Ganhar de Roger Federer quando ele está jogando mal já não é para qualquer um, mas ganhar do suíço quando ele está jogando bem, ainda mais em seu jardim de Wimbledon, é praticamente missão impossível.Tommy Haas que o diga. Para ganhar do Federer em Wimbledon, não basta estar 100% e fazer tudo certo. Não basta ter um excelente primeiro serviço. Não basta bater tão bem da direita quanto da esquerda. Não basta ser incisivo na rede.O alemão trocou de igual para igual com o suíço nos dois primeiros sets. Cometeu dois ou três erros no tie-break do primeiro. Foi quebrado uma vez no segundo. Aí já sabia que não tinha mais volta. Os dois jogaram em altíssimo nível. A diferença é que Federer é capaz de manter esse nível durante toda a partida. O adversário, mais cedo ou mais tarde, acaba se desconcentrando ou diminuindo o ritmo, nem que seja por apenas dez minutos. É o suficiente. O único a igualar, e até a superar o número dois do mundo no aspecto mental se chama Rafael Nadal. E Tommy Haas não é Rafael Nadal. Resultado: 7-6, 7-5, 6-3.
O suíço será o grande favorito da final de domingo, seja contra Andy Murray, seja contra Andy Roddick. O hexa - e o recorde de 15 títulos de Grand Slam - está cada vez mais próximo.
sexta-feira, 3 de julho de 2009
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