Esta é a grande pergunta que vai agitar o complexo de Roland Garros a partir de domingo, quando começa o segundo Grand Slam da temporada. A briga para ganhar o direito de encarar o número um mundial na grande decisão do dia 7 de junho parece se resumir a dois nomes: Roger Federer e Novak Djokovic.
O suíço e o sérvio estão na mesma chave, e só podem se enfrentar nas semifinais. Melhor para ‘Nole’, que caiu na chave de ‘Rafa’ em 2006, 2007 e 2008.
Federer ganhou moral ao derrotar Nadal na final do Masters 1000 de Madri, na primeira vitória em mais de 18 meses sobre o homem que o desbancou da liderança do ranking mundial. Cabe ressaltar que dois fatores contribuíram, e muito, para a conquista deste título, o primeiro do suíço em 2009: a altitude, que tornou o jogo mais rápido, e o cansaço de Nadal, que tinha disputado uma maratona de quatro horas contra Djokovic nas semifinais. É inegável que este triunfo em Madri, na casa do arquirrival, fez muito bem ao número dois do mundo, mas ainda é cedo para falar em ressurreição. As condições de jogo em Roland Garros são muito diferentes das de Madri: o piso é muito mais lento, e exige muito mais dos atletas. Em Paris, Federer tem uma chave relativamente tranquila até as semifinais, com os norte-americanos James Blake e Andy Roddick como principais “ameaças”. Na estreia, pega o veterano espanhol Alberto Martin.
Djokovic se apresenta com o estatuto de segundo melhor jogador da temporada no saibro. Vice-campeão nos Masters 1000 de Monte Carlo e Roma, campeão em seu Torneio de Belgrado, o sérvio também brilhou em Madri, onde disputou uma semifinal antológica contra Nadal, com direito a três match-points. Se houver, de fato, uma semifinal contra Federer em Paris, 'Nole' contará com uma importante vantagem psicológica já que derrotou o suíço nas duas vezes em que se enfrentaram nesta temporada, a última delas no saibro de Roma. A chave do sérvio é um pouco mais difícil que a de Federer, com pedreiras como Tommy Robredo, Juan Monaco e principalmente Juan Martin Del Potro pelo caminho. Na primeira rodada, vai encarar o equatoriano Nicolas Lapentti.
Qualquer que seja o adversário, Nadal será o grande favorito para um inédito pentacampeonato em Roland Garros, onde segue invicto até hoje. Apesar da derrota em Madri, as estatísticas de Nadal na terra batida continuam assustadoras. Em 2009, o espanhol faturou três novos títulos (Monte Carlo, Barcelona e Roma), levando seu total a 25. Ganhou 19 das 20 partidas e 40 dos 44 sets que disputou. Desde 2005, seu balanço é de 150 vitórias para cinco derrotas. Além disso, Nadal nunca perdeu uma partida no melhor de três sets no piso de saibro.
Se vencer em Paris, Nadal será o primeiro tenista da história centenária do Aberto da França a levantar a taça cinco vezes seguidas, e o terceiro a conquistar o penta num torneio de Grand Slam, depois de Bjorn Borg (Wimbledon) e Roger Federer (Wimbledon, US Open).
A briga pelo título de Roland Garros parece mesmo se resumir a Nadal, Federer e Djokovic. O escocês Andy Murray, terceiro mundial, ainda não obteve resultados expressivos no saibro, apesar dos anos de treinamento em Barcelona e dos conselhos de Alex Corretja, vice-campeão do Aberto da França em 1998 e em 2001.
Três brazucas estão na chave principal do torneio. Thomaz Bellucci vai medir forças com o argentino Martin Vassalo Arguello, 51º mundial. O paulista tem jogo para ganhar, mas vai ter que suar a camisa. Franco Ferreiro vai desafiar o espanhol Feliciano Lopez, 30º, grande jogador, mas melhor nas quadras rápidas. Se estiver 100%, quem sabe, pode até surpreender. Já Marcos Daniel pegou o pior sorteio possível, e não vencerá nem que esteja 150%. Adivinhem quem será o adversário do gaúcho?
sexta-feira, 22 de maio de 2009
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Sem querer criar polémica estou torcendo para o Nadal qualquer que seja o adversario final! Parabéns pela sua analise!
ResponderExcluirO Djocovic um dia o outro vai acabar vencendo. O jogo da semi final de Madrid foi um dos melhor que eu vi na minha vida
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