Em outro resultado previsível, Andy Murray derrotou Juan Carlos Ferrero com relativa facilidade. O espanhol, 70º do ranking, só jogou de igual para igual com o número três do mundo no primeiro set e no início do segundo, antes que a grande diferença de nível entre os dois acabe falando mais alto. Resultado: 7-5, 6-2 e 6-3. O escocês mantém vivo o sonho de se tornar o primeiro britânico a triunfar em Wimbledon desde Fred Perry em 1936. Ferrero, por sua vez, sai do All England Club com a sensação do dever cumprido. Afinal, parar no número três do mundo nas quartas-de-final de Wimbledon, casa do adversário, não é um resultado vergonhoso, longe disso. Ainda mais para um tenista que estava em franca decadência até alguns meses atrás e chegou a sair do Top 100, precisando de um convite para entrar na chave principal. A boa campanha na grama inglesa fará sem dúvida com que ele reconsidere a ideia de encerrar a carreira.
A partida entre Andy Roddick e Lleyton Hewitt, dois dos maiores especialistas de grama do circuito, cumpriu todas suas promessas. Um jogo emocionante, talvez o melhor do torneio até agora. Um confronto de titãs entre dois grandes tenistas, das antigas, que se respeitam. Um verdadeiro espetáculo. Hewitt, campeão de Wimbledon em 2002, perdeu, mas de cabeça erguida. Com a raça e a garra que o caracterizam, lutou como um leão, nunca se entregou, em momento algum, e merece todos os elogios. Combativo, afiado nas devoluções, o australiano tem tudo para voltar a seu verdadeiro nível: o de um Top 10. ‘A-Rod’ usou e abusou de seu serviço avassalador (43 aces), mas ainda pode melhorar no voleio, seu ponto fraco. Tomou várias passadas hoje contra Hewitt, e tomará sem dúvida várias outras contra Murray.
Os dois xarás já se enfrentaram oito vezes no circuito profissional, e Murray vence por 6-2. O escocês ganhou as duas últimas, mas ‘A-Rod’ se impôs no último confronto disputado na grama, nas quartas-de-final do Torneio de Queen’s em 2008. Como já disse no post de apresentação do torneio, tem tudo para ser um grande jogo. O quarto mundial já mostrou que sabe lidar com a pressão, mas ela vai ficar cada vez maior até a final. Para superar Roddick, Murray vai ter que caprichar nas devoluções e obrigar o norte-americano a subir à rede.
quarta-feira, 1 de julho de 2009
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Palpite dificil de dar. Vou apostar em Murray pelo simples fato de ele estar em casa. Acho que o publico vai ajudar muito o escoces. 7-6 7-5 4-6 6-3
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