sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Favoritos e tendências

Andei bastante ocupado esses dias e não tive tempo de escrever no blog. O Masters 1000 de Cincinnati já está nas quartas-de-final e, considerando também os resultados do Masters 1000 do Canadá (vitória de Andy Murray sobre Juan Martin Del Potro na final), já dá para confirmar algumas tendências antes do US Open:

- Andy Murray aparece cada vez mais como o primeiro favorito ao título em Nova York, superando até Roger Federer. Campeão em Washington e em Montreal, o escocês, que defende o título em Cincy, vem fazendo uma grande campanha em Ohio, com vitórias em sets diretos sobre Nicolas Almagro (7-6, 6-2) e Radek Stepanek (6-4, 6-1). Agora, salvo uma altamente improvável derrota para o francês Julien Benneteau nas quartas-de-final, Murray deverá enfrentar Federer numa semifinal que poderá ter valor de ensaio geral antes da decisão do US Open. No ano passado, o suíço derrotou o escocês na final do último Grand Slam da temporada. Mas agora o tenista de Dunblane está mais maduro, mais experiente e mais afiado. Além disso, o retrospecto dele contra o número um mundial é amplamente favorável, com seis vitórias para apenas duas derrotas.

- Rafael Nadal continua sendo uma incógnita. Eliminado por Del Potro nas quartas-de-final em Montreal, o espanhol continua vivo em Cincinnati, mas teve dificuldades para passar pelo italiano Andreas Seppi (7-6, 7-6) e pelo francês Paul-Henri Mathieu (7-5, 6-2). Agora, pega seu desafeto Tomas Berdych, um adversário de outro calibre. Desde que voltou às quadras, ‘Rafa’ não tem mostrado o tênis necessário para faturar o único Grand Slam que lhe falta. Mas se por ventura triunfar em Cincy - o que duvido muito - enviará um recado certeiro a Federer e Murray.

- Roger Federer caiu nas quartas em Montreal, ao protagonizar contra Jo-Wilfried Tsonga a virada mais incrível da temporada até agora (ver post anterior). O número um mundial encara hoje em Cincinnati o australiano Lleyton Hewitt por uma vaga nas semifinais. A campanha dele em Ohio não foi das mais empolgantes, com direito a batalha contra David Ferrer nas oitavas (3-6, 6-3, 6-4), mas Grand Slam é Grand Slam e o suíço, que já arrebatou 15 deles, sabe disso como ninguém.

- Difícil dizer se Novak Djokovic vai longe nesse US Open. Perdeu nas quartas em Montreal e ainda está vivo em Cincinnati, onde superou o veterano croata Ivan Ljubicic (7-6, 6-4) e o ascendente francês Jérémy Chardy (7-5, 6-3). Vai enfrentar agora o francês Gilles Simon, que surpreendeu o russo Nikolay Davydenko nas oitavas. Apesar dos bons resultados obtidos no saibro europeu, ‘Nole’ continua devendo nesta temporada. Está jogando muito menos do que jogava em 2008. Talento ele tem de sobra, mas neste momento o sérvio está muito abaixo de Federer e Murray, e até de Andy Roddick, que deu uma boa melhorada este ano e corre por fora na briga pelo título em Nova York.

Vou viajar amanhã e só voltarei quarta-feira à noite. Não vou poder comentar o fim do Masters 1000 de Cincinnati, mas estarei a postos para o US Open.

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