Novak Djokovic devia estar torcendo muito por Gilles Simon, mas não teve jeito: o sérvio terá mesmo que enfrentar Jo-Wilfried Tsonga nas quartas-de-final do Masters 1000 de Miami.
‘Nole’ e ‘Jo’ já se enfrentaram cinco vezes no circuito profissional, e o francês levou a melhor nas quatro últimas. O sérvio ganhou o primeiro confronto, o mais importante, ao se impor na decisão do Aberto da Austrália de 2008. Todas as partidas foram em quadras rápidas.
Depois de um início de temporada medíocre, Djokovic finalmente começou a jogar o que sabe. Aparentemente adaptado à nova raquete, vem destruindo seus adversários um após o outro na Flórida. Depois de Frank Dancevic (6-3, 6-2) e Paul-Henri Mathieu (6-4, 6-1), o terceiro mundial atropelou o perigoso tcheco Tomas Berdych (6-3, 6-2).
Tsonga decepcionou em Indian Wells, mas já arrebatou dois títulos da ATP em 2009, ambos em quadras rápidas. Em Miami, o francês humilhou o veterano Agustín Calleri (6-1, 6-1), passou pelo qualifyer Robert Kendrick (7-5, 6-4) e superou seu amigo Gilles Simon depois de um primeiro set tenso (6-7, 6-3, 6-2).
O sexto duelo entre os dois tenistas aparece desde já como o choque mais equilibrado destas quartas-de-final. Djokovic, que tenta o bi em Miami, vai chegar mordido em quadra, pronto para arrebentar. Tsonga já mostrou que tem atitude, e não vai deixar barato. Acho que o sérvio vai levar a melhor desta vez, mas uma coisa é certa: os dois ainda vão se cruzar muitas vezes no circuito.
Quem vai parar Andy Murray? O escocês deixou apenas um game ao sérvio Viktor Troicki, varrido da quadra em menos de uma hora. Seu adversário nas quartas-de-final, seja ele Radek Stepanek ou Fernando Verdasco, vai ter que jogar muito, mas muito mesmo, para tirar o britânico do caminho de Rafael Nadal.
terça-feira, 31 de março de 2009
segunda-feira, 30 de março de 2009
A ressurreição de Dent
Aos 27 anos, Taylor Dent está de volta ao mundo do tênis. O californiano de Newport Beach escolheu a Flórida, mais especificamente o Masters 1000 de Miami, como cenário para sua ressurreição.
Dent passou mais de dois anos com graves problemas nas costas e quase foi obrigado a encerrar definitivamente sua carreira. Ex-21º mundial e atualmente 467º do Ranking de Entradas, ele deixou as quadras em 2006, quando estava no auge, e só recomeçou a jogar em maio do ano passado. Em 2009, disputou seis torneios antes de chegar à Flórida, perdendo sempre na primeira ou na segunda rodada.
Em Miami, furou o qualifying, arrasou o brasileiro Ricardo Mello, ganhou de virada de Nicolas Almagro, 20º mundial, salvando um match-point, e se impôs com autoridade a Tommy Robredo, 15º do mundo, classificando-se às oitavas-de-final.
O filho do ex-tenista australiano Phil Dent - vice-campeão do Aberto da Austrália em 1974 - é um cara interessante de se ver jogar. Poucos tenistas são tão ofensivos quanto ele. Os adeptos do mais puro estilo saque-voleio são cada vez mais raros no circuito profissional. Entre os 50 primeiros do ranking, há apenas um: o tcheco Radek Stepanek.
É bem provável que a grande campanha de Dent em Miami pare nas oitavas-de-final, já que quem o aguarda agora é ninguém menos que Roger Federer. Os dois se enfrentaram apenas uma vez, muitos anos atrás, no circuito juvenil, e o americano levou a melhor. É claro que o suíço, que por sinal está jogando muito mais em Miami do que em Indian Wells, é o grande favorito deste confronto, mas é bom ele ficar esperto, porque Taylor está embalado e não tem absolutamente nada a perder.
Dent passou mais de dois anos com graves problemas nas costas e quase foi obrigado a encerrar definitivamente sua carreira. Ex-21º mundial e atualmente 467º do Ranking de Entradas, ele deixou as quadras em 2006, quando estava no auge, e só recomeçou a jogar em maio do ano passado. Em 2009, disputou seis torneios antes de chegar à Flórida, perdendo sempre na primeira ou na segunda rodada.
Em Miami, furou o qualifying, arrasou o brasileiro Ricardo Mello, ganhou de virada de Nicolas Almagro, 20º mundial, salvando um match-point, e se impôs com autoridade a Tommy Robredo, 15º do mundo, classificando-se às oitavas-de-final.
O filho do ex-tenista australiano Phil Dent - vice-campeão do Aberto da Austrália em 1974 - é um cara interessante de se ver jogar. Poucos tenistas são tão ofensivos quanto ele. Os adeptos do mais puro estilo saque-voleio são cada vez mais raros no circuito profissional. Entre os 50 primeiros do ranking, há apenas um: o tcheco Radek Stepanek.
É bem provável que a grande campanha de Dent em Miami pare nas oitavas-de-final, já que quem o aguarda agora é ninguém menos que Roger Federer. Os dois se enfrentaram apenas uma vez, muitos anos atrás, no circuito juvenil, e o americano levou a melhor. É claro que o suíço, que por sinal está jogando muito mais em Miami do que em Indian Wells, é o grande favorito deste confronto, mas é bom ele ficar esperto, porque Taylor está embalado e não tem absolutamente nada a perder.
domingo, 29 de março de 2009
Sossego para os favoritos em Miami
O Masters 1000 de Miami já está na terceira rodada, e quase todos os resultados correspondem, por enquanto, às previsões. Rafael Nadal, Roger Federer e Novak Djokovic passearam em quadra contra, respectivamente, o russo Teimuraz Gabashvili (6-2, 6-2), o americano Kevin Kim (6-3, 6-2) e o canadense Frank Dancevic (6-3, 6-2). Já Andy Murray precisou suar a camisa para vencer o argentino Juan Monaco (4-6, 6-3, 6-2).
O americano Andy Roddick, que vem jogando muito bem neste início de temporada, arrasou o argentino Diego Junqueira (6-1, 6-1), mostrando que a colaboração com o treinador Larry Stefanski continua dando frutos.
Cabe destacar também as ótimas atuações de Gilles Simon (6-1 e 6-2 em cima de Lleyton Hewitt) e Jo-Wilfried Tsonga (6-1 e 6-1 sobre o veterano argentino Agustín Calleri). A vitória de Tsonga, por mais arrasadora que tenha sido, era esperada, já que o argentino, como 90% de seus conterrâneos, sempre se deu melhor no saibro. Já a de Simon sobre o ex-número um mundial surpreendeu pela facilidade. A tendência é que os dois franceses se encontrem nas oitavas para um duelo explosivo.
Houve algumas surpresas nas primeiras rodadas em Miami. O gigante croata Ivo Karlovic foi eliminado por Frederico Gil, a grande esperança do tênis luso, por duplo 6-4. O português de 24 anos está jogando o melhor tênis de sua carreira, com direito a semifinais em Johanesburgo e na Costa do Sauípe, mas é muito provável que isso não seja suficiente contra Nadal, seu próximo adversário em Miami.
David Nalbandian foi literalmente varrido da quadra pelo sérvio Viktor Troicki (6-1, 6-3), um resultado que pode parecer surpreendente pela grande diferença de nível que existe entre os dois tenistas, mas o talentoso argentino é conhecido por sua instabilidade em quadra e por sua espantosa propensão a perder para adversários muito inferiores a ele.
Para encerrar, a grande vitória de Taylor Dent, ex-número 21 do mundo que ficou parado mais de dois anos e caiu para o 467º lugar do ranking, sobre Nicolas Almagro, 20º mundial, merece todos os elogios. Dent, que furou o quali em Miami e arrasou Ricardo Mello na estréia, bateu Almagro por 2-6, 6-2 e 7-6, salvando um match-point. Ele tem agora pela frente outro espanhol, Tommy Robredo.
O americano Andy Roddick, que vem jogando muito bem neste início de temporada, arrasou o argentino Diego Junqueira (6-1, 6-1), mostrando que a colaboração com o treinador Larry Stefanski continua dando frutos.
Cabe destacar também as ótimas atuações de Gilles Simon (6-1 e 6-2 em cima de Lleyton Hewitt) e Jo-Wilfried Tsonga (6-1 e 6-1 sobre o veterano argentino Agustín Calleri). A vitória de Tsonga, por mais arrasadora que tenha sido, era esperada, já que o argentino, como 90% de seus conterrâneos, sempre se deu melhor no saibro. Já a de Simon sobre o ex-número um mundial surpreendeu pela facilidade. A tendência é que os dois franceses se encontrem nas oitavas para um duelo explosivo.
Houve algumas surpresas nas primeiras rodadas em Miami. O gigante croata Ivo Karlovic foi eliminado por Frederico Gil, a grande esperança do tênis luso, por duplo 6-4. O português de 24 anos está jogando o melhor tênis de sua carreira, com direito a semifinais em Johanesburgo e na Costa do Sauípe, mas é muito provável que isso não seja suficiente contra Nadal, seu próximo adversário em Miami.
David Nalbandian foi literalmente varrido da quadra pelo sérvio Viktor Troicki (6-1, 6-3), um resultado que pode parecer surpreendente pela grande diferença de nível que existe entre os dois tenistas, mas o talentoso argentino é conhecido por sua instabilidade em quadra e por sua espantosa propensão a perder para adversários muito inferiores a ele.
Para encerrar, a grande vitória de Taylor Dent, ex-número 21 do mundo que ficou parado mais de dois anos e caiu para o 467º lugar do ranking, sobre Nicolas Almagro, 20º mundial, merece todos os elogios. Dent, que furou o quali em Miami e arrasou Ricardo Mello na estréia, bateu Almagro por 2-6, 6-2 e 7-6, salvando um match-point. Ele tem agora pela frente outro espanhol, Tommy Robredo.
terça-feira, 24 de março de 2009
Rumo a Miami Beach
O Masters 1000 de Miami, o segundo da temporada, começa amanhã. Todos os grandes nomes do circuito estão garantidos, com exceção de Nikolay Davydenko, o atual campeão, que ainda não se recuperou de uma lesão no pé.
Muito mais badalado que o torneio de Indian Wells, o Masters 1000 de Miami, às vezes considerado o quinto Grand Slam, é um dos eventos favoritos dos tenistas, sobretudo dos que curtem a agitada vida noturna da cidade. Nas quadras, o piso sintético é mais lento que o de Indian Wells. O calor é o mesmo, mas o clima é muito mais úmido, tornando as bolas mais pesadas.
O sol da Flórida costuma inspirar os tenistas locais. O Rei de Miami é Andre Agassi, que faturou o torneio nada menos que seis vezes entre 1990 e 2003, sendo três consecutivas (1990, 1995, 1996, 2001, 2002, 2003). Pete Sampras levantou a taça três vezes (1993, 1994, 2000), Jim Courier e Michael Chang venceram uma vez cada um, respectivamente em 1991 e 1992, e Andy Roddick foi o campeão em 2004.
Roger Federer triunfou em 2005 e 2006, e vai tentar o tri. Rafael Nadal, que acaba de faturar o Masters 1000 de Indian Wells pela segunda vez, nunca venceu em Miami. O espanhol chegou à final duas vezes, em 2005 e no ano passado. Dizer que Nadal se apresenta como o favorito do torneio é chover no molhado, mas é bom lembrar que pouquíssimos tenistas conseguiram faturar Indian Wells e Miami no mesmo ano. Apenas três conseguiram a façanha: Sampras em 1994, Agassi em 2001, e Federer em 2005 e 2006. Os dois torneios são separados por apenas alguns dias, e o acúmulo de jogos é muito desgastante fisicamente. Novak Djokovic, campeão em Indian Wells no ano passado, perdeu na sequência na primeira rodada em Miami.
Outro favorito óbvio é Andy Murray, que desta vez está na chave do Nadal (ou seja, só pode enfrentar Federer na final). Completamente recuperado da virose que o impediu de estar 100% nas primeiras rodadas em Indian Wells, o escocês tem várias pedreiras no caminho como Mardy Fish, David Nalbandian, Fernando González ou Radek Stepanek, e principalmente Fernando Verdasco, seu algoz no Aberto da Austrália. Se superar todos esses obstáculos, pegará Nadal nas semifinais, num choque eletrizante entre os dois melhores tenistas da temporada 2009.
Thomaz Bellucci e Ricardo Mello são as esperanças brasileiras em Miami. Ambos já passaram pela primeira rodada do quali e encaram, respectivamente, o alemão Simon Greul (113º) e o americano Vincent Spadea (111º) por uma vaga na chave principal.
Muito mais badalado que o torneio de Indian Wells, o Masters 1000 de Miami, às vezes considerado o quinto Grand Slam, é um dos eventos favoritos dos tenistas, sobretudo dos que curtem a agitada vida noturna da cidade. Nas quadras, o piso sintético é mais lento que o de Indian Wells. O calor é o mesmo, mas o clima é muito mais úmido, tornando as bolas mais pesadas.
O sol da Flórida costuma inspirar os tenistas locais. O Rei de Miami é Andre Agassi, que faturou o torneio nada menos que seis vezes entre 1990 e 2003, sendo três consecutivas (1990, 1995, 1996, 2001, 2002, 2003). Pete Sampras levantou a taça três vezes (1993, 1994, 2000), Jim Courier e Michael Chang venceram uma vez cada um, respectivamente em 1991 e 1992, e Andy Roddick foi o campeão em 2004.
Roger Federer triunfou em 2005 e 2006, e vai tentar o tri. Rafael Nadal, que acaba de faturar o Masters 1000 de Indian Wells pela segunda vez, nunca venceu em Miami. O espanhol chegou à final duas vezes, em 2005 e no ano passado. Dizer que Nadal se apresenta como o favorito do torneio é chover no molhado, mas é bom lembrar que pouquíssimos tenistas conseguiram faturar Indian Wells e Miami no mesmo ano. Apenas três conseguiram a façanha: Sampras em 1994, Agassi em 2001, e Federer em 2005 e 2006. Os dois torneios são separados por apenas alguns dias, e o acúmulo de jogos é muito desgastante fisicamente. Novak Djokovic, campeão em Indian Wells no ano passado, perdeu na sequência na primeira rodada em Miami.
Outro favorito óbvio é Andy Murray, que desta vez está na chave do Nadal (ou seja, só pode enfrentar Federer na final). Completamente recuperado da virose que o impediu de estar 100% nas primeiras rodadas em Indian Wells, o escocês tem várias pedreiras no caminho como Mardy Fish, David Nalbandian, Fernando González ou Radek Stepanek, e principalmente Fernando Verdasco, seu algoz no Aberto da Austrália. Se superar todos esses obstáculos, pegará Nadal nas semifinais, num choque eletrizante entre os dois melhores tenistas da temporada 2009.
Thomaz Bellucci e Ricardo Mello são as esperanças brasileiras em Miami. Ambos já passaram pela primeira rodada do quali e encaram, respectivamente, o alemão Simon Greul (113º) e o americano Vincent Spadea (111º) por uma vaga na chave principal.
segunda-feira, 23 de março de 2009
Altos e baixos em Indian Wells
O Masters 1000 de Indian Wells, o primeiro da temporada, terminou com a consagração de Rafael Nadal, que atropelou um inexistente Andy Murray por 6-1 e 6-2 numa final perturbada por fortes ventos.
A seguir um breve resumo dos altos e baixos do torneio:
Em alta
Rafael Nadal: O espanhol faturou domingo em Indian Wells o 33º título de sua carreira, o segundo da temporada depois do Aberto da Austrália, e aumentou ainda mais sua vantagem sobre Roger Federer no ranking da ATP. O tenista de Mallorca está em outro planeta, e parece mais invencível do que nunca. Além de sua conhecida capacidade de superação, mostrou também uma grande faculdade de adaptação ao domar os fortes ventos que varreram o deserto californiano no domingo para passar por cima de Murray.
Andy Murray: Sem jogar tudo que sabe, o escocês chegou à final do Masters 1000 de Indian Wells e se aproximou mais ainda do terceiro lugar, ainda ocupado por Novak Djokovic. Afetado por uma virose em Dubai, Murray não chegou a Indian Wells nas melhores condições, mas mesmo assim conseguiu derrotar Federer nas semifinais. Ele ostenta agora um retrospecto de seis vitórias em oito jogos contra o suíço. Já na final, foi literalmente varrido da quadra por Nadal.
Andy Roddick: O americano foi o único ‘Top 10’ a mostrar seu melhor tênis em Indian Wells, eliminando David Ferrer e Novak Djokovic antes de fazer jogo duro com Nadal nas semifinais do torneio. A boa campanha na Califórnia rendeu a ‘A-Rod’ o sexto lugar do ranking mundial.
Em baixa
Roger Federer: O tricampeão de Indian Wells (2004, 2005, 2006) chegou aos trancos e barrancos às semifinais, onde foi parado por um Murray que nem precisou jogar muito bem para vencer por 6-3, 4-6 e 6-2. O terceiro set da partida foi uma verdadeira calamidade, com inúmeros erros não forçados e - o que é mais preocupante - uma evidente falta de vontade. O número dois mundial precisa reagir, e rápido.
Novak Djokovic: O sérvio, campeão em Indian Wells no ano passado, foi a maior decepção do torneio. Lento, dispersivo, e errando muito, o terceiro do mundo foi atropelado por Roddick nas quartas-de-final, e poderia até ter perdido para Stanislas Wawrinka nas oitavas. Apesar de sua vitória em Dubai, ‘Nole’ ainda não se adaptou à nova raquete, e continua longe do jogador talentoso e irreverente que encantou o mundo do tênis no primeiro semestre de 2008.
Tênis francês: Os ‘mosqueteiros’ franceses não foram bem em Indian Wells. Todos eles foram eliminados antes das oitavas-de-final. Gaël Monfils perdeu na segunda rodada para o americano John Isner, e Gilles Simon, Jo-Wilfried Tsonga e Richard Gasquet foram derrotados na terceira rodada por, respectivamente, Ivan Ljubicic, Igor Andreev e Fernando Verdasco.
Fora de Indian Wells, cabe destacar a ótima campanha de Marcos Daniel no Challenger de Marrakech, disputado em quadras de saibro e com premiação total de 135.000 dólares. O gaúcho faturou o título ao derrotar, de virada, o argelino Lamine Ouahab, com parciais de 4-6, 7-5 e 6-2. Com a vitória, o brasileiro ganhou 21 posições e está de volta ao Top 100, no 93º lugar.
A seguir um breve resumo dos altos e baixos do torneio:
Em alta
Rafael Nadal: O espanhol faturou domingo em Indian Wells o 33º título de sua carreira, o segundo da temporada depois do Aberto da Austrália, e aumentou ainda mais sua vantagem sobre Roger Federer no ranking da ATP. O tenista de Mallorca está em outro planeta, e parece mais invencível do que nunca. Além de sua conhecida capacidade de superação, mostrou também uma grande faculdade de adaptação ao domar os fortes ventos que varreram o deserto californiano no domingo para passar por cima de Murray.
Andy Murray: Sem jogar tudo que sabe, o escocês chegou à final do Masters 1000 de Indian Wells e se aproximou mais ainda do terceiro lugar, ainda ocupado por Novak Djokovic. Afetado por uma virose em Dubai, Murray não chegou a Indian Wells nas melhores condições, mas mesmo assim conseguiu derrotar Federer nas semifinais. Ele ostenta agora um retrospecto de seis vitórias em oito jogos contra o suíço. Já na final, foi literalmente varrido da quadra por Nadal.
Andy Roddick: O americano foi o único ‘Top 10’ a mostrar seu melhor tênis em Indian Wells, eliminando David Ferrer e Novak Djokovic antes de fazer jogo duro com Nadal nas semifinais do torneio. A boa campanha na Califórnia rendeu a ‘A-Rod’ o sexto lugar do ranking mundial.
Em baixa
Roger Federer: O tricampeão de Indian Wells (2004, 2005, 2006) chegou aos trancos e barrancos às semifinais, onde foi parado por um Murray que nem precisou jogar muito bem para vencer por 6-3, 4-6 e 6-2. O terceiro set da partida foi uma verdadeira calamidade, com inúmeros erros não forçados e - o que é mais preocupante - uma evidente falta de vontade. O número dois mundial precisa reagir, e rápido.
Novak Djokovic: O sérvio, campeão em Indian Wells no ano passado, foi a maior decepção do torneio. Lento, dispersivo, e errando muito, o terceiro do mundo foi atropelado por Roddick nas quartas-de-final, e poderia até ter perdido para Stanislas Wawrinka nas oitavas. Apesar de sua vitória em Dubai, ‘Nole’ ainda não se adaptou à nova raquete, e continua longe do jogador talentoso e irreverente que encantou o mundo do tênis no primeiro semestre de 2008.
Tênis francês: Os ‘mosqueteiros’ franceses não foram bem em Indian Wells. Todos eles foram eliminados antes das oitavas-de-final. Gaël Monfils perdeu na segunda rodada para o americano John Isner, e Gilles Simon, Jo-Wilfried Tsonga e Richard Gasquet foram derrotados na terceira rodada por, respectivamente, Ivan Ljubicic, Igor Andreev e Fernando Verdasco.
Fora de Indian Wells, cabe destacar a ótima campanha de Marcos Daniel no Challenger de Marrakech, disputado em quadras de saibro e com premiação total de 135.000 dólares. O gaúcho faturou o título ao derrotar, de virada, o argelino Lamine Ouahab, com parciais de 4-6, 7-5 e 6-2. Com a vitória, o brasileiro ganhou 21 posições e está de volta ao Top 100, no 93º lugar.
sábado, 21 de março de 2009
Adeus, Federer
Não será este ano que Roger Federer conquistará o tetracampeonato em Indian Wells. E pelo que se viu hoje na semifinal contra Andy Murray, que nem precisou jogar seu melhor tênis para vencer com parciais de 6-3, 4-6 e 6-2, talvez este quarto título nunca venha.Só um dado resume o que foi a partida: Federer cometeu nada menos que 46 erros não forçados, para menos de 20 ‘winners’. O terceiro set foi um verdadeiro desastre, um festival de erros do número dois do mundo. O ‘backhand’ do suíço, o melhor do circuito até pouco tempo atrás, foi literalmente para o espaço. E o pior: Federer nem parece mais se importar com isso. Seu lado emocional está abalado, e a impressão que ele passa é a de alguém que quer desistir, que perdeu qualquer capacidade de revolta. Agora, além de ser freguês de Rafael Nadal, também virou freguês do Murray, com seis derrotas em oito jogos contra o escocês. O rei do tênis ainda não parece estar disposto a recuperar sua coroa. Com 27 anos, ele não tem mais tempo a perder, se quiser realmente entrar para a história do esporte como o melhor tenista de todos os tempos.
quinta-feira, 19 de março de 2009
Deus da Raça
Ontem à noite, nas oitavas-de-final do Masters 1000 de Indian Wells, Nadal mostrou mais uma vez porque é o número um do mundo. O espanhol é um guerreiro, daqueles que não se entregam nunca. É o Rondinelli do tênis. Um autêntico Deus da Raça.
David Nalbandian, que ostentava o retrospecto invejável de duas vitórias (fáceis) em dois jogos contra o tenista de Mallorca, entrou em quadra cheio de confiança. Jogando muito, ele abriu uma vantagem de 6-3 e 5-3. O argentino teve nada menos que cinco match-points a seu favor para fechar o jogo. Nadal salvou quatro deles com bolas vencedoras. Atônito, o ‘hermano’ até conseguiu levar o set para o tie-break, mas perdeu e desabou completamente na terceira parcial, levando um pneu. Resultado final: 3-6, 7-6 (7/5), 6-0.
Como Roger Federer de 2004 a 2007, Nadal está atualmente em outro planeta. Ganha de todo mundo, em todos os pisos, sem necessariamente jogar bem. Sabe elevar seu nível de jogo nos momentos importantes, e tem uma capacidade de superação verdadeiramente fora do comum, como mostrou ao derrotar Federer no quinto set da decisão do Aberto da Austrália menos de dois dias depois de vencer uma semifinal antológica de mais de 5 horas contra Fernando Verdasco.
A meu ver, só um grave problema físico pode tirar o segundo título de Nadal em Indian Wells. Ou então o Federer de 2004 a 2007, que ainda não deu o ar de sua graça este ano na Califórnia.
David Nalbandian, que ostentava o retrospecto invejável de duas vitórias (fáceis) em dois jogos contra o tenista de Mallorca, entrou em quadra cheio de confiança. Jogando muito, ele abriu uma vantagem de 6-3 e 5-3. O argentino teve nada menos que cinco match-points a seu favor para fechar o jogo. Nadal salvou quatro deles com bolas vencedoras. Atônito, o ‘hermano’ até conseguiu levar o set para o tie-break, mas perdeu e desabou completamente na terceira parcial, levando um pneu. Resultado final: 3-6, 7-6 (7/5), 6-0.
Como Roger Federer de 2004 a 2007, Nadal está atualmente em outro planeta. Ganha de todo mundo, em todos os pisos, sem necessariamente jogar bem. Sabe elevar seu nível de jogo nos momentos importantes, e tem uma capacidade de superação verdadeiramente fora do comum, como mostrou ao derrotar Federer no quinto set da decisão do Aberto da Austrália menos de dois dias depois de vencer uma semifinal antológica de mais de 5 horas contra Fernando Verdasco.
A meu ver, só um grave problema físico pode tirar o segundo título de Nadal em Indian Wells. Ou então o Federer de 2004 a 2007, que ainda não deu o ar de sua graça este ano na Califórnia.
quarta-feira, 18 de março de 2009
Nadal 0 x 2 Nalbandian
Hoje à noite começam as oitavas-de-final do Masters 1000 de Indian Wells, com o confronto entre Rafael Nadal e David Nalbandian como principal atração.
O imprevisível argentino é um dos raros tenistas do circuito a poder ostentar um retrospecto positivo contra o número um do mundo. Foram duas vitórias em dois jogos, ambos disputados no fim de 2007. Mais do que vitórias, foram verdadeiras aulas de tênis: 6-1, 6-2 no Masters Series de Madri e 6-4, 6-0 no Masters Series de Paris. Nos dois casos, ele arrebatou o título.
Todos no circuito sabem do imenso potencial de Nalbandian, talvez o melhor tenista em atividade a nunca ter triunfado em um torneio de Grand Slam. O ponto forte do argentino, ex-número três do mundo, é a devolução de saque, um fundamento que não tem nenhum segredo para ele. Versátil, ele é capaz de jogar bem em todos os pisos, inclusive na grama de Wimbledon onde, para a surpresa geral, foi vice-campeão em 2002. Se estiver num dia bom, tem as armas para derrotar Nadal.
O problema de Nalbandian é a irregularidade. Capaz de derrotar os melhores (além de Nadal, já ganhou várias vezes de Roger Federer), ele também pode perder para tenistas muito inferiores a ele. O argentino peca um pouco por displicência nas quadras de tênis, mas nunca escondeu que sua verdadeira paixão é o esporte automobilístico.
Independentemente da atuação de Nalbandian, acho que vai dar Nadal hoje à noite em Indian Wells. O espanhol cresceu muito desde 2007, e está agora em outra dimensão. Além disso, vai entrar em quadra mordido e querendo revanche.
Nas outras partidas de oitavas-de-final, Federer pega o “freguês” Fernando González (11 vitórias em 12 jogos). O chileno vem de duas grandes vitórias sobre Lleyton Hewitt e James Blake, mas vai dar Federer. Outros palpites: Fernando Verdasco (contra Philipp Kohlschreiber), Andy Murray (contra Tommy Robredo), Andy Roddick (contra David Ferrer), e Novak Djokovic (contra Stanislas Wawrinka). Possível zebra: o gigante John Isner, 147º do mundo, que eliminou Gaël Monfils e Marat Safin e pega agora Juan Martin Del Potro, sexto cabeça-de-chave. O argentino ainda não convenceu em Indian Wells (só ganhou do inexpressivo Ryan Sweeting e do austríaco Jürgen Melzer após duras batalhas em três sets) e vai enfrentar um cara que não teve o saque quebrado uma única vez no torneio até agora.
O imprevisível argentino é um dos raros tenistas do circuito a poder ostentar um retrospecto positivo contra o número um do mundo. Foram duas vitórias em dois jogos, ambos disputados no fim de 2007. Mais do que vitórias, foram verdadeiras aulas de tênis: 6-1, 6-2 no Masters Series de Madri e 6-4, 6-0 no Masters Series de Paris. Nos dois casos, ele arrebatou o título.
Todos no circuito sabem do imenso potencial de Nalbandian, talvez o melhor tenista em atividade a nunca ter triunfado em um torneio de Grand Slam. O ponto forte do argentino, ex-número três do mundo, é a devolução de saque, um fundamento que não tem nenhum segredo para ele. Versátil, ele é capaz de jogar bem em todos os pisos, inclusive na grama de Wimbledon onde, para a surpresa geral, foi vice-campeão em 2002. Se estiver num dia bom, tem as armas para derrotar Nadal.
O problema de Nalbandian é a irregularidade. Capaz de derrotar os melhores (além de Nadal, já ganhou várias vezes de Roger Federer), ele também pode perder para tenistas muito inferiores a ele. O argentino peca um pouco por displicência nas quadras de tênis, mas nunca escondeu que sua verdadeira paixão é o esporte automobilístico.
Independentemente da atuação de Nalbandian, acho que vai dar Nadal hoje à noite em Indian Wells. O espanhol cresceu muito desde 2007, e está agora em outra dimensão. Além disso, vai entrar em quadra mordido e querendo revanche.
Nas outras partidas de oitavas-de-final, Federer pega o “freguês” Fernando González (11 vitórias em 12 jogos). O chileno vem de duas grandes vitórias sobre Lleyton Hewitt e James Blake, mas vai dar Federer. Outros palpites: Fernando Verdasco (contra Philipp Kohlschreiber), Andy Murray (contra Tommy Robredo), Andy Roddick (contra David Ferrer), e Novak Djokovic (contra Stanislas Wawrinka). Possível zebra: o gigante John Isner, 147º do mundo, que eliminou Gaël Monfils e Marat Safin e pega agora Juan Martin Del Potro, sexto cabeça-de-chave. O argentino ainda não convenceu em Indian Wells (só ganhou do inexpressivo Ryan Sweeting e do austríaco Jürgen Melzer após duras batalhas em três sets) e vai enfrentar um cara que não teve o saque quebrado uma única vez no torneio até agora.
segunda-feira, 16 de março de 2009
Inconstância tcheca
Uma semana depois de sua brilhante vitória contra a França na primeira rodada da Copa Davis, os tchecos Tomas Berdych e Radek Stepanek já se despediram do Masters 1000 de Indian Wells e mostraram, mais uma vez, que são tão talentosos quanto irregulares.
Tanto Stepanek como Berdych perderam para adversários de nível respeitável, mas ambos tiveram atuações abaixo da média. Radek, 18º mundial, foi derrotado por Sam Querrey, 49º, por 6-3 e 6-4, e Tomas, 22º do mundo, foi atropelado pelo sérvio Viktor Troicki (41º) com parciais de 6-3 e 6-1. O caso de Stepanek não é tão preocupante: aos 30 anos, ele está jogando o melhor tênis de sua carreira e já faturou dois títulos nesta temporada. Já Berdych precisa abrir o olho. Despontou como uma das maiores promessas do tênis mundial em 2005 ao conquistar o Masters Series de Paris quando tinha apenas 20 anos, mas está demorando para confirmar seu imenso potencial. Acorda, Tomas!
No mais, não houve grandes surpresas até agora em Indian Wells. Roger Federer e Novak Djokovic não jogaram bem, mas avançaram à terceira rodada derrotando, respectivamente, Marc Gicquel (7-6, 6-4) e Martin Vassalo Argüello (7-5, 6-4). Ambos vão ter que melhorar muito se quiserem vencer seus próximos jogos: Federer pega o gigante Ivo ‘Ace’ Karlovic, e Djokovic encara o alemão Tommy Haas. Já Rafael Nadal passou por cima do fraco Michael Berrer (6-2, 6-1) e terá um teste mais interessante na próxima fase, contra o russo Dmitry Tursunov. Não houve milagre para Thomaz Bellucci, o único brasileiro na chave principal, eliminado pelo espanhol Fernando Verdasco com parciais de 7-5 e 6-1.
Tanto Stepanek como Berdych perderam para adversários de nível respeitável, mas ambos tiveram atuações abaixo da média. Radek, 18º mundial, foi derrotado por Sam Querrey, 49º, por 6-3 e 6-4, e Tomas, 22º do mundo, foi atropelado pelo sérvio Viktor Troicki (41º) com parciais de 6-3 e 6-1. O caso de Stepanek não é tão preocupante: aos 30 anos, ele está jogando o melhor tênis de sua carreira e já faturou dois títulos nesta temporada. Já Berdych precisa abrir o olho. Despontou como uma das maiores promessas do tênis mundial em 2005 ao conquistar o Masters Series de Paris quando tinha apenas 20 anos, mas está demorando para confirmar seu imenso potencial. Acorda, Tomas!
No mais, não houve grandes surpresas até agora em Indian Wells. Roger Federer e Novak Djokovic não jogaram bem, mas avançaram à terceira rodada derrotando, respectivamente, Marc Gicquel (7-6, 6-4) e Martin Vassalo Argüello (7-5, 6-4). Ambos vão ter que melhorar muito se quiserem vencer seus próximos jogos: Federer pega o gigante Ivo ‘Ace’ Karlovic, e Djokovic encara o alemão Tommy Haas. Já Rafael Nadal passou por cima do fraco Michael Berrer (6-2, 6-1) e terá um teste mais interessante na próxima fase, contra o russo Dmitry Tursunov. Não houve milagre para Thomaz Bellucci, o único brasileiro na chave principal, eliminado pelo espanhol Fernando Verdasco com parciais de 7-5 e 6-1.
quarta-feira, 11 de março de 2009
Federer vem com tudo em Indian Wells
Rafael Nadal, Roger Federer e todas as maiores feras do circuito já estão na Califórnia, prontos para estrear, a partir de amanhã, no Torneio de Indian Wells. Ninguém quer ficar de fora do primeiro Masters Series (agora chamado Masters 1000) da temporada, o torneio mais importante desde o Aberto da Austrália, em janeiro.
O torneio acontece no deserto californiano. O clima é seco, e as quadras são rápidas. Ou seja, é o palco ideal para um retorno do mestre Roger Federer, que não ganha nada desde o Torneio de Basiléia, em outubro passado.
A última imagem que temos do suíço é a das lágrimas derramadas em Melbourne logo após a derrota - mais uma - para Nadal. Desde então, o suíço não pegou mais na raquete, pelo menos não no circuito da ATP.
Federer tem tudo para brilhar em Indian Wells. Em primeiro lugar, ele é o único tenista do circuito que levantou a taça do Masters 1000 californiano três vezes consecutivas (2004, 2005, 2006). O americano Michael Chang também ganhou três vezes, mas não em anos seguidos (1992, 1996, 1997).
Em segundo lugar, ele se apresenta com um novo treinador muito respeitado no mundo do tênis: Darren Cahill, que já trabalhou com Andre Agassi e Lleyton Hewitt, dois ex-líderes do ranking mundial.
Em terceiro lugar, ele tem uma chave razoável. Se ele se livrar da “máquina de aces” Ivo Karlovic na terceira rodada, pode pegar um de seus “fregueses” favoritos, James Blake, Fernando González ou talvez Lleyton Hewitt, nas oitavas. Nas quartas, pode ter que encarar Nikolay Davydenko (outro freguês), ou talvez Fernando Verdasco. Só enfrentaria Andy Murray nas semifinais, antes de medir forças com Novak Djokovic – o atual campeão do torneio – ou encarar Rafael Nadal pela 20ª vez no circuito profissional.
Salvo um problema de contusão, acho difícil o espanhol não chegar pelo menos à final. ‘Rafa’ está comendo a bola neste início de temporada, e não vejo quem pode derrotá-lo. Apesar de sua vitória no Torneio de Dubai, Djokovic não vem se adaptando bem à nova raquete e não deve faturar o bi em Indian Wells. Resta Andy Murray, que não disputou a Copa Davis no fim de semana passado por causa de uma virose. Outras apostas: Jo-Wilfried Tsonga, Radek Stepanek e Marin Cilic, que já arrebataram dois títulos da ATP cada um nesta temporada, todos eles em quadras rápidas.
E os brazucas? Thomaz Bellucci e Ricardo Mello passaram pela primeira rodada do qualifying e ainda estão vivos em Indian Wells. Bellucci tem agora um jogo teoricamente fácil contra o espanhol Marc Lopez, e Mello vai ter que jogar seu melhor tênis para superar o americano Robert Kendrick. Thiago Alves perdeu na primeira rodada do quali para o alemão Tobias Clemens.
O torneio acontece no deserto californiano. O clima é seco, e as quadras são rápidas. Ou seja, é o palco ideal para um retorno do mestre Roger Federer, que não ganha nada desde o Torneio de Basiléia, em outubro passado.
A última imagem que temos do suíço é a das lágrimas derramadas em Melbourne logo após a derrota - mais uma - para Nadal. Desde então, o suíço não pegou mais na raquete, pelo menos não no circuito da ATP.
Federer tem tudo para brilhar em Indian Wells. Em primeiro lugar, ele é o único tenista do circuito que levantou a taça do Masters 1000 californiano três vezes consecutivas (2004, 2005, 2006). O americano Michael Chang também ganhou três vezes, mas não em anos seguidos (1992, 1996, 1997).
Em segundo lugar, ele se apresenta com um novo treinador muito respeitado no mundo do tênis: Darren Cahill, que já trabalhou com Andre Agassi e Lleyton Hewitt, dois ex-líderes do ranking mundial.
Em terceiro lugar, ele tem uma chave razoável. Se ele se livrar da “máquina de aces” Ivo Karlovic na terceira rodada, pode pegar um de seus “fregueses” favoritos, James Blake, Fernando González ou talvez Lleyton Hewitt, nas oitavas. Nas quartas, pode ter que encarar Nikolay Davydenko (outro freguês), ou talvez Fernando Verdasco. Só enfrentaria Andy Murray nas semifinais, antes de medir forças com Novak Djokovic – o atual campeão do torneio – ou encarar Rafael Nadal pela 20ª vez no circuito profissional.
Salvo um problema de contusão, acho difícil o espanhol não chegar pelo menos à final. ‘Rafa’ está comendo a bola neste início de temporada, e não vejo quem pode derrotá-lo. Apesar de sua vitória no Torneio de Dubai, Djokovic não vem se adaptando bem à nova raquete e não deve faturar o bi em Indian Wells. Resta Andy Murray, que não disputou a Copa Davis no fim de semana passado por causa de uma virose. Outras apostas: Jo-Wilfried Tsonga, Radek Stepanek e Marin Cilic, que já arrebataram dois títulos da ATP cada um nesta temporada, todos eles em quadras rápidas.
E os brazucas? Thomaz Bellucci e Ricardo Mello passaram pela primeira rodada do qualifying e ainda estão vivos em Indian Wells. Bellucci tem agora um jogo teoricamente fácil contra o espanhol Marc Lopez, e Mello vai ter que jogar seu melhor tênis para superar o americano Robert Kendrick. Thiago Alves perdeu na primeira rodada do quali para o alemão Tobias Clemens.
domingo, 8 de março de 2009
Viva España, au revoir les Bleus
Como era de se esperar, a Espanha derrotou a Sérvia neste fim de semana na primeira rodada da Copa Davis. Foi até um pouco mais fácil que o previsto para os espanhóis, que venceram por 4-1 nas quadras de saibro de Benidorm. Na verdade, a Sérvia perdeu o confronto já na sexta-feira, logo no primeiro jogo de simples, quando Novak Djokovic caiu diante de David Ferrer. Ou alguém duvidava que Rafael Nadal, jogando em casa e no piso de saibro, ganharia suas duas partidas de simples? Os sérvios só levaram o ponto das duplas, graças principalmente ao excelente Nenad Zimonjic. Djokovic, que não foi bem na sexta-feira, bem que tentou se redimir neste domingo contra Nadal, mas não houve milagre. Apesar de um bom segundo set, em que alternou pancadas de direita com deixadas muito bem executadas, ‘Nole’ falhou nos pontos importantes, tendo o saque quebrado nos dois primeiros sets quando o placar estava em 4-4. Não deu outra: ‘Rafa’ venceu por 6-4, 6-4 e 6-1. A Espanha, atual campeã da Davis, também não deverá ter problemas nas quartas-de-final já que pegará, em casa, a Alemanha, que ganhou da Áustria por 3-2 na primeira rodada.
A Copa Davis já acabou para os “mosqueteiros” da França, eliminados por 3-2 pela República Tcheca nas quadras de carpete de Ostrava. Os franceses não jogaram mal, mas Tomas Berdych e, principalmente, Radek Stepanek, foram realmente superiores, e mereceram a vitória. Além disso, a inexperiência atrapalhou. Gilles Simon, número um do país, disputava a Davis pela primeira vez e sentiu a pressão, perdendo seus dois jogos de simples. Também faltou entrosamento na dupla formada por Richard Gasquet e Mickaël Llodra, que nunca tinham jogado juntos antes. Quem não pareceu sentir a pressão foi o carismático Jo-Wilfried Tsonga, excepcional contra Stepanek na sexta-feira e que também deu o segundo ponto a sua equipe ao derrotar Jan Hernych no último jogo deste domingo, que já não valia mais nada. Embora não queira assumir este papel, Tsonga se firma cada vez mais como o líder deste time francês, que ainda vai dar muitas alegrias a seus torcedores no futuro. Como diz o capitão Guy Forget, “é só uma questão de tempo”.
A Rússia de Marat Safin é, por enquanto, o único país que venceu fora de casa nesta primeira rodada. Os russos passaram sem problemas pela Romênia e terão o confronto mais tranquilo das quartas-de-final, contra os veteranos suecos ou israelenses. Nem é preciso comentar os já esperados sacodes aplicados pela Argentina à Holanda e pela Croácia ao Chile (duas vitórias por 5-0). Nas quartas, a Argentina vai encarar a República Tcheca, e a Croácia aguarda a definição do duelo entre Estados Unidos e Suíça.
A Copa Davis já acabou para os “mosqueteiros” da França, eliminados por 3-2 pela República Tcheca nas quadras de carpete de Ostrava. Os franceses não jogaram mal, mas Tomas Berdych e, principalmente, Radek Stepanek, foram realmente superiores, e mereceram a vitória. Além disso, a inexperiência atrapalhou. Gilles Simon, número um do país, disputava a Davis pela primeira vez e sentiu a pressão, perdendo seus dois jogos de simples. Também faltou entrosamento na dupla formada por Richard Gasquet e Mickaël Llodra, que nunca tinham jogado juntos antes. Quem não pareceu sentir a pressão foi o carismático Jo-Wilfried Tsonga, excepcional contra Stepanek na sexta-feira e que também deu o segundo ponto a sua equipe ao derrotar Jan Hernych no último jogo deste domingo, que já não valia mais nada. Embora não queira assumir este papel, Tsonga se firma cada vez mais como o líder deste time francês, que ainda vai dar muitas alegrias a seus torcedores no futuro. Como diz o capitão Guy Forget, “é só uma questão de tempo”.
A Rússia de Marat Safin é, por enquanto, o único país que venceu fora de casa nesta primeira rodada. Os russos passaram sem problemas pela Romênia e terão o confronto mais tranquilo das quartas-de-final, contra os veteranos suecos ou israelenses. Nem é preciso comentar os já esperados sacodes aplicados pela Argentina à Holanda e pela Croácia ao Chile (duas vitórias por 5-0). Nas quartas, a Argentina vai encarar a República Tcheca, e a Croácia aguarda a definição do duelo entre Estados Unidos e Suíça.
sábado, 7 de março de 2009
Polêmicas no tênis
O mundo do tênis sempre procurou ficar longe das polêmicas, mas tem sido abalado recentemente por um fator geopolítico que nada tem a ver com o esporte. A equipe de Israel, que enfrenta a Suécia em Malmö na primeira rodada da Copa Davis, está disputando suas partidas a portas fechadas por decisão das autoridades locais, que temem uma reação violenta da importante comunidade muçulmana da cidade. Quase 200 pessoas protestaram sexta-feira diante do Baltic Hall de Malmö contra a presença dos tenistas israelenses, por causa do massacre recente de palestinos na Faixa de Gaza. Os manifestantes voltaram em número maior neste sábado e chegaram a detonar bombas do lado de fora do complexo esportivo, precisando ser contidos pela polícia.
Esta não é a primeira vez que o conflito no Oriente Médio invade as quadras de tênis. No início do ano, a tenista israelense Shahar Peer foi vaiada no Torneio de Auckland, e no mês passado, ela foi impedida de disputar o Torneio de Dubai pelas autoridades sauditas, que se negaram a lhe conceder um visto.
A decisão contra Shahar Peer teve tanta repercussão (o Wall Street Journal chegou a retirar seu patrocínio) que o Torneio de Dubai foi forçado a se redimir, concedendo um visto ao duplista israelense Andy Ram. A ATP precisa coibir esses casos com a máxima severidade, por exemplo, retirando do circuito todos os torneios que tomarem tal atitude, para que os atletas, alheios à política e que só querem jogar tênis, não sejam prejudicados.
"Nandrolino"
A invasão da política é a última de uma série de polêmicas que abalou nos últimos anos o outrora tão polido mundo do tênis. No início dos anos 2000, foram revelados os primeiros casos de doping, que envolveram principalmente jogadores argentinos. O primeiro a cair foi Juan Ignacio Chela, em 2000. Dois anos depois, Guillermo Coria, que viria a ser o número três do mundo, foi pego com o anabolizante nandrolona, o que lhe rendeu no circuito o apelido pouco invejável de “Nandrolino”. Depois vieram Guillermo Cañas, banido por dois anos do esporte, e Mariano Puerta, vice-campeão de Roland Garros em 2004. As autoridades do esporte reagiram aplicando duras punições aos culpados e multiplicando os controles antidoping, inclusive durante as férias, algo que tem desagradado profundamente aos tenistas.
Também surgiram recentemente suspeitas de manipulação de resultados. Em 2007, o russo Nikolay Davydenko, quinto mundial, foi acusado de perder propositalmente um jogo contra o então desconhecido argentino Martin Vassalo Argüello, em quem uma quantia absurda de dinheiro havia sido apostada. Davydenko acabou sendo absolvido pela ATP. Mais uma vez, as autoridades reagiram, proibindo todos os tenistas de apostar, inclusive em partidas alheias. Vários jogadores italianos foram pegos e tiveram que cumprir suspensão e pagar multas.
Hooligans na Austrália
No ano passado, as primeiras brigas de torcidas, tão banalizadas no futebol, chegaram ao tênis, tendo como palco principal o Aberto da Austrália. Hooligans gregos, chilenos, sérvios, croatas e bósnios se enfrentaram a garrafadas e cadeiradas nos dois últimos anos em Melbourne.
O tênis sempre fez de tudo para se manter longe destas mazelas, tão comuns em outros esportes. A ATP e a Federação Internacional de Tênis (ITF) tomaram atitudes drásticas para coibir o doping e as apostas ilegais, e as medidas vêm, pelo menos em aparência, dando resultados. Falta agora resolver o problema da violência, e impedir que o esporte seja afetado por questões políticas. Isso parece mais complicado, até porque o poder da ATP e da ITF é limitado exclusivamente à esfera do tênis. Bons tempos aqueles em que os principais motivos de polêmica eram os shorts fluorescentes e os cabelos compridos do americano Andre Agassi.
Esta não é a primeira vez que o conflito no Oriente Médio invade as quadras de tênis. No início do ano, a tenista israelense Shahar Peer foi vaiada no Torneio de Auckland, e no mês passado, ela foi impedida de disputar o Torneio de Dubai pelas autoridades sauditas, que se negaram a lhe conceder um visto.
A decisão contra Shahar Peer teve tanta repercussão (o Wall Street Journal chegou a retirar seu patrocínio) que o Torneio de Dubai foi forçado a se redimir, concedendo um visto ao duplista israelense Andy Ram. A ATP precisa coibir esses casos com a máxima severidade, por exemplo, retirando do circuito todos os torneios que tomarem tal atitude, para que os atletas, alheios à política e que só querem jogar tênis, não sejam prejudicados.
"Nandrolino"
A invasão da política é a última de uma série de polêmicas que abalou nos últimos anos o outrora tão polido mundo do tênis. No início dos anos 2000, foram revelados os primeiros casos de doping, que envolveram principalmente jogadores argentinos. O primeiro a cair foi Juan Ignacio Chela, em 2000. Dois anos depois, Guillermo Coria, que viria a ser o número três do mundo, foi pego com o anabolizante nandrolona, o que lhe rendeu no circuito o apelido pouco invejável de “Nandrolino”. Depois vieram Guillermo Cañas, banido por dois anos do esporte, e Mariano Puerta, vice-campeão de Roland Garros em 2004. As autoridades do esporte reagiram aplicando duras punições aos culpados e multiplicando os controles antidoping, inclusive durante as férias, algo que tem desagradado profundamente aos tenistas.
Também surgiram recentemente suspeitas de manipulação de resultados. Em 2007, o russo Nikolay Davydenko, quinto mundial, foi acusado de perder propositalmente um jogo contra o então desconhecido argentino Martin Vassalo Argüello, em quem uma quantia absurda de dinheiro havia sido apostada. Davydenko acabou sendo absolvido pela ATP. Mais uma vez, as autoridades reagiram, proibindo todos os tenistas de apostar, inclusive em partidas alheias. Vários jogadores italianos foram pegos e tiveram que cumprir suspensão e pagar multas.
Hooligans na Austrália
No ano passado, as primeiras brigas de torcidas, tão banalizadas no futebol, chegaram ao tênis, tendo como palco principal o Aberto da Austrália. Hooligans gregos, chilenos, sérvios, croatas e bósnios se enfrentaram a garrafadas e cadeiradas nos dois últimos anos em Melbourne.
O tênis sempre fez de tudo para se manter longe destas mazelas, tão comuns em outros esportes. A ATP e a Federação Internacional de Tênis (ITF) tomaram atitudes drásticas para coibir o doping e as apostas ilegais, e as medidas vêm, pelo menos em aparência, dando resultados. Falta agora resolver o problema da violência, e impedir que o esporte seja afetado por questões políticas. Isso parece mais complicado, até porque o poder da ATP e da ITF é limitado exclusivamente à esfera do tênis. Bons tempos aqueles em que os principais motivos de polêmica eram os shorts fluorescentes e os cabelos compridos do americano Andre Agassi.
quinta-feira, 5 de março de 2009
Espanha x Sérvia é destaque da abertura da Davis
O duelo entre a Espanha de Rafael Nadal e a Sérvia de Novak Djokovic tem tudo para ser a principal atração da primeira rodada da Copa Davis 2009, que começa amanhã e vai até domingo. Jogando em casa, na cidade de Benidorm, no piso de saibro, a Espanha, atual campeã da Davis, é sem dúvida a favorita deste confronto, mas a Sérvia pode surpreender. Além de Novak, ela tem um dos melhores duplistas do mundo, Nenad Zimonjic.
O confronto entre República Tcheca e França deve ser o mais equilibrado desta primeira rodada. Os tchecos Radek Stepanek e Tomas Berdych são grandes jogadores e jogam em casa, no piso sintético (bem mais rápido que o saibro). Stepanek já ganhou dois torneios este ano e está em plena confiança, e seu jogo ofensivo baseado no saque-voleio é particularmente eficiente em quadras rápidas. Berdych é meio instável emocionalmente, mas se estiver num dia bom pode ganhar de qualquer um. Contudo, a França tem um time dos sonhos, o melhor de sua história recente (ver postagem anterior sobre o tênis francês). É muito difícil prever um vencedor, mas vou arriscar França.
Com o desfalque de Roger Federer, o duelo entre EUA e Suíça perdeu muito de seu interesse. Jogando em casa, os EUA de Andy Roddick, James Blake e Bob e Mike Bryan, os melhores duplistas do mundo, devem arrasar os suíços.
Mesmo sem seus melhores jogadores, Juan Martin Del Potro e David Nalbandian, a Argentina, vice-campeã em 2008, deve atropelar a fraca Holanda no saibro de Buenos Aires. Jogando em casa, em quadras rápidas, a Croácia dos exímios sacadores Mario Ancic, Marin Cilic e Ivo Karlovic também não deverá ter problemas contra um Chile desfalcado de sua maior estrela, Fernando González. No duelo entre Romênia e Rússia, e apesar da ausência de Nikolay Davydenko, fico com a Rússia do talentoso e imprevisível Marat Safin, que costuma crescer na Davis. Os dois outros confrontos, Alemanha-Áustria e Suécia-Israel, são bem equilibrados e, pelo menos do meu ponto de vista, pouco empolgantes. A Suécia ainda se destacou negativamente ao tomar a decisão de disputar as partidas a portas fechadas, temendo incidentes provocados pela forte comunidade muçulmana da cidade de Malmö.
O confronto entre República Tcheca e França deve ser o mais equilibrado desta primeira rodada. Os tchecos Radek Stepanek e Tomas Berdych são grandes jogadores e jogam em casa, no piso sintético (bem mais rápido que o saibro). Stepanek já ganhou dois torneios este ano e está em plena confiança, e seu jogo ofensivo baseado no saque-voleio é particularmente eficiente em quadras rápidas. Berdych é meio instável emocionalmente, mas se estiver num dia bom pode ganhar de qualquer um. Contudo, a França tem um time dos sonhos, o melhor de sua história recente (ver postagem anterior sobre o tênis francês). É muito difícil prever um vencedor, mas vou arriscar França.
Com o desfalque de Roger Federer, o duelo entre EUA e Suíça perdeu muito de seu interesse. Jogando em casa, os EUA de Andy Roddick, James Blake e Bob e Mike Bryan, os melhores duplistas do mundo, devem arrasar os suíços.
Mesmo sem seus melhores jogadores, Juan Martin Del Potro e David Nalbandian, a Argentina, vice-campeã em 2008, deve atropelar a fraca Holanda no saibro de Buenos Aires. Jogando em casa, em quadras rápidas, a Croácia dos exímios sacadores Mario Ancic, Marin Cilic e Ivo Karlovic também não deverá ter problemas contra um Chile desfalcado de sua maior estrela, Fernando González. No duelo entre Romênia e Rússia, e apesar da ausência de Nikolay Davydenko, fico com a Rússia do talentoso e imprevisível Marat Safin, que costuma crescer na Davis. Os dois outros confrontos, Alemanha-Áustria e Suécia-Israel, são bem equilibrados e, pelo menos do meu ponto de vista, pouco empolgantes. A Suécia ainda se destacou negativamente ao tomar a decisão de disputar as partidas a portas fechadas, temendo incidentes provocados pela forte comunidade muçulmana da cidade de Malmö.
quarta-feira, 4 de março de 2009
França volta a brilhar no tênis mundial
Há muito tempo que a França não esteve tão bem no tênis mundial. Mais de 80 anos depois dos “mousquetaires” René Lacoste, Jean Borotra, Henri Cochet e Jacques Brugnon, mais de 20 anos depois de Yannick Noah – até hoje o último francês a ter vencido um torneio de Grand Slam (Roland Garros em 1983) – e Henri Leconte, a França tem seus novos mosqueteiros: Gilles Simon, Gaël Monfils, Richard Gasquet e Jo-Wilfried Tsonga.
Os dois primeiros estão no Top 10, Tsonga é o 11º e Gasquet, depois de chegar ao oitavo lugar, caiu para 25º. A França não tinha dois tenistas no Top 10 desde Noah e Leconte, em 1986.
Grandes amigos fora das quadras, os quatro são da mesma geração, treinaram e cresceram juntos no tênis profissional. Cada um tem suas características próprias, mas uma coisa é certa: a França nunca esteve tão perto de voltar a brilhar nos torneios de Grand Slam e na Copa Davis, que ganhou pela última vez em 2001. Aliás, os quatro mosqueteiros foram convocados pelo capitão Guy Forget para a primeira rodada da Davis 2009, que acontece neste fim de semana.
Tsonga, o líder
Tsonga, 23 anos, aparece como o líder do grupo. Muito carismático, ele ganhou o apelido de “Mohammed Ali” (a lenda do boxe) no início do ano passado, quando foi o vice-campeão do Aberto da Austrália, perdendo na final para Novak Djokovic. Na semifinal, ele literalmente passou por cima de Rafael Nadal (6/2, 6/3, 6/2), que confessou depois nunca ter tomado tal surra antes em um torneio de Grand Slam. Tsonga tem as qualidades de um Andy Roddick (potente forehand e saque avassalador) só que, ao contrário do americano, também se vira muito bem na rede e tem ótima movimentação. Mas o ponto forte de Tsonga é mesmo a confiança, algo que tem faltado aos tenistas franceses nos últimos tempos. Ele tem uma mentalidade de vencedor, entra em quadra com atitude, para arrebentar. Já faturou quatro ATPs na carreira, dois deles este ano (Johanesburgo e Marselha), perdendo apenas uma final, no ano passado na Austrália. O maior ponto fraco de Tsonga é seu próprio corpo: ele já sofreu várias lesões, algumas graves, durante sua carreira.
Simon, o esforçado
Dos quatro “mosqueteiros”, Simon, 24 anos, era o que despertava menos interesse. Com seu porte físico pouco atlético e seu jogo pouco espetacular, ninguém apostava que ele subiria tão alto na hierarquia do tênis mundial. Mas os resultados falam por si: o francês de Nice já ganhou cinco títulos da ATP, três deles no ano passado, e já é o oitavo mundial. Sua principal qualidade é a persistência: ele vai em todas as bolas, coloca tudo na quadra e acaba cansando o adversário. Sua maior virtude é saber acelerar o jogo no momento certo, depois de colocar seu oponente em ritmo lento com uma longa troca de bolas sem potência. Bom conhecedor do jogo, excelente na parte tática, ele já derrotou ninguém menos que os dois melhores do mundo, Roger Federer e Rafael Nadal, e deu muito trabalho a Novak Djokovic na semana passada nas semifinais do Torneio de Dubai.
Monfils, o irreverente
Grande esperança do tênis mundial em 2004, quando faturou três dos quatro torneios de Grand Slam na categoria juvenil, o parisiense de 22 anos, nono mundial, demorou bastante para confirmar seu imenso potencial. Carismático, irreverente, ‘La Monf’, como é chamado por seus colegas, gosta mesmo é de fazer o espetáculo e divertir o público, à maneira de um Yannick Noah. Porém, ao contrário do ex-número um francês, Monfils ainda não ganhou nada, ou muito pouco, no circuito profissional: apenas um título ATP, conquistado em 2005 em Sopot, na Polônia, para...seis finais perdidas, a última delas na semana passada em Acapulco. A maior façanha do francês até agora foi ter alcançado as semifinais do Aberto da França no ano passado. Ele tem como pontos fortes um saque eficiente e, principalmente, uma excelente cobertura da quadra. Chegou a ser apelidado de “Sliderman” por seus deslizamentos constantes. Seu ponto fraco: uma certa displicência., que está tentando corrigir.
Gasquet, o artista
Gasquet, 22 anos, é sem sombra de dúvida o mais talentoso dos quatro. Apesar disso, é o que tem o ranking mais baixo (25º). Seu backhand com uma mão é um dos melhores do circuito, perdendo apenas, na minha opinião, para o do mestre Roger Federer. Versátil, ele já ganhou títulos em todos os pisos, saibro, grama e sintéticos. Ele tem cinco títulos na carreira e disputou seis finais. Ele foi um dos raros a derrotar Federer, em 2005 em Montecarlo, na época em que o suíço dominava totalmente o tênis mundial. Na verdade, o maior adversário de Gasquet é o próprio Gasquet. Apresentado desde os 15 anos como a maior promessa do tênis francês, ele teve de aguentar uma pressão enorme, e não soube lidar com ela. Isso ficou muito claro no ano passado, quando não faturou nenhum título e perdeu para tenistas muito inferiores a ele, dando sempre a impressão de querer desistir do jogo. Gasquet tem tudo para dar a volta por cima. A técnica dele já é perfeita. Precisa agora recolocar a cabeça no lugar e mostrar mais empenho e mais raça durante as partidas.
Os dois primeiros estão no Top 10, Tsonga é o 11º e Gasquet, depois de chegar ao oitavo lugar, caiu para 25º. A França não tinha dois tenistas no Top 10 desde Noah e Leconte, em 1986.
Grandes amigos fora das quadras, os quatro são da mesma geração, treinaram e cresceram juntos no tênis profissional. Cada um tem suas características próprias, mas uma coisa é certa: a França nunca esteve tão perto de voltar a brilhar nos torneios de Grand Slam e na Copa Davis, que ganhou pela última vez em 2001. Aliás, os quatro mosqueteiros foram convocados pelo capitão Guy Forget para a primeira rodada da Davis 2009, que acontece neste fim de semana.
Tsonga, o líder
Tsonga, 23 anos, aparece como o líder do grupo. Muito carismático, ele ganhou o apelido de “Mohammed Ali” (a lenda do boxe) no início do ano passado, quando foi o vice-campeão do Aberto da Austrália, perdendo na final para Novak Djokovic. Na semifinal, ele literalmente passou por cima de Rafael Nadal (6/2, 6/3, 6/2), que confessou depois nunca ter tomado tal surra antes em um torneio de Grand Slam. Tsonga tem as qualidades de um Andy Roddick (potente forehand e saque avassalador) só que, ao contrário do americano, também se vira muito bem na rede e tem ótima movimentação. Mas o ponto forte de Tsonga é mesmo a confiança, algo que tem faltado aos tenistas franceses nos últimos tempos. Ele tem uma mentalidade de vencedor, entra em quadra com atitude, para arrebentar. Já faturou quatro ATPs na carreira, dois deles este ano (Johanesburgo e Marselha), perdendo apenas uma final, no ano passado na Austrália. O maior ponto fraco de Tsonga é seu próprio corpo: ele já sofreu várias lesões, algumas graves, durante sua carreira.
Simon, o esforçado
Dos quatro “mosqueteiros”, Simon, 24 anos, era o que despertava menos interesse. Com seu porte físico pouco atlético e seu jogo pouco espetacular, ninguém apostava que ele subiria tão alto na hierarquia do tênis mundial. Mas os resultados falam por si: o francês de Nice já ganhou cinco títulos da ATP, três deles no ano passado, e já é o oitavo mundial. Sua principal qualidade é a persistência: ele vai em todas as bolas, coloca tudo na quadra e acaba cansando o adversário. Sua maior virtude é saber acelerar o jogo no momento certo, depois de colocar seu oponente em ritmo lento com uma longa troca de bolas sem potência. Bom conhecedor do jogo, excelente na parte tática, ele já derrotou ninguém menos que os dois melhores do mundo, Roger Federer e Rafael Nadal, e deu muito trabalho a Novak Djokovic na semana passada nas semifinais do Torneio de Dubai.
Monfils, o irreverente
Grande esperança do tênis mundial em 2004, quando faturou três dos quatro torneios de Grand Slam na categoria juvenil, o parisiense de 22 anos, nono mundial, demorou bastante para confirmar seu imenso potencial. Carismático, irreverente, ‘La Monf’, como é chamado por seus colegas, gosta mesmo é de fazer o espetáculo e divertir o público, à maneira de um Yannick Noah. Porém, ao contrário do ex-número um francês, Monfils ainda não ganhou nada, ou muito pouco, no circuito profissional: apenas um título ATP, conquistado em 2005 em Sopot, na Polônia, para...seis finais perdidas, a última delas na semana passada em Acapulco. A maior façanha do francês até agora foi ter alcançado as semifinais do Aberto da França no ano passado. Ele tem como pontos fortes um saque eficiente e, principalmente, uma excelente cobertura da quadra. Chegou a ser apelidado de “Sliderman” por seus deslizamentos constantes. Seu ponto fraco: uma certa displicência., que está tentando corrigir.
Gasquet, o artista
Gasquet, 22 anos, é sem sombra de dúvida o mais talentoso dos quatro. Apesar disso, é o que tem o ranking mais baixo (25º). Seu backhand com uma mão é um dos melhores do circuito, perdendo apenas, na minha opinião, para o do mestre Roger Federer. Versátil, ele já ganhou títulos em todos os pisos, saibro, grama e sintéticos. Ele tem cinco títulos na carreira e disputou seis finais. Ele foi um dos raros a derrotar Federer, em 2005 em Montecarlo, na época em que o suíço dominava totalmente o tênis mundial. Na verdade, o maior adversário de Gasquet é o próprio Gasquet. Apresentado desde os 15 anos como a maior promessa do tênis francês, ele teve de aguentar uma pressão enorme, e não soube lidar com ela. Isso ficou muito claro no ano passado, quando não faturou nenhum título e perdeu para tenistas muito inferiores a ele, dando sempre a impressão de querer desistir do jogo. Gasquet tem tudo para dar a volta por cima. A técnica dele já é perfeita. Precisa agora recolocar a cabeça no lugar e mostrar mais empenho e mais raça durante as partidas.
Assinar:
Postagens (Atom)