melzer: 6-3 e 6-1. Próximo adversário: Philipp Kohlschreiber, da Alemanha.
Djokovic, na minha opinião o segundo favorito, também começou bem, despachando com tranquilidade o espanhol Oscar Hernandez (6-3, 6-3). Nas oitavas, o sérvio vai se reencontrar com o italiano Andreas Seppi, que lhe deu algum trabalho sexta-feira passada nas semifinais do Torneio de Belgrado.
Federer também continua vivo em Madri, onde busca seu primeiro título da temporada. O suíço derrotou o sueco Robin Soderling (6-1, 7-5), e vai pegar agora o americano James Blake, que chegou ao vice-campeonato em Estoril e vem fazendo boa campanha no saibro europeu.
Murray tem uma pedreira pela frente, já que vai encarar nas oitavas o espanhol Tommy Robredo. Se vencer este jogo, tem tudo para ir até a final.
O recém-casado Andy Roddick, que ainda não jogou nenhuma partida no saibro em 2009, enfrenta logo mais o alemão Tommy Haas. Duvido muito que o texano, totalmente avesso à terra batida, vá longe neste torneio, mas a conhecida inconstância de Haas talvez o ajude a passar pelo menos uma rodada.
Gasquet
O caso de Richard Gasquet ficou mais complicado. A contraprova confirmou o resultado do primeiro exame antidoping, que deu positivo por cocaína. O francês, que pode ser banido das quadras por dois anos, foi suspenso preventivamente pela Federação Internacional de Tênis, e já está fora de Roland Garros. Ele se diz inocente, e está neste momento preparando sua defesa. Como acabou não disputando o Masters 1000 de Miami, que é onde ele foi flagrado, pode alegar que usou o produto fora do período de competições, o que acarretaria uma suspensão mais branda. Em todo caso, é bem provavél que sua carreira esteja terminada. Um fim melancólico para um garoto incrivelmente talentoso, mas de cabeça fraca, que nunca conseguiu lidar com a enorme pressão que pesa sobre ele desde os nove anos de idade, quando passou a ser considerado por todo um país como o futuro sucessor de Yannick Noah.
quarta-feira, 13 de maio de 2009
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Esse Gasquet nunca me enganou. Aliás, os tenistas franceses nunca me enganaram. Não há um com possibilidades de ser número 1. A não ser que recorram a aditivos... Mesmo assim é muito difícil.
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