domingo, 7 de junho de 2009

Melhor da História

Finalmente. Ele conseguiu. Roger Federer conquistou o Aberto da França, o último Grand Slam que lhe faltava, e entrou para a história do tênis.
Simbolicamente, foi Andre Agassi, o último tenista a ter faturado os quatro torneios de Grand Slam, quem entregou a taça ao suíço, que não conseguiu conter as lágrimas.
Federer tem agora 14 títulos de Grand Slam, o mesmo número que Pete Sampras. Porém, ao contrário do heptacampeão de Wimbledon, ele ganhou os quatro. Triunfou em Melbourne, Paris, Londres e Nova York. Depois de subir três vezes ao pódio como vice-campeão, finalmente levantou a taça em Roland Garros.
E agora? Federer é ou não é o melhor da história? Na minha opinião, é. O único que pode disputar esse título com o suíço é o australiano Rod Laver, que faturou os quatro torneios de Grand Slam no mesmo ano duas vezes, em 1962 e em 1969. Mas os tempos eram outros. O esporte era outro. A dificuldade aumentou. O número de bons tenistas, também.
Com esta vitória, o número dois mundial tirou um peso imenso de suas costas. Deu a todos os que acharam que sua carreira estava no fim a melhor das respostas: foi ganhar logo na casa de seu maior adversário, Rafael Nadal, primeiro em Madri e depois em Paris. Só falta agora recuperar sua coroa em Wimbledon, seu verdadeiro jardim, palco de sua primeira grande conquista em 2003. Depois desta vitória inesperada em Roland Garros, ele chegará a Londres com o estatuto de favorito, mas também com a cabeça tranquila, sem pressão, e com a agradável sensação do dever cumprido.

E o jogo de hoje? Foi mais o menos o que se esperava. Em sua primeira final de Grand Slam, Robin Soderling sentiu a pressão. Demorou muito para despertar e entrar na partida. Ao contrário, Federer esteve focado do início ao fim. Concentrado, consciente, ganhou o primeiro set por 6-1 num piscar de olhos. Parecia que nada, nem mesmo o torcedor que invadiu a quadra e correu para cima dele antes de ser dominado pelos seguranças, poderia tirar a concentração do suíço. Avassalador no serviço, eficiente nas devoluções, habilidoso na rede, excelente na leitura do jogo adverso, conseguiu conter o ímpeto do sueco, que nessa altura já começara a mostrar o tênis potente e arrojado exibido nas últimas rodadas. O segundo set foi para um tie-break em que Federer atingiu a perfeição: quatro aces (em quatro saques), e três winners. Soderling não se abateu e continuou jogando bem no terceiro set, mas provavelmente já sabia que não ia dar mais. Cada vez mais perto da história, sentindo toda a tensão do momento, Roger Federer cometeu alguns erros, mas se manteve focado até o fim e fechou a partida em 6-1, 7-6 (7/1) e 6-4. Parabéns, campeão.

Um comentário:

  1. Nossa, o cara é bom mesmo! Eu não acompanho tanto o tênis, mas agora fiquei com muita vontade de vê-lo jogar em Wimbledon.

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