Já se sabe que Gaël Monfils, 10º mundial, é uma fera no tênis. Nesse vídeo, gravado no início de 2008, o francês mostra que também se vira bem no "paddle", um esporte muito parecido com o tênis que se joga com uma raquete tipo frescobol. Monfils faturou no ano passado o campeonato mundial de "paddle", disputado em Las Vegas, derrotando na final ninguém menos que Daryl Lemon, número um mundial da modalidade, por 7-5 e 7-6. O parisiense, que gosta mesmo é de dar um show, exagerou na comemoração, mostrando que apesar de ser gringo, tem samba no pé. Vejam o link!
http://video.aol.com/video-detail/gael-monfils-paddle-tennis-champion/373316349
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Ferreiro desponta em Buenos Aires
Depois da grande campanha de Thomaz Bellucci na semana passada no Brasil Open, outro brazuca está brilhando nas quadras de saibro sul-americanas: o gaúcho Franco Ferreiro bateu o uruguaio Pablo Cuevas por 6/2 e 6/4 e se classificou para as quartas-de-final do Torneio de Buenos Aires.
Ferreiro, 197º do Ranking de Entradas da ATP, teve que passar pelo qualifying para entrar na chave principal. Na estreia, ele eliminou de virada o espanhol Ivan Navarro Pastor por 1-6, 6-4 e 6-2, vencendo sua primeira partida no circuito principal.
O gaúcho, que vai fazer 25 anos em julho, obteve o melhor ranking de sua carreira em agosto passado, quando ocupou o 136º lugar. Este ano, antes da boa campanha em Buenos Aires, ele chegou às quartas-de-final do Aberto de São Paulo, um torneio da categoria Challenger.
O próximo adversário de Ferreiro ainda não está definido, mas já se sabe que será uma pedreira: ele vai pegar o vencedor do duelo entre o argentino Juan Ignacio Chela e o espanhol Tommy Robredo, campeão do Brasil Open em cima do Bellucci. Claro que é melhor enfrentar Chela, um ex-15º mundial que caiu para o 136º lugar do ranking, do que Robredo, que vem embalado pelo triunfo na Costa do Sauípe. Mas o argentino, que joga em casa e tem a torcida a seu favor, também é osso duro de roer. De qualquer forma, a semana de Ferreiro já rendeu além das esperanças. O que vier agora é lucro.
Ferreiro, 197º do Ranking de Entradas da ATP, teve que passar pelo qualifying para entrar na chave principal. Na estreia, ele eliminou de virada o espanhol Ivan Navarro Pastor por 1-6, 6-4 e 6-2, vencendo sua primeira partida no circuito principal.
O gaúcho, que vai fazer 25 anos em julho, obteve o melhor ranking de sua carreira em agosto passado, quando ocupou o 136º lugar. Este ano, antes da boa campanha em Buenos Aires, ele chegou às quartas-de-final do Aberto de São Paulo, um torneio da categoria Challenger.
O próximo adversário de Ferreiro ainda não está definido, mas já se sabe que será uma pedreira: ele vai pegar o vencedor do duelo entre o argentino Juan Ignacio Chela e o espanhol Tommy Robredo, campeão do Brasil Open em cima do Bellucci. Claro que é melhor enfrentar Chela, um ex-15º mundial que caiu para o 136º lugar do ranking, do que Robredo, que vem embalado pelo triunfo na Costa do Sauípe. Mas o argentino, que joga em casa e tem a torcida a seu favor, também é osso duro de roer. De qualquer forma, a semana de Ferreiro já rendeu além das esperanças. O que vier agora é lucro.
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
Curiosidades do tênis
Vejam só a criatividade dos irmãos americanos Brian e Dann Battistone. Eles desenharam uma raquete com duas empunhaduras, que segundo eles traz mais versatilidade, estabilidade, força e equilíbrio, permitindo usar igualmente os dois lados do corpo. Usando raquetes convencionais, Brian e Dann tentaram, sem sucesso, fazer carreira no tênis profissional. Agora, eles querem tentar de novo com sua nova ferramenta. Os irmãos estão tão empolgados que já até patentearam sua "two-handled racket". Diz Dann que antes de uma partida de duplas, sempre têm de aturar a gozação dos adversários, mas que depois, quando ganham, a história é outra. Além disso, os irmãos têm outra arma secreta: o "saque-vôlei" de Brian. Confiram!
http://www.youtube.com/watch?v=BzNr90XZ05A
http://www.youtube.com/watch?v=BzNr90XZ05A
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Bellucci perde jogo, mas ganha moral
Infelizmente, o Brasil continua sem vencer um torneio ATP desde 2004. Na noite de sábado, o jovem Thomaz Bellucci não resistiu à pressão e foi logicamente derrotado pelo espanhol Tommy Robredo por 2-1, parciais de 6-3, 3-6 e 6-4, na final do Brasil Open.
Há, porém, vários motivos de felicidade nesta derrota. O primeiro é que Bellucci, que disputava sua primeira final em um ATP, não se acanhou e jogou de igual para igual com o 17º do mundo. Empurrado pela torcida, o paulista se soltou e ganhou vários pontos inacreditáveis, principalmente nos dois últimos sets, levando o público ao delírio.
O segundo é que Bellucci soube elevar seu nível de jogo quando foi preciso. Contra Robredo, ele jogou seu melhor tênis da semana. Perdeu a partida, mas ganhou moral, confiança, e sobretudo experiência. Acumular várias vitórias seguidas em torneios importantes é a única maneira de progredir, de subir no ranking, de passar de um nível "Top 100" a um nível "Top 50".
O garoto mostrou que tem tênis para crescer. Com apenas 21 anos, ele tem tempo de sobra para isso. Bate bem na bola, e tem uma ótima direita. Precisa agora ser mais regular, mais incisivo na rede e melhorar a parte física.
O terceiro motivo de alegria é que Bellucci é agora o 64º mundial, o melhor ranking de um tenista brasileiro desde agosto de 2005, quando Ricardo Mello rondava o Top 50.
Thomaz tem potencial, mas ainda é cedo para dizer se ele tem tênis suficiente para ser o novo Guga que o Brasil espera. Guga, ex-número um mundial e tricampeão do Aberto da França, foi um monstro, um fenômeno daqueles que surgem apenas uma vez por século em um país com pouca tradição no tênis como o Brasil. Bellucci mostrou que tem tênis para entrar no grupo dos 50, talvez dos 40 melhores do mundo. Para chegar onde o Guga chegou, ele ainda tem muito, mas muito saibro para comer.
Há, porém, vários motivos de felicidade nesta derrota. O primeiro é que Bellucci, que disputava sua primeira final em um ATP, não se acanhou e jogou de igual para igual com o 17º do mundo. Empurrado pela torcida, o paulista se soltou e ganhou vários pontos inacreditáveis, principalmente nos dois últimos sets, levando o público ao delírio.
O segundo é que Bellucci soube elevar seu nível de jogo quando foi preciso. Contra Robredo, ele jogou seu melhor tênis da semana. Perdeu a partida, mas ganhou moral, confiança, e sobretudo experiência. Acumular várias vitórias seguidas em torneios importantes é a única maneira de progredir, de subir no ranking, de passar de um nível "Top 100" a um nível "Top 50".
O garoto mostrou que tem tênis para crescer. Com apenas 21 anos, ele tem tempo de sobra para isso. Bate bem na bola, e tem uma ótima direita. Precisa agora ser mais regular, mais incisivo na rede e melhorar a parte física.
O terceiro motivo de alegria é que Bellucci é agora o 64º mundial, o melhor ranking de um tenista brasileiro desde agosto de 2005, quando Ricardo Mello rondava o Top 50.
Thomaz tem potencial, mas ainda é cedo para dizer se ele tem tênis suficiente para ser o novo Guga que o Brasil espera. Guga, ex-número um mundial e tricampeão do Aberto da França, foi um monstro, um fenômeno daqueles que surgem apenas uma vez por século em um país com pouca tradição no tênis como o Brasil. Bellucci mostrou que tem tênis para entrar no grupo dos 50, talvez dos 40 melhores do mundo. Para chegar onde o Guga chegou, ele ainda tem muito, mas muito saibro para comer.
sábado, 14 de fevereiro de 2009
Brasil volta à final de um ATP
Quatro anos. Foi preciso esperar mais de quatro anos para ver novamente um brasileiro na final de um torneio da ATP, depois da vitória de Ricardo Mello em 2004 em Delray Beach. Sexta-feira, o paulista Thomaz Bellucci derrotou o português Frederico Gil por duplo 7-6 e se classificou para a final do Brasil Open, na Costa do Sauípe. Ele vai desafiar hoje à noite na grande decisão o espanhol Tommy Robredo, 19º do mundo.
Bellucci só tem 21 anos, e ainda tem muito espaço para crescer. Ele bate bem na bola, tem um bom forehand, mas peca pela irregularidade. Antes desta semana, ele nunca tinha passado da segunda rodada de um torneio da ATP em 15 participações. Para chegar à final do Brasil Open, o único tenista de peso que enfrentou foi o espanhol Juan Carlos Ferrero, um ex-número um mundial em decadência que não ganha mais títulos desde 2003.
O jogo contra Robredo, que como 95% dos espanhois gosta de cansar o adversário com longas trocas de bola do fundo da quadra, será um grande teste para Bellucci. A maior força de Robredo é a regularidade. Ele não brilha pelo talento, mas erra muito pouco. Foi assim que faturou, até agora, oito títulos da ATP, inclusive o Masters Series de Hamburgo. Para vencer esse jogo, o brasileiro vai ter que ser ousado e agressivo, manter a cabeça no lugar, tentar subir o máximo possível à rede para quebrar o ritmo do espanhol, e usar a força da torcida a seu favor, como, aliás, tem feito muito bem até agora. Boa sorte, Thomaz!
Bellucci só tem 21 anos, e ainda tem muito espaço para crescer. Ele bate bem na bola, tem um bom forehand, mas peca pela irregularidade. Antes desta semana, ele nunca tinha passado da segunda rodada de um torneio da ATP em 15 participações. Para chegar à final do Brasil Open, o único tenista de peso que enfrentou foi o espanhol Juan Carlos Ferrero, um ex-número um mundial em decadência que não ganha mais títulos desde 2003.
O jogo contra Robredo, que como 95% dos espanhois gosta de cansar o adversário com longas trocas de bola do fundo da quadra, será um grande teste para Bellucci. A maior força de Robredo é a regularidade. Ele não brilha pelo talento, mas erra muito pouco. Foi assim que faturou, até agora, oito títulos da ATP, inclusive o Masters Series de Hamburgo. Para vencer esse jogo, o brasileiro vai ter que ser ousado e agressivo, manter a cabeça no lugar, tentar subir o máximo possível à rede para quebrar o ritmo do espanhol, e usar a força da torcida a seu favor, como, aliás, tem feito muito bem até agora. Boa sorte, Thomaz!
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