Marcos Daniel e Thomaz Bellucci continuam vivos em Gstaad. O gaúcho derrotou seu terceiro francês da semana, Florent Serra, por 6-4 e 7-6. Já Bellucci contou com a sorte para avançar às semifinais: seu adversário, o alemão Nicolas Kiefer, desistiu do jogo no início do segundo set, quando já tinha vencido o primeiro por 6-3.
Chama a atenção a regularidade de Daniel, que ainda não perdeu um set até agora em Gstaad. Agora, o tenista de Passo Fundo tem pela frente o alemão Andreas Beck, 51º do ranking. Se jogar com a mesma seriedade, tem tudo para sair da quadra com a vitória e se classificar, aos 31 anos, para a primeira grande final de sua carreira.
Bellucci, que é dez anos mais novo que Daniel, já disputou uma decisão no circuito principal, no início deste ano na Costa do Sauípe. O último obstáculo que separa o paulista de sua segunda final de ATP 250 é o russo Igor Andreev, 27º do mundo e vice em Gstaad no ano passado. Vai ser um jogo complicado. O moscovita mostrou autoridade ao se livrar do excelente francês Jérémy Chardy por duplo 6-3 nas quartas-de-final. Contra este especialista do saibro, que já faturou três títulos na carreira (todos eles em 2005), o tenista de Tietê vai ter que se preparar para uma dura batalha. Boa sorte, Thomaz!
sexta-feira, 31 de julho de 2009
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Brazucas brilham em Gstaad
Pela primeira vez em muitos anos, o Brasil terá dois representantes nas quartas-de-final de um torneio do circuito principal. O experiente Marcos Daniel e o jovem Thomaz Bellucci brilharam hoje nas quadras de saibro de Gstaad, na Suíça, com vitórias sobre Julien Benneteau (6-3, 7-6) e Stanislas Wawrinka (6-4 e 6-4).
Os dois tenistas merecem elogios. Marcos, pela regularidade que vem mostrando desde que faturou o forte Challenger de Bogotá, em meados deste mês. Thomaz, pela garra que lhe permitiu superar hoje o grande favorito do torneio, que ainda por cima jogava em casa.
Quem disse que a carreira de um tenista profissional entra em declínio após os 30 anos? Marcos Daniel, número um do Brasil e 73º mundial, nunca esteve tão bem. Aos 31 anos, o gaúcho está no auge da carreira. Em Gstaad, o tenista de Passo Fundo estreou com uma vitória apertada (7-6, 7-6) sobre Paul-Henri Mathieu, 28º mundial e campeão do torneio em 2007, antes de eliminar Benneteau, 58º do ranking. Daniel se firmará de vez como o “exterminador de franceses” se passar nas quartas-de-final por Florent Serra, 50º do mundo.
Thomaz Bellucci está em franca recuperação. Depois de obter, em fevereiro, o vice-campeonato no Brasil Open e se aproximar do Top 50, o tenista de 21 anos teve uma forte queda de rendimento e saiu do Top 100. A confiança voltou com a conquista do Challenger de Rimini, no dia 20 deste mês. E podem ter certeza que esta confiança ficou ainda maior com a vitória de hoje sobre Wawrinka, um ex-Top 10 que ocupa atualmente o 24º lugar do ranking mundial. Ganhar do favorito de um torneio em sua própria casa é uma façanha e tanto. E Bellucci não só ganhou, como ganhou com autoridade. A vitória pode se tornar um marco na carreira do tenista de Tietê, que vai ganhar bastante moral no circuito. Agora é confirmar contra o experiente alemão Nicolas Kiefer. Missão difícil, mas não impossível.
A chave de Bellucci é mais complicada que a do Daniel, que se passar pelo Serra pegará o vencedor do confronto entre o alemão Andreas Beck e o romeno Victor Crivoi. Se superar o Kiefer, o paulista terá pela frente o russo Igor Andreev ou o francês Jérémy Chardy. Seria melhor se fosse o primeiro. Já imaginaram uma final Bellucci x Daniel em Gstaad? Nem sei se há precedente de dois brazucas se enfrentando numa decisão de ATP. Alguém sabe? Em todo caso, vamos torcer!
Os dois tenistas merecem elogios. Marcos, pela regularidade que vem mostrando desde que faturou o forte Challenger de Bogotá, em meados deste mês. Thomaz, pela garra que lhe permitiu superar hoje o grande favorito do torneio, que ainda por cima jogava em casa.
Quem disse que a carreira de um tenista profissional entra em declínio após os 30 anos? Marcos Daniel, número um do Brasil e 73º mundial, nunca esteve tão bem. Aos 31 anos, o gaúcho está no auge da carreira. Em Gstaad, o tenista de Passo Fundo estreou com uma vitória apertada (7-6, 7-6) sobre Paul-Henri Mathieu, 28º mundial e campeão do torneio em 2007, antes de eliminar Benneteau, 58º do ranking. Daniel se firmará de vez como o “exterminador de franceses” se passar nas quartas-de-final por Florent Serra, 50º do mundo.
Thomaz Bellucci está em franca recuperação. Depois de obter, em fevereiro, o vice-campeonato no Brasil Open e se aproximar do Top 50, o tenista de 21 anos teve uma forte queda de rendimento e saiu do Top 100. A confiança voltou com a conquista do Challenger de Rimini, no dia 20 deste mês. E podem ter certeza que esta confiança ficou ainda maior com a vitória de hoje sobre Wawrinka, um ex-Top 10 que ocupa atualmente o 24º lugar do ranking mundial. Ganhar do favorito de um torneio em sua própria casa é uma façanha e tanto. E Bellucci não só ganhou, como ganhou com autoridade. A vitória pode se tornar um marco na carreira do tenista de Tietê, que vai ganhar bastante moral no circuito. Agora é confirmar contra o experiente alemão Nicolas Kiefer. Missão difícil, mas não impossível.
A chave de Bellucci é mais complicada que a do Daniel, que se passar pelo Serra pegará o vencedor do confronto entre o alemão Andreas Beck e o romeno Victor Crivoi. Se superar o Kiefer, o paulista terá pela frente o russo Igor Andreev ou o francês Jérémy Chardy. Seria melhor se fosse o primeiro. Já imaginaram uma final Bellucci x Daniel em Gstaad? Nem sei se há precedente de dois brazucas se enfrentando numa decisão de ATP. Alguém sabe? Em todo caso, vamos torcer!
segunda-feira, 27 de julho de 2009
Davydenko volta ao Top 10
Nikolay Davydenko finalmente voltou a vencer. O russo encerrou um jejum de mais de um ano sem títulos ao faturar domingo o Torneio de Hamburgo, um ex-Masters 1000 "rebaixado" este ano para a categoria ATP 500, e retornou ao Top 10 do tênis mundial, na nona posição.
No saibro alemão, Davydenko passou por cima de Philipp Petzschner (6-3, 6-2), Jérémy Chardy (6-3, 6-3), Victor Hanescu (6-3, 4-6, 6-3), David Ferrer (7-5, 7-6) e Paul-Henri Mathieu (6-4, 6-2) para conquistar o 15º título de sua carreira, o primeiro em 2009.
Envolvido numa história de apostas ilegais, pela qual acabou sendo absolvido, Davydenko ainda perdeu vários torneios no início da temporada por conta de uma lesão no pé. Não pôde defender seu título no Masters 1000 de Miami e despencou no ranking, caindo para o 12º lugar. Pela primeira vez em quatro anos, o russo, um dos tenistas mais regulares do circuito, estava fora do Top 10.
Porém, todo mundo, no circuito e fora dele, sabia que Davydenko voltaria em breve. O cara pode ter o carisma de uma porta, mas é um dos tenistas mais eficientes do circuito. Bate de direita e de esquerda com a mesma força. É capaz de manter a mesma intensidade durante toda uma partida, do primeiro ao último ponto. Acho que foi Fabrice Santoro (ou terá sido Tommy Haas?) que comparou o russo àquelas máquinas de lançar bolas, aquelas que é só acertar a força e a altura desejada e pronto, pode ficar batendo por duas horas seguidas. A máquina não erra nunca. Davydenko, quase nunca. Não é o tipo de tenista que perde para qualquer um. É freguês do Roger Federer, mas quem, fora Rafael Nadal e Andy Murray, não é?
Agora o russo deve ir com tudo para os Masters 1000 de Montreal e Cincinnati e o US Open, onde foi semifinalista em 2006 e em 2007. Se não sofrer nenhuma lesão, duvido que não termine a temporada no sétimo lugar do ranking.
O norte-americano Robby Ginepri, que teve seu momento de glória em 2005 ao travar uma batalha épica com Andre Agassi nas semifinais do US Open, faturou domingo em Indianapolis seu primeiro título em exatos quatro anos já que sua última conquista no circuito ATP acontecera justamente...em Indianapolis. O bicampeonato rendeu 39 posições ao tenista de Fort Lauderdale, que aparece agora no 56º lugar.
No saibro alemão, Davydenko passou por cima de Philipp Petzschner (6-3, 6-2), Jérémy Chardy (6-3, 6-3), Victor Hanescu (6-3, 4-6, 6-3), David Ferrer (7-5, 7-6) e Paul-Henri Mathieu (6-4, 6-2) para conquistar o 15º título de sua carreira, o primeiro em 2009.
Envolvido numa história de apostas ilegais, pela qual acabou sendo absolvido, Davydenko ainda perdeu vários torneios no início da temporada por conta de uma lesão no pé. Não pôde defender seu título no Masters 1000 de Miami e despencou no ranking, caindo para o 12º lugar. Pela primeira vez em quatro anos, o russo, um dos tenistas mais regulares do circuito, estava fora do Top 10.
Porém, todo mundo, no circuito e fora dele, sabia que Davydenko voltaria em breve. O cara pode ter o carisma de uma porta, mas é um dos tenistas mais eficientes do circuito. Bate de direita e de esquerda com a mesma força. É capaz de manter a mesma intensidade durante toda uma partida, do primeiro ao último ponto. Acho que foi Fabrice Santoro (ou terá sido Tommy Haas?) que comparou o russo àquelas máquinas de lançar bolas, aquelas que é só acertar a força e a altura desejada e pronto, pode ficar batendo por duas horas seguidas. A máquina não erra nunca. Davydenko, quase nunca. Não é o tipo de tenista que perde para qualquer um. É freguês do Roger Federer, mas quem, fora Rafael Nadal e Andy Murray, não é?
Agora o russo deve ir com tudo para os Masters 1000 de Montreal e Cincinnati e o US Open, onde foi semifinalista em 2006 e em 2007. Se não sofrer nenhuma lesão, duvido que não termine a temporada no sétimo lugar do ranking.
O norte-americano Robby Ginepri, que teve seu momento de glória em 2005 ao travar uma batalha épica com Andre Agassi nas semifinais do US Open, faturou domingo em Indianapolis seu primeiro título em exatos quatro anos já que sua última conquista no circuito ATP acontecera justamente...em Indianapolis. O bicampeonato rendeu 39 posições ao tenista de Fort Lauderdale, que aparece agora no 56º lugar.
sexta-feira, 24 de julho de 2009
Pai em dose dupla
Roger Federer e sua mulher, a ex-tenista eslovaca Miroslava Vavrinec, anunciaram hoje o nascimento, na noite de ontem, de suas primeiras filhas, as gêmeas Charlene Riva e Myla Rose.
"É o dia mais feliz de nossas vidas", afirmou o suíço em seu site, http://www.rogerfederer.com/.
Mãe e filhas passam bem.
Acreditem se quiser: uma casa de apostas britânica, a Ladbrokes, já permite apostar na vitória de uma das duas meninas - ou da dupla - em Wimbledon. Se as meninas tiverem, cada uma, metade do talento do papai...com certeza darão o que falar. Vamos aguardar.
"É o dia mais feliz de nossas vidas", afirmou o suíço em seu site, http://www.rogerfederer.com/.
Mãe e filhas passam bem.
Acreditem se quiser: uma casa de apostas britânica, a Ladbrokes, já permite apostar na vitória de uma das duas meninas - ou da dupla - em Wimbledon. Se as meninas tiverem, cada uma, metade do talento do papai...com certeza darão o que falar. Vamos aguardar.
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Brasileiros arrasam no circuito Challenger
Marcos Daniel e Thomaz Bellucci levantaram bem alto a bandeira do Brasil no fim de semana passado. O gaúcho de 31 anos faturou o bicampeonato em Bogotá - um torneio onde sempre se dá bem – ao derrotar na final o argentino Horacio Zeballos pelo placar apertado de 4-6, 7-6 e 6-4. Marcos ganhou nada menos que 22 posições na nova classificação ATP, publicada nesta segunda-feira, e aparece agora no 75º lugar. Assim, o tenista de Passo Fundo volta a ser o número um do Brasil, já que Thiago Alves permaneceu na 88ª posição.
Outro que finalmente voltou a vencer é Thomaz Bellucci, que conquistou domingo o Challenger de Rimini, na Itália, ao superar na decisão outro argentino, Juan Pablo Brzezicki, com parciais de 3-6, 6-3 e 6-1. A vitória rendeu 24 posições ao paulista, que ocupa agora o 117º lugar do ranking.
O triunfo de Marcos em Bogotá era esperado, mas o de Thomaz em Rimini foi uma excelente surpresa. O atual vice-campeão do Brasil Open tem tênis para estar no Top 30, mas não conseguiu engrenar no circuito principal depois da boa campanha na Costa do Sauípe, no início deste ano. Ele só tem 21 anos e ainda pode crescer, mas já está na hora de pisar no acelerador. Ganhar Challenger é bom para a confiança, mas para entrar no Top 50 é preciso vencer também na primeira divisão.
Robin Soderling conquistou em casa seu primeiro título desde o vice-campeonato de Roland Garros. Sem perder um único set no caminho, o sueco ganhou em Bastad seu primeiro ATP no piso de saibro, o quarto de sua carreira, confirmando que também sabe jogar bem nesta superfície. Com a vitória, subiu uma posição e já está batendo na porta do Top 10, no 11º lugar.
O francês Jérémy Chardy ganhou no saibro de Stuttgart, na Alemanha, o primeiro ATP de sua carreira e pulou para o 32º lugar do ranking. Tranquilamente, sem fazer alarde, este jovem de 22 anos está aos poucos conquistando seu espaço, e não me surpreenderia se terminasse a temporada entre os vinte melhores do mundo. O cara saca muito bem, tem uma ótima direita e troca bem do fundo da quadra. Seu melhor piso é o saibro, mas ele também sabe se virar no sintético: no início do ano, foi vice-campeão em Johannesburgo, perdendo o título para seu compatriota Jo-Wilfried Tsonga. Olho nele!
Outro que finalmente voltou a vencer é Thomaz Bellucci, que conquistou domingo o Challenger de Rimini, na Itália, ao superar na decisão outro argentino, Juan Pablo Brzezicki, com parciais de 3-6, 6-3 e 6-1. A vitória rendeu 24 posições ao paulista, que ocupa agora o 117º lugar do ranking.
O triunfo de Marcos em Bogotá era esperado, mas o de Thomaz em Rimini foi uma excelente surpresa. O atual vice-campeão do Brasil Open tem tênis para estar no Top 30, mas não conseguiu engrenar no circuito principal depois da boa campanha na Costa do Sauípe, no início deste ano. Ele só tem 21 anos e ainda pode crescer, mas já está na hora de pisar no acelerador. Ganhar Challenger é bom para a confiança, mas para entrar no Top 50 é preciso vencer também na primeira divisão.
Robin Soderling conquistou em casa seu primeiro título desde o vice-campeonato de Roland Garros. Sem perder um único set no caminho, o sueco ganhou em Bastad seu primeiro ATP no piso de saibro, o quarto de sua carreira, confirmando que também sabe jogar bem nesta superfície. Com a vitória, subiu uma posição e já está batendo na porta do Top 10, no 11º lugar.
O francês Jérémy Chardy ganhou no saibro de Stuttgart, na Alemanha, o primeiro ATP de sua carreira e pulou para o 32º lugar do ranking. Tranquilamente, sem fazer alarde, este jovem de 22 anos está aos poucos conquistando seu espaço, e não me surpreenderia se terminasse a temporada entre os vinte melhores do mundo. O cara saca muito bem, tem uma ótima direita e troca bem do fundo da quadra. Seu melhor piso é o saibro, mas ele também sabe se virar no sintético: no início do ano, foi vice-campeão em Johannesburgo, perdendo o título para seu compatriota Jo-Wilfried Tsonga. Olho nele!
domingo, 19 de julho de 2009
O Tenista Perfeito
Sei que está na moda, que a maioria dos sites e blogs dedicados ao tênis já fizeram isso, mas como o circuito ainda está na ressaca pós-Wimbledon e não tem tantos torneios importantes para comentar, vamos lá: vou criar o meu tenista perfeito, mas para ser um pouco diferente vou fazer dois: um com atletas ainda ativos no circuito e um "mais que perfeito", reunindo todos os tenistas do passado e do presente (pelo menos os que vi jogar, ou seja, a partir do meio dos anos 80):
1. O Tenista Perfeito
- Primeiro saque: Andy Roddick
- Segundo saque: Roger Federer
- Forehand: Fernando González
- Backhand: Richard Gasquet (uma mão), David Nalbandian (duas mãos)
- Devolução de saque: Nalbandian
- Voleio: Federer
- Movimentação: Rafael Nadal
- Força física: Nadal
- Força mental: Nadal
- Raça: Nadal
- Talento: Federer
- Atitude/Carisma: Jo-Wilfried Tsonga
- Simpatia: Novak Djokovic
2. O Tenista 'Mais que Perfeito':
- Primeiro saque: Greg Rusedski (lembram dele?)
- Segundo saque: Pete Sampras
- Forehand: Sampras
- Backhand: Gustavo Kuerten (uma mão), Andre Agassi (duas mãos)
- Devolução de saque: Agassi
- Voleio: Stefan Edberg
- Movimentação: Michael Chang
- Força física: Thomas Muster
- Força mental: Bjorn Borg
- Raça: Nadal
- Talento: Federer
- Atitude/Carisma: Agassi
- Simpatia: Yannick Noah
Já sei o que muitos vão dizer: que o Federer não aparece muito nestas listas. Poderia ter criado meu tenista perfeito (e também o mais que perfeito) colocando Federer em quase todos os quesitos (primeiro saque, forehand, backhand, voleio...) Afinal, ele é o melhor tenista da história. Mas para ficar mais interessante, resolvi complicar um pouco. É justamente para fazer justiça ao suíço que resolvi incluir a categoria 'Talento'.
Essas listas são totalmente subjetivas. Muitos outros tenistas mereceriam ser lembrados, mas tive que fazer escolhas. E vocês? O que acham? Criem seu tenista perfeito!
1. O Tenista Perfeito
- Primeiro saque: Andy Roddick
- Segundo saque: Roger Federer
- Forehand: Fernando González
- Backhand: Richard Gasquet (uma mão), David Nalbandian (duas mãos)
- Devolução de saque: Nalbandian
- Voleio: Federer
- Movimentação: Rafael Nadal
- Força física: Nadal
- Força mental: Nadal
- Raça: Nadal
- Talento: Federer
- Atitude/Carisma: Jo-Wilfried Tsonga
- Simpatia: Novak Djokovic
2. O Tenista 'Mais que Perfeito':
- Primeiro saque: Greg Rusedski (lembram dele?)
- Segundo saque: Pete Sampras
- Forehand: Sampras
- Backhand: Gustavo Kuerten (uma mão), Andre Agassi (duas mãos)
- Devolução de saque: Agassi
- Voleio: Stefan Edberg
- Movimentação: Michael Chang
- Força física: Thomas Muster
- Força mental: Bjorn Borg
- Raça: Nadal
- Talento: Federer
- Atitude/Carisma: Agassi
- Simpatia: Yannick Noah
Já sei o que muitos vão dizer: que o Federer não aparece muito nestas listas. Poderia ter criado meu tenista perfeito (e também o mais que perfeito) colocando Federer em quase todos os quesitos (primeiro saque, forehand, backhand, voleio...) Afinal, ele é o melhor tenista da história. Mas para ficar mais interessante, resolvi complicar um pouco. É justamente para fazer justiça ao suíço que resolvi incluir a categoria 'Talento'.
Essas listas são totalmente subjetivas. Muitos outros tenistas mereceriam ser lembrados, mas tive que fazer escolhas. E vocês? O que acham? Criem seu tenista perfeito!
quinta-feira, 16 de julho de 2009
Gasquet volta de suspensão
Dois meses e meio depois de ter sido flagrado por cocaína no antidoping, Richard Gasquet já está liberado para voltar às quadras. A Federação Internacional de Tênis (ITF) aceitou os argumentos do francês, que sempre afirmou nunca ter consumido o produto. Segundo ele, rastros ínfimos de cocaína foram encontrados em suas urinas porque ele “ficou” com uma mulher que tinha acabado de usar esta substância durante uma festa organizada numa badalada casa noturna de Miami.
A ITF condenou Gasquet a uma suspensão de dois meses e meio, com efeito retroativo. Assim, a punição infligida ao francês, controlado no dia 28 de março em Miami, acabou ontem, no dia 15.Gasquet, 23 anos e 32º mundial, saiu ganhando nessa história, já que encarava uma suspensão de dois anos. Porém, perdeu o Aberto da França e Wimbledon por conta da brincadeira e vai ter que trabalhar pesado se quiser estar bem para o US Open, seu principal objetivo na temporada. Dizendo-se “muito feliz” com a decisão da ITF, Gasquet já garantiu que vai treinar como nunca para fazer bonito no último Grand Slam da temporada e voltar ao Top 10. Talento ele tem de sobra, mas vai ter que mostrar também algo que sempre lhe faltou: garra.
A ITF condenou Gasquet a uma suspensão de dois meses e meio, com efeito retroativo. Assim, a punição infligida ao francês, controlado no dia 28 de março em Miami, acabou ontem, no dia 15.Gasquet, 23 anos e 32º mundial, saiu ganhando nessa história, já que encarava uma suspensão de dois anos. Porém, perdeu o Aberto da França e Wimbledon por conta da brincadeira e vai ter que trabalhar pesado se quiser estar bem para o US Open, seu principal objetivo na temporada. Dizendo-se “muito feliz” com a decisão da ITF, Gasquet já garantiu que vai treinar como nunca para fazer bonito no último Grand Slam da temporada e voltar ao Top 10. Talento ele tem de sobra, mas vai ter que mostrar também algo que sempre lhe faltou: garra.
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Breves de tênis
Brasil volta a ter dois representantes no Top 100
O Brasil voltou a ter dois tenistas no Top 100, algo que não acontecia há algum tempo. Thiago Alves, que passou recentemente uma rodada em Wimbledon, continua sendo o número um do país. Dando prosseguimento à sequência de bons resultados, o paulista faturou o vice-campeonato do Challenger de Pozoblanco, disputado em quadras de cimento. Thiago foi parado na final pelo eslovaco Karol Beck, um ex-Top 50 que está batalhando para tentar voltar ao grupo dos 100 melhores do mundo. Com a boa campanha na Espanha, o brasileiro ganhou mais 10 posições e pulou para o 88º lugar do novo Ranking de Entradas da ATP, publicado nesta segunda-feira. Já o gaúcho Marcos Daniel ganhou quatro posições, e aparece agora no 97º lugar.
Morte de Montcourt
Os resultados da autópsia praticada em Mathieu Montcourt, encontrado morto na porta de seu apartamento dos arredores de Paris há uma semana, mostraram que o tenista francês de 24 anos sofreu um infarto. Depois da necropsia, efetuada quarta-feira passada no Instituto Médico-Legal de Paris, foram realizados exames toxicológicos, que deram negativo. O parisiense foi enterrado sexta-feira em Nanterre, um subúrbio do oeste da capital francesa.
terça-feira, 7 de julho de 2009
Morte misteriosa de tenista francês
O tenista francês Mathieu Montcourt, 24 anos, faleceu na noite de segunda-feira, em circunstâncias ainda desconhecidas. Segundo o jornal francês L’Equipe, que citou fontes policiais, o jovem foi encontrado morto pela namorada na porta do apartamento deles, em Boulogne-Billancourt, um subúrbio do oeste de Paris. O corpo não apresentava sinais de violência.Montcourt era 119º mundial e competia principalmente na categoria Challenger. Este ano, disputou o qualifying do Aberto da França. Perdeu na última rodada, mas acabou entrando na chave principal como lucky-loser. Passou pelo taiwanês Lu Yen-Hsun e perdeu na segunda rodada para o tcheco Radek Stepanek.
O espanhol Rafael Nadal, que conhecia Montcourt desde criança, se declarou hoje profundamente abalado com a notícia, e mandou suas condolências à família.
Uma necropsia deve ser feita amanhã para determinar as causas da morte.
domingo, 5 de julho de 2009
O céu é o limite
Aos 27 anos, Roger Federer entrou definitivamente para a história do tênis. O suíço faturou o hexacampeonato em Wimbledon, o 15º título de Grand Slam de sua carreira, ao vencer uma batalha de mais de quatro horas contra Andy Roddick. De quebra, ainda recuperou a liderança do ranking mundial.
A grande pergunta agora é a seguinte: onde ele vai parar? Federer escreve a história a cada dia, derrubando recorde após recorde. Com o triunfo de hoje, deixou definitivamente Pete Sampras para trás. O suíço é hoje o único a ter conquistado 15 Grand Slams, em quatro pisos diferentes, e essa marca vai ficar intocada por um bom tempo. Além de Federer, somente três tenistas se impuseram em Roland Garros e em Wimbledon na sequência desde o início da era open, em 1968: Rod Laver, Bjorn Borg e Rafael Nadal.
Roddick foi um guerreiro. Lutou como um verdadeiro campeão, e merecia a vitória. Não fosse o Federer, o norte-americano já estaria com cinco títulos de Grand Slam no currículo, em vez de apenas um. Hoje, 'A-Rod' jogou com o coração. Deu tudo e mais um pouco. Porém, mais uma vez, não foi suficiente. Chega a ser desesperador.
Não foi uma final com longas trocas de bola. Foram 4 horas e 16 minutos de serviços e devoluções. Uma verdadeira guerra de nervos, para ver quem ia conseguir quebrar o saque do outro. O tenista do Texas aproveitou a primeira chance que teve e faturou o primeiro set. Poderia ter vencido o segundo no tie-break. Teve quatro chances de fechar e desperdiçou todas, uma delas com um voleio desastrado que vai lhe tirar muitas horas de sono. A partir daí, o 'Expresso Federer' parou de ser generoso. Ganhou o segundo e o terceiro set, também no tie-break. No terceiro, Roddick não teve nenhuma chance de quebra.
Nesse ponto, pensei que o jogo já estava acabado. Ledo engano. 'A-Rod' não quis largar o osso. Contra um adversário que o derrotara 18 vezes em 20 partidas (agora 19 em 21), acreditou em suas chances, manteve a cabeça no lugar e foi à luta. Além do conhecido chumbo grosso no serviço e no forehand, o norte-americano desenvolveu um backhand avassalador, sobretudo na paralela, e um voleio cada vez mais afiado, ainda que possa melhorar bastante nesse fundamento. De tanto acreditar, o impossível aconteceu: Roddick quebrou novamente o saque de Federer e fechou a quarta parcial.
O quinto set - o primeiro nos 21 confrontos entre os dois - foi antológico. Nem tanto pela parte técnica, mas no aspecto emocional. A tensão atingiu seu cúmulo. Federer cometeu muitos erros não forçados, e só não perdeu devido à desmoralizante eficiência do seu saque. O suíço fez cair sobre o norte-americano uma verdadeira chuva de aces (50 no total durante a partida, recorde absoluto na história do torneio). Roddick resistiu o tanto que pôde. Mas não aguentou. Ninguém aguentaria. Placar final: 5-7, 7-6, 7-6, 3-6, 16-14. Isso mesmo, 16-14. O quinto set durou uma hora e meia.
Após uma derrota cruel como essa, é duro levantar a cabeça. O próprio Federer já passou por isso no ano passado, quando perdeu a final de Wimbledon para Rafael Nadal em um jogo que entrou para a história. Roddick vai ficar abalado por um tempo, mas é um vencedor, um verdadeiro campeão, e com certeza estará de volta.
A grande pergunta agora é a seguinte: onde ele vai parar? Federer escreve a história a cada dia, derrubando recorde após recorde. Com o triunfo de hoje, deixou definitivamente Pete Sampras para trás. O suíço é hoje o único a ter conquistado 15 Grand Slams, em quatro pisos diferentes, e essa marca vai ficar intocada por um bom tempo. Além de Federer, somente três tenistas se impuseram em Roland Garros e em Wimbledon na sequência desde o início da era open, em 1968: Rod Laver, Bjorn Borg e Rafael Nadal.
Roddick foi um guerreiro. Lutou como um verdadeiro campeão, e merecia a vitória. Não fosse o Federer, o norte-americano já estaria com cinco títulos de Grand Slam no currículo, em vez de apenas um. Hoje, 'A-Rod' jogou com o coração. Deu tudo e mais um pouco. Porém, mais uma vez, não foi suficiente. Chega a ser desesperador.
Não foi uma final com longas trocas de bola. Foram 4 horas e 16 minutos de serviços e devoluções. Uma verdadeira guerra de nervos, para ver quem ia conseguir quebrar o saque do outro. O tenista do Texas aproveitou a primeira chance que teve e faturou o primeiro set. Poderia ter vencido o segundo no tie-break. Teve quatro chances de fechar e desperdiçou todas, uma delas com um voleio desastrado que vai lhe tirar muitas horas de sono. A partir daí, o 'Expresso Federer' parou de ser generoso. Ganhou o segundo e o terceiro set, também no tie-break. No terceiro, Roddick não teve nenhuma chance de quebra.
Nesse ponto, pensei que o jogo já estava acabado. Ledo engano. 'A-Rod' não quis largar o osso. Contra um adversário que o derrotara 18 vezes em 20 partidas (agora 19 em 21), acreditou em suas chances, manteve a cabeça no lugar e foi à luta. Além do conhecido chumbo grosso no serviço e no forehand, o norte-americano desenvolveu um backhand avassalador, sobretudo na paralela, e um voleio cada vez mais afiado, ainda que possa melhorar bastante nesse fundamento. De tanto acreditar, o impossível aconteceu: Roddick quebrou novamente o saque de Federer e fechou a quarta parcial.
O quinto set - o primeiro nos 21 confrontos entre os dois - foi antológico. Nem tanto pela parte técnica, mas no aspecto emocional. A tensão atingiu seu cúmulo. Federer cometeu muitos erros não forçados, e só não perdeu devido à desmoralizante eficiência do seu saque. O suíço fez cair sobre o norte-americano uma verdadeira chuva de aces (50 no total durante a partida, recorde absoluto na história do torneio). Roddick resistiu o tanto que pôde. Mas não aguentou. Ninguém aguentaria. Placar final: 5-7, 7-6, 7-6, 3-6, 16-14. Isso mesmo, 16-14. O quinto set durou uma hora e meia.
Após uma derrota cruel como essa, é duro levantar a cabeça. O próprio Federer já passou por isso no ano passado, quando perdeu a final de Wimbledon para Rafael Nadal em um jogo que entrou para a história. Roddick vai ficar abalado por um tempo, mas é um vencedor, um verdadeiro campeão, e com certeza estará de volta.
sexta-feira, 3 de julho de 2009
Fim do sonho para Murray
Andy Roddick acabou com o sonho de toda uma nação ao eliminar Andy Murray por 6-4, 4-6, 7-6 e 7-6 nas semifinais. Eficiente nos seus pontos fortes (o serviço e o forehand), mas também nos seus pontos fracos (a devolução e o voleio), ‘A-Rod’ jogou com competência e seriedade e mereceu a vitória. Murray não jogou mal, muito pelo contrário. Mas não soube elevar seu nível de jogo quando foi preciso. Encaixou mais aces do que Roddick (25 a 21), mas também errou muito mais no serviço. Sua segunda bola, muito fraca, o expôs aos contragolpes potentes do norte-americano. O sexto mundial também não duvidou em subir à rede para finalizar, algo que não costuma fazer com tanta frequência. O texano melhorou um pouco seu retrospecto contra Murray, com três vitórias para seis derrotas. Agora, vai disputar contra Roger Federer, seu maior algoz no circuito, a quinta final de Grand Slam de sua carreira, a terceira em Wimbledon. Perdeu as duas primeiras, justamente para o suíço, em 2004 e 2005. Será que conseguirá mudar a história desta vez?
Não deu para Haas
Ganhar de Roger Federer quando ele está jogando mal já não é para qualquer um, mas ganhar do suíço quando ele está jogando bem, ainda mais em seu jardim de Wimbledon, é praticamente missão impossível.Tommy Haas que o diga. Para ganhar do Federer em Wimbledon, não basta estar 100% e fazer tudo certo. Não basta ter um excelente primeiro serviço. Não basta bater tão bem da direita quanto da esquerda. Não basta ser incisivo na rede.O alemão trocou de igual para igual com o suíço nos dois primeiros sets. Cometeu dois ou três erros no tie-break do primeiro. Foi quebrado uma vez no segundo. Aí já sabia que não tinha mais volta. Os dois jogaram em altíssimo nível. A diferença é que Federer é capaz de manter esse nível durante toda a partida. O adversário, mais cedo ou mais tarde, acaba se desconcentrando ou diminuindo o ritmo, nem que seja por apenas dez minutos. É o suficiente. O único a igualar, e até a superar o número dois do mundo no aspecto mental se chama Rafael Nadal. E Tommy Haas não é Rafael Nadal. Resultado: 7-6, 7-5, 6-3.
O suíço será o grande favorito da final de domingo, seja contra Andy Murray, seja contra Andy Roddick. O hexa - e o recorde de 15 títulos de Grand Slam - está cada vez mais próximo.
O suíço será o grande favorito da final de domingo, seja contra Andy Murray, seja contra Andy Roddick. O hexa - e o recorde de 15 títulos de Grand Slam - está cada vez mais próximo.
quarta-feira, 1 de julho de 2009
Semifinal 2: Murray-Roddick
Em outro resultado previsível, Andy Murray derrotou Juan Carlos Ferrero com relativa facilidade. O espanhol, 70º do ranking, só jogou de igual para igual com o número três do mundo no primeiro set e no início do segundo, antes que a grande diferença de nível entre os dois acabe falando mais alto. Resultado: 7-5, 6-2 e 6-3. O escocês mantém vivo o sonho de se tornar o primeiro britânico a triunfar em Wimbledon desde Fred Perry em 1936. Ferrero, por sua vez, sai do All England Club com a sensação do dever cumprido. Afinal, parar no número três do mundo nas quartas-de-final de Wimbledon, casa do adversário, não é um resultado vergonhoso, longe disso. Ainda mais para um tenista que estava em franca decadência até alguns meses atrás e chegou a sair do Top 100, precisando de um convite para entrar na chave principal. A boa campanha na grama inglesa fará sem dúvida com que ele reconsidere a ideia de encerrar a carreira.
A partida entre Andy Roddick e Lleyton Hewitt, dois dos maiores especialistas de grama do circuito, cumpriu todas suas promessas. Um jogo emocionante, talvez o melhor do torneio até agora. Um confronto de titãs entre dois grandes tenistas, das antigas, que se respeitam. Um verdadeiro espetáculo. Hewitt, campeão de Wimbledon em 2002, perdeu, mas de cabeça erguida. Com a raça e a garra que o caracterizam, lutou como um leão, nunca se entregou, em momento algum, e merece todos os elogios. Combativo, afiado nas devoluções, o australiano tem tudo para voltar a seu verdadeiro nível: o de um Top 10. ‘A-Rod’ usou e abusou de seu serviço avassalador (43 aces), mas ainda pode melhorar no voleio, seu ponto fraco. Tomou várias passadas hoje contra Hewitt, e tomará sem dúvida várias outras contra Murray.
Os dois xarás já se enfrentaram oito vezes no circuito profissional, e Murray vence por 6-2. O escocês ganhou as duas últimas, mas ‘A-Rod’ se impôs no último confronto disputado na grama, nas quartas-de-final do Torneio de Queen’s em 2008. Como já disse no post de apresentação do torneio, tem tudo para ser um grande jogo. O quarto mundial já mostrou que sabe lidar com a pressão, mas ela vai ficar cada vez maior até a final. Para superar Roddick, Murray vai ter que caprichar nas devoluções e obrigar o norte-americano a subir à rede.
A partida entre Andy Roddick e Lleyton Hewitt, dois dos maiores especialistas de grama do circuito, cumpriu todas suas promessas. Um jogo emocionante, talvez o melhor do torneio até agora. Um confronto de titãs entre dois grandes tenistas, das antigas, que se respeitam. Um verdadeiro espetáculo. Hewitt, campeão de Wimbledon em 2002, perdeu, mas de cabeça erguida. Com a raça e a garra que o caracterizam, lutou como um leão, nunca se entregou, em momento algum, e merece todos os elogios. Combativo, afiado nas devoluções, o australiano tem tudo para voltar a seu verdadeiro nível: o de um Top 10. ‘A-Rod’ usou e abusou de seu serviço avassalador (43 aces), mas ainda pode melhorar no voleio, seu ponto fraco. Tomou várias passadas hoje contra Hewitt, e tomará sem dúvida várias outras contra Murray.
Os dois xarás já se enfrentaram oito vezes no circuito profissional, e Murray vence por 6-2. O escocês ganhou as duas últimas, mas ‘A-Rod’ se impôs no último confronto disputado na grama, nas quartas-de-final do Torneio de Queen’s em 2008. Como já disse no post de apresentação do torneio, tem tudo para ser um grande jogo. O quarto mundial já mostrou que sabe lidar com a pressão, mas ela vai ficar cada vez maior até a final. Para superar Roddick, Murray vai ter que caprichar nas devoluções e obrigar o norte-americano a subir à rede.
Semifinal 1: Federer-Haas
Como era de se esperar, Roger Federer derrubou, pela nona vez em dez confrontos, o gigante croata Ivo Karlovic. A vitória foi em sets diretos (6-3, 7-5, 7-6), e foi até mais fácil do que o previsto. Achei que Karlo fosse dar mais trabalho, mas o croata tem o mesmo problema que 90% dos tenistas do circuito profissional: respeita demais o Federer. Hoje, o tenista de Zagreb não foi tão contundente como fora contra Jo-Wilfried Tsonga e Fernando Verdasco. Acertou 23 aces, é verdade, mas o suíço foi – já virou rotina – mais eficiente nos pontos importantes: aproveitou os dois únicos break-points que teve. Karlovic não teve nenhuma chance de quebra.
Tommy Haas jogou muito, mas muito mesmo, contra Novak Djokovic. Aos 31 anos, após vários problemas decorrentes de uma séria lesão no ombro, o alemão está voltando a seu melhor nível. É um prazer ver jogar este tenista completo, técnico, que faz tudo certo e não tem nenhum ponto fraco. Haas só não teve mais sucesso no circuito profissional por causa de sua conhecida tendência em perder a cabeça durante os jogos. Nesta quarta-feira, seu primeiro saque potente e suas constantes subidas à rede perturbaram muito ‘Nole’, que não soube encontrar a chave para superar o ex-número dois do mundo. Placar do jogo: 7-5, 7-6, 4-6, 6-3.
A semifinal contra Federer promete. O retrospecto é altamente favorável ao suíço – nove vitórias para apenas duas derrotas, a última delas em 2002 – mas o alemão mostrou no último Aberto da França que pode dar trabalho: nas oitavas-de-final, abriu uma vantagem de 2-0 em cima do número dois do mundo antes de perder o jogo por 3-2. Haas já mostrou que pode jogar bem em qualquer piso, mas está particularmente afiado na grama. Federer vai levar, mas o jogo vai render.
Tommy Haas jogou muito, mas muito mesmo, contra Novak Djokovic. Aos 31 anos, após vários problemas decorrentes de uma séria lesão no ombro, o alemão está voltando a seu melhor nível. É um prazer ver jogar este tenista completo, técnico, que faz tudo certo e não tem nenhum ponto fraco. Haas só não teve mais sucesso no circuito profissional por causa de sua conhecida tendência em perder a cabeça durante os jogos. Nesta quarta-feira, seu primeiro saque potente e suas constantes subidas à rede perturbaram muito ‘Nole’, que não soube encontrar a chave para superar o ex-número dois do mundo. Placar do jogo: 7-5, 7-6, 4-6, 6-3.
A semifinal contra Federer promete. O retrospecto é altamente favorável ao suíço – nove vitórias para apenas duas derrotas, a última delas em 2002 – mas o alemão mostrou no último Aberto da França que pode dar trabalho: nas oitavas-de-final, abriu uma vantagem de 2-0 em cima do número dois do mundo antes de perder o jogo por 3-2. Haas já mostrou que pode jogar bem em qualquer piso, mas está particularmente afiado na grama. Federer vai levar, mas o jogo vai render.
Assinar:
Postagens (Atom)