segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Brasil fica na 2ª divisão da Davis

Infelizmente, ainda não foi desta vez. Jogando em casa, nas quadras de saibro de Porto Alegre, os brasileiros Marcos Daniel, Thomaz Bellucci, Marcelo Melo e André Sá perderam de 3-2 para os irmãos equatorianos Nicolas e Giovanni Lapentti, desperdiçando uma grande chance de voltar à elite da Copa Davis.
Sexta-feira, na primeira partida de simples, Marcos cumpriu bem o seu papel de número um do Brasil e derrotou Giovanni, o mais novo (e o mais fraco) dos irmãos Lapentti por 3-1, parciais de 7-6, 3-6, 7-6 e 6-2.
No segundo jogo, porém, o experiente Nicolas deixou tudo igual ao ganhar de Bellucci por 3-0 com parciais de 7-6, 6-4 e 7-5.
Até aí, tudo corria conforme o planejado. Não que Bellucci não tenha tênis de sobra para ganhar do mais velho dos irmãos Lapentti, mas na Copa Davis a experiência costuma falar mais alto que a técnica. E foi exatamente isso que aconteceu.
Assim sendo, a grande decepção do fim de semana ficou por conta de André Sá e Marcelo Melo, dois dos melhores duplistas do mundo, derrotados pelos irmãos Lapentti por 3-2, parciais de 3-6, 6-3, 6-4, 4-6 e 6-4. Empurrados pela torcida, os brazucas lutaram muito, mas não foi o suficiente para conter um Nicolas Lapentti inspiradíssimo, que acabou resolvendo a parada praticamente sozinho. Na verdade, o Brasil deixou escapar a chance de voltar à elite da Davis naquele jogo de sábado.
Com a derrota de Sá e Melo, o time de Francisco Costa tinha que ganhar as duas últimas partidas de simples de domingo. Mas Nicolas não deixou isso acontecer. Superou Marcos Daniel por 3-2, parciais de 6-4, 6-4, 1-6, 2-6 e 8-6, e levou o Equador de volta para o Grupo Mundial da Copa Davis pela primeira vez em nove anos. No último jogo, que já não valia mais nada, Bellucci derrotou o insignificante Julio César Campozano por 6-2 e 6-4.
Difícil culpar alguém em particular por este fiasco. Marcos não foi brilhante, mas lutou como um leão e fez a parte dele ao ganhar o primeiro jogo. Bellucci não tinha a experiência necessária para ganhar do Nicolas na Davis, mas poderia ter se superado. Não foi o caso. Melo e Sá decepcionaram, mas não podem ser barrados da equipe. Resta agora ao Brasil usar essa derrota – que não foi vergonhosa, diga-se de passagem - para crescer. Como cabeça-de-chave do Zonal Americano, o país vai encarar o Canadá, o Uruguai ou a República Dominicana na primeira rodada da Copa Davis 2010. O Uruguai de Pablo Cuevas é, sem dúvida, o mais perigoso dos três, mas o Brasil é favorito contra qualquer um deles e não pode nem pensar em perder.

Espanha e República Tcheca na final da Davis

A Espanha, atual campeã, e a República Tcheca vão decidir a Copa Davis 2009. Jogando em casa, nas quadras de saibro de Torre Pacheco, os espanhóis não tomaram conhecimento de Israel, massacrado por 4-1 sem Rafael Nadal nem Fernando Verdasco. Os tchecos tinham um confronto bem mais complicado, contra a Croácia de Marin Cilic e Ivo Karlovic nas quadras de saibro cobertas de Porec (Croácia), mas se saíram muito bem, ganhando também por 4-1. O ponto alto do confronto foi a primeira partida de simples, entre Radek Stepanek e o gigante Karlovic. Apesar dos 78 aces (recorde absoluto) disparados pelo croata, Stepanek venceu pelo incrível placar de 6-7, 7-6, 7-6, 6-7 e 16-14, depois de quase seis horas de jogo.
A grande final vai ser na Espanha. O local e o piso ainda não foram escolhidos, mas alguém duvida que será o saibro? Acho muito difícil os espanhóis deixarem escapar o bi.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Um sonho argentino

E não é que ele conseguiu? Juan Martin Del Potro, 20 anos, conquistou domingo em Nova York o título mais importante de sua carreira, derrotando ninguém menos que o número um mundial Roger Federer, pentacampeão do US Open, por 3-2, parciais de 3-6, 7-6 (7/5), 4-6, 7-6 (7/4) e 6-2.
Para ser sincero, eu não teria apostado um real na vitória do argentino, derrotado por Federer seis vezes em seis jogos antes da partida de ontem. Que ele tem potencial todo mundo sabe. Seu saque e seu forehand estão entre os melhores do circuito. Mas ganhar do Federer numa final de Grand Slam...O único a ter realizado a façanha até agora era Rafael Nadal, por sinal massacrado pelo argentino nas semifinais.
Delpo ganhou, e ganhou bem. Logo em sua primeira final de Grand Slam, a 'Torre de Tandil' teve êxito onde tenistas consagrados como Lleyton Hewitt, Andy Roddick, Andre Agassi, Novak Djokovic e Andy Murray fracassaram: superar o mestre na sua segunda casa, nas quadras de cimento de Flushing Meadows. O argentino acabou com uma série de 40 vitórias consecutivas do suíço em Nova York, iniciada em 2003. Naquele ano, perdera justamente para outro 'hermano', David Nalbandian.
Juan Martin Del Potro é o segundo sul-americano a triunfar em Flushing Meadows, depois de Guillermo Vilas em 1977. Ele também é o primeiro argentino a ganhar um Grand Slam desde 2004, quando Gaston Gaudio levou o Aberto da França.

O jogo

Como era de se esperar, Del Potro entrou em quadra tenso, e Federer abriu logo uma vantagem de 6-3, 3-1. Até aí, tudo normal. Parecia que o número um mundial ia ganhar com tranquilidade seu sexto título do US Open e o 16º Grand Slam de sua carreira. Mas o jovem argentino acordou. Do alto de seus 1,98 m, começou a bombardear Federer com verdadeiros mísseis de direita (37 'winners' de forehand no total), e a encaixar serviços mais potentes.
Federer chegou a ter o jogo na mão no quarto set, quando esteve a dois pontos do título no saque do adversário. Mas não conseguiu aproveitar. O plácido argentino, que tem como ídolo o explosivo Marat Safin, manteve a calma em todos os momentos. Saber lidar com a pressão de um evento como esse é uma grande qualidade. A marca dos campeões. Del Potro é um deles, e veio para ficar.

Se Roddick viu o jogo, deve estar se perguntando até agora: "Mas como ele fez isso?". O norte-americano, que tem um jogo muito parecido com o do argentino e muito mais bagagem no circuito, perdeu quatro finais de Grand Slam para Federer...

domingo, 13 de setembro de 2009

A Kind of Magic

O que foi aquilo?? O que Roger Federer fez hoje à noite contra Novak Djokovic nas semifinais do US Open não está no manual. Quem viu o jogo sabe do que eu estou falando. Resumindo: o número um mundial está ganhando nos detalhes uma partida bem complicada contra Djoko. Com um serviço "meia-bomba", conseguiu vencer a primeira parcial no tie-break, por 7/3. Venceu a segunda por 7-5. Na terceira, o jogo está 5-6, 0-30, com o sérvio sacando. E o que faz o mestre? Avança à rede para pegar uma deixada, toma um lob (muito bem executado, por sinal), corre para o fundo e...bate a bola de costas, entre as pernas, para acertar uma linda passada cruzada. Na rede, 'Nole' não pode fazer nada além de acompanhar a bola com o olhar. Veja como foi: http://www.youtube.com/watch?v=QRo72MUUZnE

A passada entre as pernas existe desde os anos 70. O primeiro a executá-la foi Guillermo Vilas, campeão do Aberto da França em 1977. A jogada é, inclusive, chamada de 'Grand Willy' (o apelido do argentino). Vários jogadores conseguiram repetir este golpe ao longo dos anos. Lembro de André Agassi em Miami, do tailandês Paradorn Srichaphan...O próprio Federer disse que já acertou dois em sua carreira. Mas este foi numa semifinal de Grand Slam, diante de mais de 20.000 pessoas (que o aplaudiram de pé!), e logo antes de um match-point. Que ele tratou logo de converter devolvendo o saque de Djokovic com um foguete de direita na paralela. Até o sérvio deve ter pensado: 'depois daquela bola, não tem mais jogo'. Um golpe de mágica. A Kind of Magic.

Mais cedo, na outra semifinal, Juan Martin Del Potro arrasou um Rafael Nadal claramente fora de forma por triplo 6-2. O resultado em si não me surpreendeu, sabendo dos problemas físicos de 'Rafa', mas achei que ia ser mais complicado para o argentino. Foi uma combinação de dois fatores: Delpo jogando muito, sacando forte, encaixando mísseis no forehand e - o que é mais raro - finalizando bem junto à rede, e Nadal, às voltas com as dores abdominais que o atormentam há três semanas, errando muito mais do que acertando.
Agora, a 'Torre de Tandil' vai desafiar o Evereste, no jogo mais importante de sua carreira. Não sei se ele assistiu à partida de Federer contra Djokovic. Se viu aquela jogada, deve estar meio desmoralizado. Suerte, hermano!

sábado, 12 de setembro de 2009

O Bombardeiro de Santiago

Fernando González acabou perdendo para Rafael Nadal a partida de quartas-de-final do US Open iniciada na quinta-feira e interrompida diversas vezes por causa da chuva. Quando o chileno voltou em quadra hoje, já não era mais o mesmo. Acumulou os erros não forçados e facilitou demais a vida do espanhol, que ganhou por 7-6, 7-6 e 6-0 (a partida fora interrompida pela segunda vez na noite de anteontem no tie-break do segundo set).
Vamos falar um pouco desse jogador que tem, na minha opinião, o forehand mais poderoso do circuito.

Fernando González tem 29 anos,e está há dez no circuito profissional. Hoje ele é o 11º do mundo, mas era o número cinco em janeiro de 2007, quando perdeu para Roger Federer a decisão do Aberto da Austrália. O Bombardeiro de Santiago, como é chamado, tem 11 títulos da ATP no currículo, quatro dos quais foram conquistados em casa, nas quadras de saibro de Viña del Mar. Ele sempre vibra muito quando defende seu país, seja na Copa Davis ou nas Olimpíadas. Nos Jogos de Pequim, em 2008, 'Gonzo' só foi parado na decisão do torneio, e por ninguém menos que Rafael Nadal. Aliás, o chileno é o único tenista do circuito a ostentar as três medalhas - ouro, prata e bronze - em sua galeria de troféus, já que venceu o torneio de duplas (com seu compatriota e amigo Nicolas Massu) e foi o terceiro colocado do torneio de simples nos Jogos Olímpicos de Atenas-2004. Cabe destacar também que ele já chegou às quartas-de-final dos quatro torneios de Grand Slam, uma façanha que não é para qualquer um.

González joga bem em todos os pisos. Talvez a grama seja seu piso mais fraco, mas sua direita devastadora funciona em qualquer lugar. Potência e versatilidade são suas maiores armas.
O tenista de Santiago só peca pela irregularidade (quando joga mal, como hoje contra Nadal, isola todas as bolas sem nenhum discernimento), e por uma certa relutância em subir à rede. 'Gonzo' também não se destaca pelo fair-play. Vários tenistas já reclamaram de algumas atitudes dele, como "fazer cera" ou pedir atendimento médico quando o jogo está ruim para ele. Vale lembrar, porém, que muitos outros profissionais fazem isso, e ele sinceramente não é dos piores. É, acima de tudo, um grande jogador.

Veja só que beleza esse forehand do González. Se conseguir, pode copiar. É exatamente assim que se faz.
http://www.youtube.com/watch?v=lFibX-inICg

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Quem vai parar o Federer?

Com Andy Murray fora, e Rafael Nadal ainda na luta (e que luta!) com Fernando González pela última vaga nas semifinais do US Open, a grande pergunta é: quem pode impedir Roger Federer de faturar seu sexto Aberto dos EUA consecutivo e o 16º Grand Slam de sua carreira?
Novak Djokovic, que enfrenta o suíço hoje na primeira semifinal, pode fazê-lo. Mas só se reproduzir o nível de jogo que exibiu contra Radek Stepanek nas oitavas-de-final, sua partida de referência neste US Open. Aquele Djokovic pode, sim, eliminar Federer. Mas não o Federer que arrasou Robin Soderling nos dois primeiros sets de sua partida de quartas-de-final, porque aquele Federer, o dos tempos áureos de 2004 a 2007, é simplesmente indestrutível. Alcança um patamar inacessível para os "simples mortais" que são os tenistas profissionais. Bons tenistas, excelentes até, mas não extra-terrestres. Só para lembrar, o suíço acabou derrotando Soderling por 6-0, 6-3, 6-7 e 7-6.

Juan Martin Del Potro eliminou Marin Cilic por 3-1, parciais de 4-6, 6-3, 6-2 e 6-1, e vai disputar a primeira semifinal de US Open de sua carreira. Com esta vitória, o argentino já garantiu a recuperação do quinto lugar do ranking mundial, que perdera para Andy Roddick. Se mantiver o mesmo nível, a 'Torre de Tandil' tem tudo para derrotar Nadal ou González e ir à final. Basta lembrar que Del Potro já superou o espanhol duas vezes este ano, nos Masters 1000 de Miami e do Canadá, dois torneios onde o piso é muito semelhante ao que reveste as quadras do complexo de Flushing Meadows. Além disso, Nadal não está 100% fisicamente. O jogo contra González está sendo disputado palmo a palmo: 'Rafa' levou o primeiro set no tie-break, e a segunda parcial também estava no tie-break quando a partida foi - mais uma vez - interrompida pela chuva. Os dois tenistas vão ter que decidir hoje, ou seja, a brincadeira lhes custou um dia de descanso. Qualquer que seja o vencedor, Del Potro agradece.

Em todo caso, o campeão deste US Open sairá provavelmente da outra semifinal. Não consigo imaginar o argentino ganhar do Federer (para quem já perdeu seis vezes em seis partidas) em Flushing Meadows. Ele poderia até ganhar do Djokovic, mas tenho lá minhas dúvidas. A pressão de disputar pela primeira vez uma final de Grand Slam é enorme, ainda mais para um tenista tão jovem (com 20 anos, Del Potro é o mais novo do Top 10). Além disso, perdeu as três partidas que já disputou contra o sérvio, sem ganhar um único set.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Bye bye Murray

Andy Murray perdeu, e perdeu feio, para Marin Cilic. Sem querer minimizar a vitória do talentoso croata, Murray foi uma verdadeira decepção, talvez a maior deste US Open. Depois de perder o primeiro set por 7-5, o escocês saiu completamente do jogo. Abdicou. Desistiu. Lento, dispersivo, sem vontade, acabou perdendo a partida em sets diretos, com parciais de 7-5, 6-2 e 6-2.
Murray teve uma atuação abaixo da crítica, ainda mais para um candidato ao título. O número dois mundial, vice-campeão em Flushing Meadows no ano passado, precisa amadurecer, se quiser ganhar um torneio de Grand Slam. Potencial ele tem, e com certeza vencerá um major no futuro. Mas um Top 3 não pode entregar um jogo assim, ainda mais num torneio desta importância.
Alheio a tudo isso, Cilic soube aproveitar a chance. Todos no circuito sabem de suas capacidades. O jovem croata de 20 anos e quase 2 metros de altura tem um saque poderosíssimo, um forehand muito acima da média, e não reluta em subir à rede para finalizar. Agora, vai encarar Juan Martin Del Potro, que despachou Juan Carlos Ferrero por triplo 6-3. O argentino está afiado, e com a faca entre os dentes. O jogo promete, mas o sexto mundial deve levar a melhor.

Como previsto, Jo-Wilfried Tsonga e Fernando González travaram uma dura batalha, de altíssimo nível. Infelizmente só peguei o fim do jogo, mas vi pontos espetaculares dos dois lados. Dois grandes tenistas, carismáticos, que se respeitam. O chileno acabou ganhando de virada, com parciais de 3-6, 6-3, 7-6 e 6-4. Uma vitória para ganhar moral.
'Gonzo' aguarda agora o vencedor do duelo entre Rafael Nadal e Gaël Monfils, que estão se enfrentando neste momento. O francês acaba de ganhar o primeiro set no tie-break, e o jogo está pegando fogo. Quem gosta de tênis não pode perder.

Djokovic imita McEnroe

No fim de sua partida contra Radek Stepanek pelas oitavas-de-final do US Open, Novak Djokovic voltou a brindar o público com uma de suas impagáveis imitações. Depois de Rafael Nadal, Andy Roddick e Maria Sharapova, o alvo da vez foi ninguém menos que John McEnroe, campeão de sete torneios de Grand Slam nos anos 80 e que trabalha atualmente como comentarista. Conhecido pelo temperamento explosivo, o ídolo gostou tanto que aceitou o convite de 'Nole' para um bate-bola. Como sempre, o sérvio arrasou na imitação. Confira!

http://www.youtube.com/watch?v=juPNW7HCNUQ

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Palpites das oitavas

Começa hoje a segunda semana do US Open. Todos os favoritos continuam vivos, com exceção de um: Andy Roddick, vice-campeão em Wimbledon há alguns meses e campeão em Flushing Meadows em 2003, foi derrotado na terceira rodada pelo gigante norte-americano John Isner, 55º mundial.
Admito que fiquei surpreso com o resultado. 'A-Rod' vinha jogando muito bem e tinha tudo para disputar a semifinal contra Roger Federer. Contra Isner, um tenista apenas regular que tem no serviço sua melhor arma, Roddick acabou provando do próprio veneno.
Não houve milagre para Thomaz Bellucci, eliminado por Gilles Simon na segunda rodada. A derrota em si não foi surpreendente - o francês tem lá suas limitações, mas não é Top 10 à toa -, mas achei que o paulista ia dar mais trabalho. Passivo, perdeu em sets diretos sem nunca dar a impressão de que poderia reverter o resultado.
Descobri ontem um tenista que só conhecia pela (péssima) fama que tem no circuito. Nunca tinha visto jogar o austríaco Daniel Köllerer, 26 anos e 62º mundial, que perdeu para Juan Martin Del Potro na terceira rodada. Peguei o jogo no fim, mas o cara me surpreendeu. Agressivo, carismático, fez o show e deu bastante trabalho para o argentino. Se mantiver esse nível de jogo, o polêmico austríaco - teve até abaixo-assinado para tirar ele do circuito, de tão mala que ele é - vai subir muito no ranking. Agora é esperar para ver.
Enfim, vamos aos palpites das oitavas:

Roger Federer - Tommy Robredo: Com todo o respeito ao espanhol, o resultado é certo. Robredo não tem as armas para derrotar o suíço. No máximo, vai ganhar um set.

Robin Soderling - Nikolay Davydenko: Bom jogo. O russo é mais regular, mas se Soderling estiver num dia bom...

Novak Djokovic - Radek Stepanek: Cuidado com o tcheco, muito perigoso nesse tipo de piso. Até agora, 'Nole' só pegou adversários muito inferiores a ele e ainda assim teve problemas, sobretudo contra o norte-americano Jesse Witten na terceira rodada. Pode pintar uma zebra.

Fernando Verdasco - John Isner: Os dois vêm de duras batalhas em cinco sets, e não estarão nas melhores condições físicas. De um ponto de vista técnico, a diferença entre os dois é gigantesca. Para Verdasco, a chave da vitória será aproveitar os pouquíssimos break-points que terá.

Jo-Wilfried Tsonga - Fernando González: Grande jogo. Os dois estão voando baixo, e o confronto promete. Tsonga é mais completo. Se sacar bem, evitar ao máximo a direita do chileno e não duvidar em subir à rede para finalizar, deverá levar a melhor.

Gaël Monfils - Rafael Nadal: Outro excelente duelo. Monfils está indo muito bem neste US Open, e com certeza vai se lembrar que já derrotou Nadal este ano (no início da temporada em Dubai). O espanhol pareceu sentir um pouco os adutores contra Nicolas Almagro, mas todos sabem que ele é um guerreiro, mesmo não estando 100%. O francês tem chances reais de vitória, mas vai ter que jogar muito.

Juan Martin Del Potro - Juan Carlos Ferrero: Del Potro deve ganhar com relativa tranquilidade. Ferrero melhorou muito de uns tempos para cá, mas não é páreo para o argentino

Marin Cilic - Andy Murray: O escocês perdeu um set de bobeira para o fraco Paul Capdeville, mas continua sendo meu favorito para a vitória final. 3-0 ou 3-1 para Murray.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Agora vai ficar bom

A terceira rodada terá pelo menos dois duelos de alto nível, com Fernando Verdasco contra Tommy Haas e principalmente Roger Federer contra Lleyton Hewitt.
Abre-se, finalmente, a perspectiva de jogos empolgantes neste US Open. Federer, como de costume, está começando devagar, sem forçar muito seu talento. Ontem, o suíço derrotou o alemão Simon Greul, 65º do mundo, por 6-3, 7-5 e 7-5. Hewitt teve até menos problemas contra o ex-Top 20 Juan Ignacio Chela, que está longe do seu melhor nível, derrotando o argentino por 6-3, 6-3 e 6-4.
O australiano, ex-número um mundial e campeão em Flushing Meadows em 2001, melhorou muito de uns tempos para cá. Ainda não voltou a ser o jogador que era no início dos anos 2000, mas está chegando perto. Ele e Federer já se enfrentaram 22 vezes no circuito profissional, e o suíço ganhou as últimas 13 (15 vitórias no total). Aliás, Hewitt não sabe mais o que é sair vencedor de um jogo contra Federer desde 2003. Minha aposta é que o número um mundial vai subir de produção e derrubar o tenista de Adelaide em sets diretos, mas que mesmo assim o jogo vai render.
Verdasco está comendo a bola. Campeão, domingo, do Torneio de New Haven, o canhoto espanhol superou com tranquilidade o alemão Benjamin Becker na primeira rodada (7-5, 6-4, 7-5) e passou hoje como um trator por cima do francês Florent Serra (6-3, 6-0, 6-3). Se continuar jogando desse jeito, como no início deste ano na Austrália, o madrileno vai longe nesse torneio.
Haas pode ser um verdadeiro teste para Verdasco. O alemão teve uma estreia complicada contra o colombiano Alejandro Falla (7-5, 4-6, 7-6, 6-2), e foi bem melhor hoje contra o norte-americano Robert Kendrick (6-4, 6-4, 7-6). Se estiver num dia bom e jogar o que sabe, Haas pode complicar a vida de qualquer tenista do circuito, inclusive dos melhores. Se os dois estiverem 100%, o bicho vai pegar.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Notícias do US Open


Favoritos avançam…

Roger Federer, Andy Murray, Rafael Nadal, Novak Djokovic, Andy Roddick, Jo-Wilfried Tsonga, Nikolay Davydenko, Fernando Verdasco…A primeira rodada do US Open tem sido um verdadeiro passeio para os favoritos. Todos eles venceram em sets diretos. Djoko se saiu muito bem contra o experiente croata Ivan Ljubicic (6-3, 6-1, 6-3), e Murray fez o feijão-com-arroz contra o imprevisível Ernests Gulbis (7-5, 6-3, 7-5). Nadal passou como quis por cima de Richard Gasquet (6-2, 6-2, 6-3). Os demais tiveram adversários tão inferiores a eles que nem vale a pena comentar.
A única “surpresa” até agora foi a derrota de Stanislas Wawrinka, que abriu 2-0 contra ao veterano Nicolas Lapentti e acabou entregando o jogo. Resultado: 4-6, 3-6, 7-6, 7-6, 6-3.

...e veteranos se despedem

Dois tenistas fora do comum disputaram hoje em Nova York sua última partida em torneios de Grand Slam. Marat Safin caiu contra o austríaco Jürgen Melzer, e Fabrice Santoro perdeu para Juan Carlos Ferrero.
O genial moscovita de 29 anos, campeão do Aberto dos Estados Unidos (2000) e do Aberto da Austrália (2005), deixará saudades, mas já estava na hora de parar. Tão talentoso quanto lunático, o homem que admitiu ter quebrado mais de 600 raquetes durante seus 12 anos de carreira já não tinha mais motivação para continuar. Alguns momentos inesquecíveis ficarão na memória, como a vitória contra Pete Sampras em sets diretos na decisão do US Open e principalmente a batalha de cinco sets vencida contra Federer nas semifinais do Australian de 2005, em um dos jogos mais eletrizantes das últimas décadas.
O francês de 36 anos, recordista absoluto em número de Grand Slams disputados (69!) também marcou para sempre a história do tênis. Um dos raros a bater o forehand com as duas mãos, compensou a falta de potência por uma ciência tática do jogo verdadeiramente excepcional. Quantos tenistas, inclusive os melhores do mundo, ele levou à loucura com seus incríveis golpes de mágica? O próprio Safin que o diga...

Bellucci salva o Brasil

Thiago Alves perdeu - logicamente - para Lleyton Hewitt (6-0, 6-3, 6-4), e Marcos Daniel decepcionou contra o argentino José Acasuso (6-2, 6-4, 6-3). Assim, Thomaz Bellucci será o único brazuca na segunda rodada do US Open, pelo menos na chave de simples. Hoje, o tenista de Tietê superou com autoridade o taiwanês Lu Yen-Hsun por 3-0, parciais de 6-2, 6-4 e 6-3, mostrando que está assumindo seu novo estatuto de campeão de um torneio do circuito principal. Seu próximo adversário será muito provavelmente o francês Gilles Simon, nono mundial. Vai ser uma batalha, mas acho que a vitória é possível. Força, Thomaz!