Um terremoto estremeceu a quadra central de Roland Garros. Rafael Nadal, tetracampeão invicto do Aberto da França, foi derrubado nas oitavas-de-final pelo sueco Robin Soderling, 25º mundial, por 3-1, parciais de 6-2, 6-7 (2/7), 6-4, 7-6 (7/2).
A derrota de hoje, a primeira do número um mundial no saibro de Roland Garros, encerrou uma série de 31 vitórias consecutivas no torneio parisiense.
Lento, irreconhecível, Nadal foi dominado do princípio ao fim da partida, pelo mesmo adversário a quem havia humilhado há um mês no Masters 1000 de Roma (6-1, 6-0). O espanhol não conseguiu encaixar seu jogo em nenhum momento. Nem passadas, nem winners de direita saíram de sua raquete. Ele também foi incapaz de mudar de tática para perturbar o sueco. Insistiu em jogar na direita do Soderling, que não duvidou em encher o braço, principalmente no primeiro set.
O fracasso de Nadal é uma enorme surpresa, já que o espanhol era mais favorito do que nunca ao título. E o número um mundial não perdeu para Novak Djokovic, Roger Federer ou Andy Murray: foi derrotado por um jogador que nunca brilhou nos torneios de Grand Slam e não costuma jogar bem no saibro.Com 24 anos, Soderling disputava as oitavas-de-final de um torneio de Grand Slam pela primeira vez. Em Roland Garros, fora eliminado quatro vezes na primeira ou na segunda rodada em cinco participações. Os três títulos da ATP que conquistou foram no piso sintético.
Robin Soderling não é unanimidade no circuito, longe disso. Ele teve atritos com vários jogadores, inclusive com Nadal. Tão aluado na quadra quanto na vida real, bate com força máxima em todas as bolas, inclusive no saque. Só dispara mísseis, sem qualquer discernimento. Em 75% dos casos, erra. Mas quando está num dia bom e começa a acertar...Adiós, campeón.
Nadal está fora. Djokovic está fora. E agora, Federer? Vai ou não vai?
domingo, 31 de maio de 2009
sábado, 30 de maio de 2009
Entreouvido em Roland Garros
“Nem meus pais sabem sempre onde estou”. Rafael Nadal, irritado com as novas regras antidoping que estipulam que os atletas têm que estar sempre à disposição para controles, inclusive durante as férias.
“Hoje em dia, quando você sai à noite, tudo pode acontecer. Você pode beijar uma menina que usou cocaína e pronto, sua carreira está acabada. É um bom amigo meu, o conheço bem, e estou convencido de que nunca consumiu cocaína”. Rafael Nadal, saindo em defesa de Richard Gasquet, suspenso preventivamente no início deste mês por ter sido flagrado no antidoping com cocaína.
“Estou gripado, com dor no joelho, e perdi”. Gilles Simon, reclamando da vida depois de ter sido eliminado na terceira rodada pelo romeno Victor Hanescu
“Eu sou especialista em belgas”. Jo-Wilfried Tsonga, brincando com os jornalistas na coletiva de quinta-feira, dois dias antes de massacrar o belga Christophe Rochus por triplo 6-2 e avançar às oitavas-de-final.
“Dá para ver que eu perdi, não tem mais lugar para ninguém aqui dentro”, Novak Djokovic, ironizando sobre a sala cheia de jornalistas na coletiva logo após sua derrota inesperada contra o alemão Philipp Kohlschreiber.
“Hoje em dia, quando você sai à noite, tudo pode acontecer. Você pode beijar uma menina que usou cocaína e pronto, sua carreira está acabada. É um bom amigo meu, o conheço bem, e estou convencido de que nunca consumiu cocaína”. Rafael Nadal, saindo em defesa de Richard Gasquet, suspenso preventivamente no início deste mês por ter sido flagrado no antidoping com cocaína.
“Estou gripado, com dor no joelho, e perdi”. Gilles Simon, reclamando da vida depois de ter sido eliminado na terceira rodada pelo romeno Victor Hanescu
“Eu sou especialista em belgas”. Jo-Wilfried Tsonga, brincando com os jornalistas na coletiva de quinta-feira, dois dias antes de massacrar o belga Christophe Rochus por triplo 6-2 e avançar às oitavas-de-final.
“Dá para ver que eu perdi, não tem mais lugar para ninguém aqui dentro”, Novak Djokovic, ironizando sobre a sala cheia de jornalistas na coletiva logo após sua derrota inesperada contra o alemão Philipp Kohlschreiber.
Fim de linha para Djokovic
Novak Djokovic, o segundo melhor jogador da temporada no saibro, já se despediu de Roland Garros. No resultado mais surpreendente do torneio até agora, o número quatro do mundo foi derrotado pelo alemão Philipp Kohlschreiber por 3-0, parciais de 6-4, 6-4, 6-4.
Segundo as próprias palavras do sérvio, foi uma partida em que nada deu certo. Kohlschreiber, 25 anos e 31º mundial, é conhecido por ser um bom jogador de saibro. Bate forte dos dois lados, e gosta das longas trocas de bola. Normalmente, erra mais. Hoje, manteve o controle do jogo o tempo inteiro. Para perturbar o alemão, 'Nole' teria que ter mudado de tática. Teria que ter sido mais agressivo e ido mais à rede, em vez de insistir em trocar bola do fundo da quadra. Cabisbaixo, sem nenhuma capacidade de reação, o vice-campeão dos Masters 1000 de Monte Carlo e Roma, semifinalista do Aberto da França nos dois últimos anos, saiu de Roland Garros pela porta dos fundos. Agora é levantar a cabeça e se preparar para Wimbledon.
No mais, todos os favoritos que jogaram neste sábado avançaram às oitavas. Roger Federer até perdeu o primeiro set para o francês Paul-Henri Mathieu, mas logo se recompôs e venceu por 4-6, 6-1, 6-4 e 6-4. Próximo adversário, o sempre imprevisível Tommy Haas. Vamos aos palpites?
Federer-Haas: Vai dar Federer. Se Haas jogar bem, pode até ganhar um set.
Roddick-Monfils: Jogo duro. 'LaMonf' é melhor que o americano no saibro e seria o favorito deste duelo, não fossem as dores nos joelhos que podem voltar a qualquer momento. O parisiense não está 100% fisicamente. Já, Roddick está tinindo e ainda não perdeu um set desde o início do torneio. Leve vantagem para 'A-Rod'.
Robredo-Kohlschreiber: Provavelmente o jogo menos empolgante das oitavas. Robredo é mais regular, mas o alemão está com tudo depois de sua vitória contra Djokovic. Vou apostar no fator confiança. Kohlschreiber nas quartas.
Tsonga-Del Potro: Agora sim! Um confronto de arrepiar, entre dois atletas em grande fase. Tem tudo para ser uma grande partida, a melhor dessas oitavas. O fator casa, com toda a torcida a favor, será determinante para o francês. A quadra central vai ferver. Não percam!
González-Hanescu: González. Duvido muito, mas muito mesmo, que Hanescu consiga parar o chileno.
Murray-Cilic: Cuidado com o croata, que vem jogando bem aqui em Paris. Pode pintar mais uma zebra.
Davydenko-Verdasco: Bom jogo, equilibrado. Seis meses atrás, teria apostado todas as minhas fichas no russo. Mas o espanhol não é mais o mesmo jogador desde que venceu a Copa Davis no fim do ano passado. Vai dar Verdasco.
Nadal-Soderling: Basta lembrar que na última vez que esses dois se enfrentaram, no início deste mês em Roma, Nadal humilhou o sueco, que não é nem de longe seu melhor amigo no circuito, por 6-1, 6-0. 'Rafa' vai surrar seu desafeto, por 3-0. E é bem capaz de rolar pneu.
Participem, deem seus palpites!
Segundo as próprias palavras do sérvio, foi uma partida em que nada deu certo. Kohlschreiber, 25 anos e 31º mundial, é conhecido por ser um bom jogador de saibro. Bate forte dos dois lados, e gosta das longas trocas de bola. Normalmente, erra mais. Hoje, manteve o controle do jogo o tempo inteiro. Para perturbar o alemão, 'Nole' teria que ter mudado de tática. Teria que ter sido mais agressivo e ido mais à rede, em vez de insistir em trocar bola do fundo da quadra. Cabisbaixo, sem nenhuma capacidade de reação, o vice-campeão dos Masters 1000 de Monte Carlo e Roma, semifinalista do Aberto da França nos dois últimos anos, saiu de Roland Garros pela porta dos fundos. Agora é levantar a cabeça e se preparar para Wimbledon.
No mais, todos os favoritos que jogaram neste sábado avançaram às oitavas. Roger Federer até perdeu o primeiro set para o francês Paul-Henri Mathieu, mas logo se recompôs e venceu por 4-6, 6-1, 6-4 e 6-4. Próximo adversário, o sempre imprevisível Tommy Haas. Vamos aos palpites?
Federer-Haas: Vai dar Federer. Se Haas jogar bem, pode até ganhar um set.
Roddick-Monfils: Jogo duro. 'LaMonf' é melhor que o americano no saibro e seria o favorito deste duelo, não fossem as dores nos joelhos que podem voltar a qualquer momento. O parisiense não está 100% fisicamente. Já, Roddick está tinindo e ainda não perdeu um set desde o início do torneio. Leve vantagem para 'A-Rod'.
Robredo-Kohlschreiber: Provavelmente o jogo menos empolgante das oitavas. Robredo é mais regular, mas o alemão está com tudo depois de sua vitória contra Djokovic. Vou apostar no fator confiança. Kohlschreiber nas quartas.
Tsonga-Del Potro: Agora sim! Um confronto de arrepiar, entre dois atletas em grande fase. Tem tudo para ser uma grande partida, a melhor dessas oitavas. O fator casa, com toda a torcida a favor, será determinante para o francês. A quadra central vai ferver. Não percam!
González-Hanescu: González. Duvido muito, mas muito mesmo, que Hanescu consiga parar o chileno.
Murray-Cilic: Cuidado com o croata, que vem jogando bem aqui em Paris. Pode pintar mais uma zebra.
Davydenko-Verdasco: Bom jogo, equilibrado. Seis meses atrás, teria apostado todas as minhas fichas no russo. Mas o espanhol não é mais o mesmo jogador desde que venceu a Copa Davis no fim do ano passado. Vai dar Verdasco.
Nadal-Soderling: Basta lembrar que na última vez que esses dois se enfrentaram, no início deste mês em Roma, Nadal humilhou o sueco, que não é nem de longe seu melhor amigo no circuito, por 6-1, 6-0. 'Rafa' vai surrar seu desafeto, por 3-0. E é bem capaz de rolar pneu.
Participem, deem seus palpites!
quinta-feira, 28 de maio de 2009
Panorama da França em Roland Garros
Os tenistas franceses costumam dizer que o Aberto da França é o torneio de Grand Slam mais difícil para eles. De fato, apesar do apoio incondicional do público, a pressão por resultados é gigantesca. Depois da Espanha, a França talvez seja o país mais relevante no cenário do tênis mundial. Todos os franceses sonham em ver um local triunfar novamente em Roland Garros, algo que não acontece desde 1983, ano da vitória do mítico Yannick Noah, reverenciado até hoje por uma legião de fãs.
Este ano, 19 franceses entraram na chave principal, 10 avançaram à segunda rodada, e sete se classificaram para a terceira. Vejamos a situação de todos eles.
Os mosqueteiros: Simon, Tsonga e Monfils
Gilles Simon: o número um da França ainda não se deparou com um adversário à altura. Longe de jogar seu melhor tênis, derrotou os norte-americanos Wayne Odesnik, 87º, e Robert Kendrick, 86º. Teve problemas contra o primeiro (3-6, 7-5, 6-2, 4-6, 6-3), e passou com tranquilidade pelo segundo (7-5, 6-0 e 6-1). Contra dois adversários tão parecidos, avessos ao saibro como todos os norte-americanos, chegar à terceira rodada era praticamente uma obrigação. O sétimo mundial vai encarar agora o romeno Victor Hanescu, 33º e bom jogador de saibro, que deverá dar mais trabalho. Se jogar o que sabe, o francês vai tirar de letra, antes de, talvez, desafiar o chileno Fernando González.
Jo-Wilfried Tsonga: o nono mundial quer provar a todos que pode jogar tão bem no saibro quanto nos outros pisos. Depois de uma primeira rodada “meia-bomba” contra seu compatriota Julien Benneteau (6-4, 3-6, 6-4, 6-4), Tsonga superou o argentino Juan Monaco, 68º e especialista do saibro, na base da raça, em um jogo duríssimo (7-5, 2-6, 6-1, 7-6). Jogando como jogou hoje, agressivo, subindo à rede e sacando bem, o francês pode ir longe neste torneio. Seu próximo adversário, o belga Christophe Rochus, 65º, será provavelmente um aperitivo antes de uma partida de oitavas-de-final potencialmente explosiva contra Juan Martin Del Potro.
Gaël Monfils: o terceiro francês do Top 10 mostrou que deixou suas dores nos joelhos para trás com vitórias claras sobre o norte-americano Bobby Reynolds (6-2, 6-3, 6-1) e o romeno Victor Crivoi (6-4, 6-3, 6-3), dois adversários tecnicamente limitados. Como Simon, passará por seu primeiro verdadeiro teste na terceira rodada, contra o austríaco Jürgen Melzer, 26º do ranking. Se as dores não voltarem, o parisiense tem tudo para vencer esse jogo. Com Andy Roddick como principal ameaça na sua chave, Monfils pode até chegar às quartas-de-final e medir forças com Roger Federer.
A confirmação: Jérémy Chardy
Tranquilamente, sem fazer alarde, Chardy vem ganhando espaço no tênis francês e mundial. Enquanto os mosqueteiros atraem os holofotes, o tenista do sul da França vai subindo aos poucos no ranking da ATP, onde ocupa agora o 39º lugar. Para Chardy, 2009 é o ano da confirmação. Ele chegou às oitavas em Roland Garros no ano passado, e tem tudo para repetir a façanha este ano. Vencedor do brasileiro Thiago Alves (6-2, 7-6, 6-3) e do italiano Simone Bolelli (6-2, 6-3, 4-6, 4-6, 6-1) nas duas primeiras rodadas, o tenista de 22 anos, dono de um saque potente e de um poderoso forehand, vai encarar agora o instável Tommy Haas, 31 anos e 63º mundial, que já não é nem sombra do grande jogador que era em 2002, quando chegou à vice-liderança do ranking mundial. Chardy provavelmente não passará mesmo das oitavas já que está na chave de Federer.
A incógnita: Paul-Henri Mathieu
Mathieu sempre gostou de contrariar os prognósticos. Anunciado como o novo grande talento do tênis francês em 2002, quando tinha apenas 20 anos e acabara de faturar consecutivamente os torneios de Moscou e Lyon, ‘PHM’ não ganhou mais nada até 2007, quando foi campeão em Casablanca e Gstaad. Atingiu o 12º lugar do ranking, o melhor de sua carreira, em 2008, depois de chegar às oitavas-de-final nos Abertos da Austrália e da França. O agora 35º mundial estreou bem em Roland Garros, com vitórias fáceis sobre os desconhecidos Laurent Recouderc (6-4, 6-4, 6-1) e Pablo Andujar (6-2, 6-3, 6-4). Próximo adversário: Roger Federer.
A zebra: Marc Gicquel
O francês de 32 anos, 46º mundial, tem como credenciais três finais de ATP 250 e o fato de ter disputado as oitavas-de-final do US Open em 2006. Ele foi responsável pelo maior massacre desta edição do Aberto da França até agora ao aplicar na primeira rodada 6-0, 6-0 e 6-4 no alemão Rainer Schüttler. Na segunda, ganhou, com mais dificuldades (6-4, 6-7, 7-6, 7-5) de outro alemão, Andreas Beck, e vai desafiar Andy Roddick na próxima fase. O norte-americano seria mais do que favorito em qualquer outro piso que o saibro, mas a terra batida nunca foi a praia dele. Se Gicquel tiver paciência e mantiver ao máximo a bola na quadra, pode até surpreender.
A surpresa: Josselin Ouanna
O tenista de 23 anos é a grande revelação francesa deste Roland Garros. Número 134 do ranking mundial, convidado pelos organizadores, derrotou o espanhol Marcel Granollers, 96º, e principalmente Marat Safin, 22º e ex-número um do mundo, em duas batalhas de cinco sets. A vitória épica contra Safin, por 7-6, 7-6, 4-6, 3-6 e 10-8, é por enquanto o ponto alto de sua carreira. Ouanna tem um imenso desafio pela frente já que vai pegar González na terceira rodada. A inexperiência do francês e o cansaço acumulado nas duas primeiras rodadas vão pesar muito na balança. Josselin é da mesma geração que Tsonga e Monfils, seus amigos desde a época em que treinavam juntos no INSEP, perto de Paris. Com certeza fará de tudo para mostrar que finalmente chegou a hora dele.
Este ano, 19 franceses entraram na chave principal, 10 avançaram à segunda rodada, e sete se classificaram para a terceira. Vejamos a situação de todos eles.
Os mosqueteiros: Simon, Tsonga e Monfils
Gilles Simon: o número um da França ainda não se deparou com um adversário à altura. Longe de jogar seu melhor tênis, derrotou os norte-americanos Wayne Odesnik, 87º, e Robert Kendrick, 86º. Teve problemas contra o primeiro (3-6, 7-5, 6-2, 4-6, 6-3), e passou com tranquilidade pelo segundo (7-5, 6-0 e 6-1). Contra dois adversários tão parecidos, avessos ao saibro como todos os norte-americanos, chegar à terceira rodada era praticamente uma obrigação. O sétimo mundial vai encarar agora o romeno Victor Hanescu, 33º e bom jogador de saibro, que deverá dar mais trabalho. Se jogar o que sabe, o francês vai tirar de letra, antes de, talvez, desafiar o chileno Fernando González.
Jo-Wilfried Tsonga: o nono mundial quer provar a todos que pode jogar tão bem no saibro quanto nos outros pisos. Depois de uma primeira rodada “meia-bomba” contra seu compatriota Julien Benneteau (6-4, 3-6, 6-4, 6-4), Tsonga superou o argentino Juan Monaco, 68º e especialista do saibro, na base da raça, em um jogo duríssimo (7-5, 2-6, 6-1, 7-6). Jogando como jogou hoje, agressivo, subindo à rede e sacando bem, o francês pode ir longe neste torneio. Seu próximo adversário, o belga Christophe Rochus, 65º, será provavelmente um aperitivo antes de uma partida de oitavas-de-final potencialmente explosiva contra Juan Martin Del Potro.
Gaël Monfils: o terceiro francês do Top 10 mostrou que deixou suas dores nos joelhos para trás com vitórias claras sobre o norte-americano Bobby Reynolds (6-2, 6-3, 6-1) e o romeno Victor Crivoi (6-4, 6-3, 6-3), dois adversários tecnicamente limitados. Como Simon, passará por seu primeiro verdadeiro teste na terceira rodada, contra o austríaco Jürgen Melzer, 26º do ranking. Se as dores não voltarem, o parisiense tem tudo para vencer esse jogo. Com Andy Roddick como principal ameaça na sua chave, Monfils pode até chegar às quartas-de-final e medir forças com Roger Federer.
A confirmação: Jérémy Chardy
Tranquilamente, sem fazer alarde, Chardy vem ganhando espaço no tênis francês e mundial. Enquanto os mosqueteiros atraem os holofotes, o tenista do sul da França vai subindo aos poucos no ranking da ATP, onde ocupa agora o 39º lugar. Para Chardy, 2009 é o ano da confirmação. Ele chegou às oitavas em Roland Garros no ano passado, e tem tudo para repetir a façanha este ano. Vencedor do brasileiro Thiago Alves (6-2, 7-6, 6-3) e do italiano Simone Bolelli (6-2, 6-3, 4-6, 4-6, 6-1) nas duas primeiras rodadas, o tenista de 22 anos, dono de um saque potente e de um poderoso forehand, vai encarar agora o instável Tommy Haas, 31 anos e 63º mundial, que já não é nem sombra do grande jogador que era em 2002, quando chegou à vice-liderança do ranking mundial. Chardy provavelmente não passará mesmo das oitavas já que está na chave de Federer.
A incógnita: Paul-Henri Mathieu
Mathieu sempre gostou de contrariar os prognósticos. Anunciado como o novo grande talento do tênis francês em 2002, quando tinha apenas 20 anos e acabara de faturar consecutivamente os torneios de Moscou e Lyon, ‘PHM’ não ganhou mais nada até 2007, quando foi campeão em Casablanca e Gstaad. Atingiu o 12º lugar do ranking, o melhor de sua carreira, em 2008, depois de chegar às oitavas-de-final nos Abertos da Austrália e da França. O agora 35º mundial estreou bem em Roland Garros, com vitórias fáceis sobre os desconhecidos Laurent Recouderc (6-4, 6-4, 6-1) e Pablo Andujar (6-2, 6-3, 6-4). Próximo adversário: Roger Federer.
A zebra: Marc Gicquel
O francês de 32 anos, 46º mundial, tem como credenciais três finais de ATP 250 e o fato de ter disputado as oitavas-de-final do US Open em 2006. Ele foi responsável pelo maior massacre desta edição do Aberto da França até agora ao aplicar na primeira rodada 6-0, 6-0 e 6-4 no alemão Rainer Schüttler. Na segunda, ganhou, com mais dificuldades (6-4, 6-7, 7-6, 7-5) de outro alemão, Andreas Beck, e vai desafiar Andy Roddick na próxima fase. O norte-americano seria mais do que favorito em qualquer outro piso que o saibro, mas a terra batida nunca foi a praia dele. Se Gicquel tiver paciência e mantiver ao máximo a bola na quadra, pode até surpreender.
A surpresa: Josselin Ouanna
O tenista de 23 anos é a grande revelação francesa deste Roland Garros. Número 134 do ranking mundial, convidado pelos organizadores, derrotou o espanhol Marcel Granollers, 96º, e principalmente Marat Safin, 22º e ex-número um do mundo, em duas batalhas de cinco sets. A vitória épica contra Safin, por 7-6, 7-6, 4-6, 3-6 e 10-8, é por enquanto o ponto alto de sua carreira. Ouanna tem um imenso desafio pela frente já que vai pegar González na terceira rodada. A inexperiência do francês e o cansaço acumulado nas duas primeiras rodadas vão pesar muito na balança. Josselin é da mesma geração que Tsonga e Monfils, seus amigos desde a época em que treinavam juntos no INSEP, perto de Paris. Com certeza fará de tudo para mostrar que finalmente chegou a hora dele.
segunda-feira, 25 de maio de 2009
Brasileiros caem em Roland Garros
O Brasil já está fora da chave de simples do Aberto da França. Os quatro tenistas do país foram eliminados nesta segunda-feira logo na primeira rodada do torneio. Os gaúchos Marcos Daniel e Franco Ferreiro deram trabalho a seus adversários respectivos, ambos espanhóis, e saíram da quadra de cabeça erguida. Já os paulistas Thomaz Bellucci e Thiago Alves decepcionaram.
Coube a Marcos Daniel, 30 anos e 97º do ranking, iniciar a jornada verde e amarela em Roland Garros. Diante dele, o Evereste: Rafael Nadal, número um mundial e tetracampeão invicto do Aberto da França.
Jogando sem nenhuma pressão, o tenista de Passo Fundo se aproveitou da lentidão do espanhol em encaixar seu jogo para acertar alguns belos golpes, sobretudo com a esquerda. Afiado, incisivo, cheio de vontade, jogou de igual para igual com o número um do mundo até a metade do segundo set.
Depois de perder a primeira parcial por 7-5, Daniel quebrou o serviço do Nadal logo no início do segundo set e abriu uma vantagem de 3-1, com saque a favor. Aí, sentiu a pressão e simplesmente parou de jogar, deixando o espanhol encerrar a partida por 7-5, 6-4 e 6-3. O guerreiro de Mallorca tem agora pela frente o russo Teimuraz Gabashvili, 72º do mundo.
Franco Ferreiro, 24 anos e 185º mundial, também fez bonito, em seu primeiro torneio de Grand Slam. Contra Feliciano Lopez, 30º mundial, o gaúcho cadenciou bem o jogo, não tremeu nos pontos importantes e abriu 2 sets a 0. Surpreso, o espanhol reagiu na base da raça - o que não é uma característica dele - e acabou virando a partida. Resultado final: 6-7 (3/7), 4-6, 7-6 (7/4), 7-5 e 6-2, depois de quatro horas e meia de jogo. Uma derrota que Ferreiro não vai esquecer tão cedo, mas que vai lhe dar moral no circuito.
Mais uma vez, Thomaz Bellucci, 21 anos e 119º do mundo, não correspondeu às expectativas. Abalado por câimbras na perna direita, o paulista desistiu no terceiro set, justamente quando estava ensaiando uma reação: depois de perder a primeira parcial por 6-4, vencera a segunda no tie-break. A terceira estava empatada em 5-5. Esta é a sétima vez consecutiva que Bellucci perde logo na primeira rodada de um torneio da ATP.
Thiago Alves, 27 anos e 117º mundial, só entrou na chave principal graças à desistência de última hora do alemão Bjorn Phau. Sem surpresa, foi derrotado pelo francês Jérémy Chardy, 39º do ranking. O paulista até deu algum trabalho no segundo set, mas perdeu mesmo por 3-0, parciais de 6-2, 7-6 (12/10) e 6-3. Cabe agora aos duplistas Marcelo Melo e André Sá, campeões em Kitzbühel domingo passado, fincar a bandeira do Brasil em Roland Garros.
No mais, não houve surpresas nesta segunda-feira em Paris. Roger Federer passou com tranquilidade pelo veterano espanhol Alberto Martin, com parciais de 6-3, 6-4 e 6-2. Próximo adversário: José Acasuso, da Argentina. Fernando González, Nikolay Davydenko e Andy Roddick também se garantiram na segunda rodada.
Coube a Marcos Daniel, 30 anos e 97º do ranking, iniciar a jornada verde e amarela em Roland Garros. Diante dele, o Evereste: Rafael Nadal, número um mundial e tetracampeão invicto do Aberto da França.
Jogando sem nenhuma pressão, o tenista de Passo Fundo se aproveitou da lentidão do espanhol em encaixar seu jogo para acertar alguns belos golpes, sobretudo com a esquerda. Afiado, incisivo, cheio de vontade, jogou de igual para igual com o número um do mundo até a metade do segundo set.
Depois de perder a primeira parcial por 7-5, Daniel quebrou o serviço do Nadal logo no início do segundo set e abriu uma vantagem de 3-1, com saque a favor. Aí, sentiu a pressão e simplesmente parou de jogar, deixando o espanhol encerrar a partida por 7-5, 6-4 e 6-3. O guerreiro de Mallorca tem agora pela frente o russo Teimuraz Gabashvili, 72º do mundo.
Franco Ferreiro, 24 anos e 185º mundial, também fez bonito, em seu primeiro torneio de Grand Slam. Contra Feliciano Lopez, 30º mundial, o gaúcho cadenciou bem o jogo, não tremeu nos pontos importantes e abriu 2 sets a 0. Surpreso, o espanhol reagiu na base da raça - o que não é uma característica dele - e acabou virando a partida. Resultado final: 6-7 (3/7), 4-6, 7-6 (7/4), 7-5 e 6-2, depois de quatro horas e meia de jogo. Uma derrota que Ferreiro não vai esquecer tão cedo, mas que vai lhe dar moral no circuito.
Mais uma vez, Thomaz Bellucci, 21 anos e 119º do mundo, não correspondeu às expectativas. Abalado por câimbras na perna direita, o paulista desistiu no terceiro set, justamente quando estava ensaiando uma reação: depois de perder a primeira parcial por 6-4, vencera a segunda no tie-break. A terceira estava empatada em 5-5. Esta é a sétima vez consecutiva que Bellucci perde logo na primeira rodada de um torneio da ATP.
Thiago Alves, 27 anos e 117º mundial, só entrou na chave principal graças à desistência de última hora do alemão Bjorn Phau. Sem surpresa, foi derrotado pelo francês Jérémy Chardy, 39º do ranking. O paulista até deu algum trabalho no segundo set, mas perdeu mesmo por 3-0, parciais de 6-2, 7-6 (12/10) e 6-3. Cabe agora aos duplistas Marcelo Melo e André Sá, campeões em Kitzbühel domingo passado, fincar a bandeira do Brasil em Roland Garros.
No mais, não houve surpresas nesta segunda-feira em Paris. Roger Federer passou com tranquilidade pelo veterano espanhol Alberto Martin, com parciais de 6-3, 6-4 e 6-2. Próximo adversário: José Acasuso, da Argentina. Fernando González, Nikolay Davydenko e Andy Roddick também se garantiram na segunda rodada.
sexta-feira, 22 de maio de 2009
Quem vai tirar o penta do Nadal?
Esta é a grande pergunta que vai agitar o complexo de Roland Garros a partir de domingo, quando começa o segundo Grand Slam da temporada. A briga para ganhar o direito de encarar o número um mundial na grande decisão do dia 7 de junho parece se resumir a dois nomes: Roger Federer e Novak Djokovic.
O suíço e o sérvio estão na mesma chave, e só podem se enfrentar nas semifinais. Melhor para ‘Nole’, que caiu na chave de ‘Rafa’ em 2006, 2007 e 2008.
Federer ganhou moral ao derrotar Nadal na final do Masters 1000 de Madri, na primeira vitória em mais de 18 meses sobre o homem que o desbancou da liderança do ranking mundial. Cabe ressaltar que dois fatores contribuíram, e muito, para a conquista deste título, o primeiro do suíço em 2009: a altitude, que tornou o jogo mais rápido, e o cansaço de Nadal, que tinha disputado uma maratona de quatro horas contra Djokovic nas semifinais. É inegável que este triunfo em Madri, na casa do arquirrival, fez muito bem ao número dois do mundo, mas ainda é cedo para falar em ressurreição. As condições de jogo em Roland Garros são muito diferentes das de Madri: o piso é muito mais lento, e exige muito mais dos atletas. Em Paris, Federer tem uma chave relativamente tranquila até as semifinais, com os norte-americanos James Blake e Andy Roddick como principais “ameaças”. Na estreia, pega o veterano espanhol Alberto Martin.
Djokovic se apresenta com o estatuto de segundo melhor jogador da temporada no saibro. Vice-campeão nos Masters 1000 de Monte Carlo e Roma, campeão em seu Torneio de Belgrado, o sérvio também brilhou em Madri, onde disputou uma semifinal antológica contra Nadal, com direito a três match-points. Se houver, de fato, uma semifinal contra Federer em Paris, 'Nole' contará com uma importante vantagem psicológica já que derrotou o suíço nas duas vezes em que se enfrentaram nesta temporada, a última delas no saibro de Roma. A chave do sérvio é um pouco mais difícil que a de Federer, com pedreiras como Tommy Robredo, Juan Monaco e principalmente Juan Martin Del Potro pelo caminho. Na primeira rodada, vai encarar o equatoriano Nicolas Lapentti.
Qualquer que seja o adversário, Nadal será o grande favorito para um inédito pentacampeonato em Roland Garros, onde segue invicto até hoje. Apesar da derrota em Madri, as estatísticas de Nadal na terra batida continuam assustadoras. Em 2009, o espanhol faturou três novos títulos (Monte Carlo, Barcelona e Roma), levando seu total a 25. Ganhou 19 das 20 partidas e 40 dos 44 sets que disputou. Desde 2005, seu balanço é de 150 vitórias para cinco derrotas. Além disso, Nadal nunca perdeu uma partida no melhor de três sets no piso de saibro.
Se vencer em Paris, Nadal será o primeiro tenista da história centenária do Aberto da França a levantar a taça cinco vezes seguidas, e o terceiro a conquistar o penta num torneio de Grand Slam, depois de Bjorn Borg (Wimbledon) e Roger Federer (Wimbledon, US Open).
A briga pelo título de Roland Garros parece mesmo se resumir a Nadal, Federer e Djokovic. O escocês Andy Murray, terceiro mundial, ainda não obteve resultados expressivos no saibro, apesar dos anos de treinamento em Barcelona e dos conselhos de Alex Corretja, vice-campeão do Aberto da França em 1998 e em 2001.
Três brazucas estão na chave principal do torneio. Thomaz Bellucci vai medir forças com o argentino Martin Vassalo Arguello, 51º mundial. O paulista tem jogo para ganhar, mas vai ter que suar a camisa. Franco Ferreiro vai desafiar o espanhol Feliciano Lopez, 30º, grande jogador, mas melhor nas quadras rápidas. Se estiver 100%, quem sabe, pode até surpreender. Já Marcos Daniel pegou o pior sorteio possível, e não vencerá nem que esteja 150%. Adivinhem quem será o adversário do gaúcho?
O suíço e o sérvio estão na mesma chave, e só podem se enfrentar nas semifinais. Melhor para ‘Nole’, que caiu na chave de ‘Rafa’ em 2006, 2007 e 2008.
Federer ganhou moral ao derrotar Nadal na final do Masters 1000 de Madri, na primeira vitória em mais de 18 meses sobre o homem que o desbancou da liderança do ranking mundial. Cabe ressaltar que dois fatores contribuíram, e muito, para a conquista deste título, o primeiro do suíço em 2009: a altitude, que tornou o jogo mais rápido, e o cansaço de Nadal, que tinha disputado uma maratona de quatro horas contra Djokovic nas semifinais. É inegável que este triunfo em Madri, na casa do arquirrival, fez muito bem ao número dois do mundo, mas ainda é cedo para falar em ressurreição. As condições de jogo em Roland Garros são muito diferentes das de Madri: o piso é muito mais lento, e exige muito mais dos atletas. Em Paris, Federer tem uma chave relativamente tranquila até as semifinais, com os norte-americanos James Blake e Andy Roddick como principais “ameaças”. Na estreia, pega o veterano espanhol Alberto Martin.
Djokovic se apresenta com o estatuto de segundo melhor jogador da temporada no saibro. Vice-campeão nos Masters 1000 de Monte Carlo e Roma, campeão em seu Torneio de Belgrado, o sérvio também brilhou em Madri, onde disputou uma semifinal antológica contra Nadal, com direito a três match-points. Se houver, de fato, uma semifinal contra Federer em Paris, 'Nole' contará com uma importante vantagem psicológica já que derrotou o suíço nas duas vezes em que se enfrentaram nesta temporada, a última delas no saibro de Roma. A chave do sérvio é um pouco mais difícil que a de Federer, com pedreiras como Tommy Robredo, Juan Monaco e principalmente Juan Martin Del Potro pelo caminho. Na primeira rodada, vai encarar o equatoriano Nicolas Lapentti.
Qualquer que seja o adversário, Nadal será o grande favorito para um inédito pentacampeonato em Roland Garros, onde segue invicto até hoje. Apesar da derrota em Madri, as estatísticas de Nadal na terra batida continuam assustadoras. Em 2009, o espanhol faturou três novos títulos (Monte Carlo, Barcelona e Roma), levando seu total a 25. Ganhou 19 das 20 partidas e 40 dos 44 sets que disputou. Desde 2005, seu balanço é de 150 vitórias para cinco derrotas. Além disso, Nadal nunca perdeu uma partida no melhor de três sets no piso de saibro.
Se vencer em Paris, Nadal será o primeiro tenista da história centenária do Aberto da França a levantar a taça cinco vezes seguidas, e o terceiro a conquistar o penta num torneio de Grand Slam, depois de Bjorn Borg (Wimbledon) e Roger Federer (Wimbledon, US Open).
A briga pelo título de Roland Garros parece mesmo se resumir a Nadal, Federer e Djokovic. O escocês Andy Murray, terceiro mundial, ainda não obteve resultados expressivos no saibro, apesar dos anos de treinamento em Barcelona e dos conselhos de Alex Corretja, vice-campeão do Aberto da França em 1998 e em 2001.
Três brazucas estão na chave principal do torneio. Thomaz Bellucci vai medir forças com o argentino Martin Vassalo Arguello, 51º mundial. O paulista tem jogo para ganhar, mas vai ter que suar a camisa. Franco Ferreiro vai desafiar o espanhol Feliciano Lopez, 30º, grande jogador, mas melhor nas quadras rápidas. Se estiver 100%, quem sabe, pode até surpreender. Já Marcos Daniel pegou o pior sorteio possível, e não vencerá nem que esteja 150%. Adivinhem quem será o adversário do gaúcho?
domingo, 17 de maio de 2009
Federer vence em Madri
Finalmente. Roger Federer voltou a vencer. O número dois mundial superou um exausto Rafael Nadal por duplo 6-4 neste domingo na decisão do torneio de Madri, conquistando seu primeiro título da temporada, o 58º de sua carreira e o 15º da categoria Masters 1000.
Federer teve os méritos de servir muito bem, e de jogar com seriedade. Nada mais. O espanhol estava visivelmente esgotado, tanto fisica como mentalmente, depois de sua maratona de quatro horas da véspera contra Novak Djokovic. Na verdade, Nadal perdeu para dois adversários: o sérvio fez 60% do trabalho do suíço.
Nadal perdeu. Nadal é humano. Mesmo acabado, fez questão de lutar até o fim. Não apenas porque jogava em Madri, diante de seu público, mas simplesmente porque é assim que ele é. Um grande tenista, e um grande atleta.
Para Federer, essa vitória vem no momento certo. Ao faturar seu primeiro ATP 1000 desde Cincinnati em 2007 e derrotar seu arquirrival pela primeira vez desde a Copa Masters daquele ano, o suíço se encheu de confiança antes do Aberto da França, mas também ganhou moral na perspectiva de Wimbledon, seu principal objetivo. Contudo, ainda é cedo para falar em ressurreição. Afinal, o número dois mundial teve em Madri uma chave bem tranquila até a final, com o tresloucado Robin Soderling na estreia, e James Blake e Andy Roddick, seus fregueses de carteirinha, nas duas rodadas seguintes. Juan Martin Del Potro ainda lhe fez o grande favor de eliminar Andy Murray nas quartas-de-final.
Esta vitória de Federer é boa não só para ele, mas também para o tênis. Todos sonham em voltar a assistir a partidas antológicas entre os dois melhores do mundo, como a final de Wimbledon de 2007. Para voltar a ser o 'Expresso Federer', o suíço precisa acumular títulos. Digamos que o triunfo de hoje o recolocou nos trilhos.
Uma semana depois de chegar às quartas-de-final do ATP 250 de Belgrado, Marcos Daniel faturou neste domingo o Challenger de Zagreb, derrotando na final o belga Olivier Rochus, ex-Top 30, por 6-3 e 6-4. Parece até que o gaúcho está fazendo de tudo para mostrar ao capitão Francisco Costa que ele estava errado ao rejeitar suas condições financeiras para disputar a Copa Davis.
Outro gaúcho, Marcelo Demoliner, brilhou este fim de semana nas quadras de tênis. Demoliner ganhou o Challenger de Blumenau, também disputado no piso de saibro, com uma vitória arrasadora (6-1, 6-1) sobre outro brasileiro, o paulista Rogério Silva. Parabéns para Marcelo, que faturou seu primeiro título no circuito profissional. Atual 398º do ranking, o tenista de 20 anos deve aparecer nos 300 na classificação desta segunda-feira.
Federer teve os méritos de servir muito bem, e de jogar com seriedade. Nada mais. O espanhol estava visivelmente esgotado, tanto fisica como mentalmente, depois de sua maratona de quatro horas da véspera contra Novak Djokovic. Na verdade, Nadal perdeu para dois adversários: o sérvio fez 60% do trabalho do suíço.
Nadal perdeu. Nadal é humano. Mesmo acabado, fez questão de lutar até o fim. Não apenas porque jogava em Madri, diante de seu público, mas simplesmente porque é assim que ele é. Um grande tenista, e um grande atleta.
Para Federer, essa vitória vem no momento certo. Ao faturar seu primeiro ATP 1000 desde Cincinnati em 2007 e derrotar seu arquirrival pela primeira vez desde a Copa Masters daquele ano, o suíço se encheu de confiança antes do Aberto da França, mas também ganhou moral na perspectiva de Wimbledon, seu principal objetivo. Contudo, ainda é cedo para falar em ressurreição. Afinal, o número dois mundial teve em Madri uma chave bem tranquila até a final, com o tresloucado Robin Soderling na estreia, e James Blake e Andy Roddick, seus fregueses de carteirinha, nas duas rodadas seguintes. Juan Martin Del Potro ainda lhe fez o grande favor de eliminar Andy Murray nas quartas-de-final.
Esta vitória de Federer é boa não só para ele, mas também para o tênis. Todos sonham em voltar a assistir a partidas antológicas entre os dois melhores do mundo, como a final de Wimbledon de 2007. Para voltar a ser o 'Expresso Federer', o suíço precisa acumular títulos. Digamos que o triunfo de hoje o recolocou nos trilhos.
Uma semana depois de chegar às quartas-de-final do ATP 250 de Belgrado, Marcos Daniel faturou neste domingo o Challenger de Zagreb, derrotando na final o belga Olivier Rochus, ex-Top 30, por 6-3 e 6-4. Parece até que o gaúcho está fazendo de tudo para mostrar ao capitão Francisco Costa que ele estava errado ao rejeitar suas condições financeiras para disputar a Copa Davis.
Outro gaúcho, Marcelo Demoliner, brilhou este fim de semana nas quadras de tênis. Demoliner ganhou o Challenger de Blumenau, também disputado no piso de saibro, com uma vitória arrasadora (6-1, 6-1) sobre outro brasileiro, o paulista Rogério Silva. Parabéns para Marcelo, que faturou seu primeiro título no circuito profissional. Atual 398º do ranking, o tenista de 20 anos deve aparecer nos 300 na classificação desta segunda-feira.
sábado, 16 de maio de 2009
O Jogo do Ano
Hoje, dois atletas excepcionais nos brindaram com um grande jogo de tênis. Talvez o melhor dos últimos anos. Com certeza o melhor da temporada. Seus nomes? Rafael Nadal e Novak Djokovic.
Técnica, raça, superação...Os dois tenistas mostraram tudo isso e mais um pouco neste sábado na 'Caixa Mágica' de Madri. Um jogo de encher os olhos, para ficar na memória.
O ranking da ATP pode ser enganador. Djokovic aparece como o número quatro, mas na minha opinião ele é o número dois. Neste momento, o sérvio só perde para Nadal, o melhor jogador da história no piso de saibro.
Djokovic começou a partida a 1000 km/h. Quebrou o saque do Nadal no início do jogo, e abriu logo 3-0. Depois, foi só manter a vantagem para fechar a parcial em 6-3.
Irritado por ter perdido seu primeiro set no torneio, o segundo desde o início da temporada europeia de saibro (perdera o primeiro na final do Masters 1000 de Monte Carlo, justamente para Djokovic), o guerreiro de Mallorca tratou de reagir. Mas o sérvio jogou com inteligência, coragem e determinação. Não se acanhou. Fez provar a Nadal do próprio veneno. Aceitou a troca de bolas do fundo da quadra - a especialidade do espanhol - e se saiu muito bem. Não foi superior (isso é impossível), mas jogou de igual para igual, o que já é uma façanha em si. O set foi para o tie-break, e Djokovic, vislumbrando a possibilidade de derrubar o Rei do Saibro pela primeira vez em seu piso predileto, sentiu a pressão, e acabou perdendo a parcial.
O terceiro set foi antológico. De tirar o fôlego. Exaustos, 'Rafa' e 'Nole' se superavam a cada ponto. Nadal sempre cresce assustadoramente nestes momentos de tensão extrema. A adrenalina é seu combustível, é o que lhe permite vencer o cansaço e se entregar 100% a cada ponto como se fosse o último. Sua garra, sua força mental e sua capacidade de superação não têm equivalentes na história do tênis. O mais surpreendente, porém, foi ver Djokovic encarar a fera até o fim com a mesma intensidade, sem jamais se entregar. Uma atuação para calar todos os que já o acusaram de fazer "corpo mole".
O sérvio foi o primeiro a chegar ao match-point, após mais de quatro horas de jogo. Nadal salvou. Teve mais dois, que Nadal também salvou. O espanhol fechou a partida na segunda chance que teve, em 11/9 no tie-break, e se deixou cair no chão, como se tivesse vencido o torneio. Na verdade, esse jogo deveria mesmo ter sido a final, e nenhum dos dois merecia perder. Atônito, visivelmente abalado, Djokovic saiu da quadra, sob os aplausos do público. O sérvio passou perto, muito perto. Mas ainda não foi desta vez.
Técnica, raça, superação...Os dois tenistas mostraram tudo isso e mais um pouco neste sábado na 'Caixa Mágica' de Madri. Um jogo de encher os olhos, para ficar na memória.
O ranking da ATP pode ser enganador. Djokovic aparece como o número quatro, mas na minha opinião ele é o número dois. Neste momento, o sérvio só perde para Nadal, o melhor jogador da história no piso de saibro.
Djokovic começou a partida a 1000 km/h. Quebrou o saque do Nadal no início do jogo, e abriu logo 3-0. Depois, foi só manter a vantagem para fechar a parcial em 6-3.
Irritado por ter perdido seu primeiro set no torneio, o segundo desde o início da temporada europeia de saibro (perdera o primeiro na final do Masters 1000 de Monte Carlo, justamente para Djokovic), o guerreiro de Mallorca tratou de reagir. Mas o sérvio jogou com inteligência, coragem e determinação. Não se acanhou. Fez provar a Nadal do próprio veneno. Aceitou a troca de bolas do fundo da quadra - a especialidade do espanhol - e se saiu muito bem. Não foi superior (isso é impossível), mas jogou de igual para igual, o que já é uma façanha em si. O set foi para o tie-break, e Djokovic, vislumbrando a possibilidade de derrubar o Rei do Saibro pela primeira vez em seu piso predileto, sentiu a pressão, e acabou perdendo a parcial.
O terceiro set foi antológico. De tirar o fôlego. Exaustos, 'Rafa' e 'Nole' se superavam a cada ponto. Nadal sempre cresce assustadoramente nestes momentos de tensão extrema. A adrenalina é seu combustível, é o que lhe permite vencer o cansaço e se entregar 100% a cada ponto como se fosse o último. Sua garra, sua força mental e sua capacidade de superação não têm equivalentes na história do tênis. O mais surpreendente, porém, foi ver Djokovic encarar a fera até o fim com a mesma intensidade, sem jamais se entregar. Uma atuação para calar todos os que já o acusaram de fazer "corpo mole".
O sérvio foi o primeiro a chegar ao match-point, após mais de quatro horas de jogo. Nadal salvou. Teve mais dois, que Nadal também salvou. O espanhol fechou a partida na segunda chance que teve, em 11/9 no tie-break, e se deixou cair no chão, como se tivesse vencido o torneio. Na verdade, esse jogo deveria mesmo ter sido a final, e nenhum dos dois merecia perder. Atônito, visivelmente abalado, Djokovic saiu da quadra, sob os aplausos do público. O sérvio passou perto, muito perto. Mas ainda não foi desta vez.
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Quem vai sair vivo da Caixa Mágica?
Começou domingo na 'Caixa Mágica' o Masters 1000 de Madri, com Rafael Nadal, Roger Federer, Novak Djokovic, Andy Murray e todas as maiores feras do circuito.
Até este ano, o Masters de Madri era disputado em quadras rápidas e começava em outubro. Agora, o saibro substituiu o piso sintético, e o torneio acontece agora, antes do Aberto da França. O Masters de Hamburgo, que era disputado nessa época, já não existe mais.
A 'Caixa Mágica' é o nome do complexo ultramoderno construído para sediar o evento. As quadras não são perfeitas, há várias irregularidades que modificam a trajetória das bolas e perturbam os jogadores. Além disso, devido à altitude de cerca de 600 m, o jogo fica mais rápido, com as bolas subindo mais, o que exige dos tenistas um esforço de adaptação.
É óbvio que Nadal, campeão em 2005 em Madri, é o grande favorito deste torneio, ainda mais jogando em casa, e no saibro. Como para afirmar esse favoritismo, o número um mundial estreou hoje com uma vitória arrasadora sobre o austríaco Jürgen Melzer: 6-3 e 6-1. Próximo adversário: Philipp Kohlschreiber, da Alemanha.
Djokovic, na minha opinião o segundo favorito, também começou bem, despachando com tranquilidade o espanhol Oscar Hernandez (6-3, 6-3). Nas oitavas, o sérvio vai se reencontrar com o italiano Andreas Seppi, que lhe deu algum trabalho sexta-feira passada nas semifinais do Torneio de Belgrado.
Federer também continua vivo em Madri, onde busca seu primeiro título da temporada. O suíço derrotou o sueco Robin Soderling (6-1, 7-5), e vai pegar agora o americano James Blake, que chegou ao vice-campeonato em Estoril e vem fazendo boa campanha no saibro europeu.
Murray tem uma pedreira pela frente, já que vai encarar nas oitavas o espanhol Tommy Robredo. Se vencer este jogo, tem tudo para ir até a final.
O recém-casado Andy Roddick, que ainda não jogou nenhuma partida no saibro em 2009, enfrenta logo mais o alemão Tommy Haas. Duvido muito que o texano, totalmente avesso à terra batida, vá longe neste torneio, mas a conhecida inconstância de Haas talvez o ajude a passar pelo menos uma rodada.
Gasquet
O caso de Richard Gasquet ficou mais complicado. A contraprova confirmou o resultado do primeiro exame antidoping, que deu positivo por cocaína. O francês, que pode ser banido das quadras por dois anos, foi suspenso preventivamente pela Federação Internacional de Tênis, e já está fora de Roland Garros. Ele se diz inocente, e está neste momento preparando sua defesa. Como acabou não disputando o Masters 1000 de Miami, que é onde ele foi flagrado, pode alegar que usou o produto fora do período de competições, o que acarretaria uma suspensão mais branda. Em todo caso, é bem provavél que sua carreira esteja terminada. Um fim melancólico para um garoto incrivelmente talentoso, mas de cabeça fraca, que nunca conseguiu lidar com a enorme pressão que pesa sobre ele desde os nove anos de idade, quando passou a ser considerado por todo um país como o futuro sucessor de Yannick Noah.
Até este ano, o Masters de Madri era disputado em quadras rápidas e começava em outubro. Agora, o saibro substituiu o piso sintético, e o torneio acontece agora, antes do Aberto da França. O Masters de Hamburgo, que era disputado nessa época, já não existe mais.
A 'Caixa Mágica' é o nome do complexo ultramoderno construído para sediar o evento. As quadras não são perfeitas, há várias irregularidades que modificam a trajetória das bolas e perturbam os jogadores. Além disso, devido à altitude de cerca de 600 m, o jogo fica mais rápido, com as bolas subindo mais, o que exige dos tenistas um esforço de adaptação.
É óbvio que Nadal, campeão em 2005 em Madri, é o grande favorito deste torneio, ainda mais jogando em casa, e no saibro. Como para afirmar esse favoritismo, o número um mundial estreou hoje com uma vitória arrasadora sobre o austríaco Jürgen Melzer: 6-3 e 6-1. Próximo adversário: Philipp Kohlschreiber, da Alemanha.
Djokovic, na minha opinião o segundo favorito, também começou bem, despachando com tranquilidade o espanhol Oscar Hernandez (6-3, 6-3). Nas oitavas, o sérvio vai se reencontrar com o italiano Andreas Seppi, que lhe deu algum trabalho sexta-feira passada nas semifinais do Torneio de Belgrado.
Federer também continua vivo em Madri, onde busca seu primeiro título da temporada. O suíço derrotou o sueco Robin Soderling (6-1, 7-5), e vai pegar agora o americano James Blake, que chegou ao vice-campeonato em Estoril e vem fazendo boa campanha no saibro europeu.
Murray tem uma pedreira pela frente, já que vai encarar nas oitavas o espanhol Tommy Robredo. Se vencer este jogo, tem tudo para ir até a final.
O recém-casado Andy Roddick, que ainda não jogou nenhuma partida no saibro em 2009, enfrenta logo mais o alemão Tommy Haas. Duvido muito que o texano, totalmente avesso à terra batida, vá longe neste torneio, mas a conhecida inconstância de Haas talvez o ajude a passar pelo menos uma rodada.
Gasquet
O caso de Richard Gasquet ficou mais complicado. A contraprova confirmou o resultado do primeiro exame antidoping, que deu positivo por cocaína. O francês, que pode ser banido das quadras por dois anos, foi suspenso preventivamente pela Federação Internacional de Tênis, e já está fora de Roland Garros. Ele se diz inocente, e está neste momento preparando sua defesa. Como acabou não disputando o Masters 1000 de Miami, que é onde ele foi flagrado, pode alegar que usou o produto fora do período de competições, o que acarretaria uma suspensão mais branda. Em todo caso, é bem provavél que sua carreira esteja terminada. Um fim melancólico para um garoto incrivelmente talentoso, mas de cabeça fraca, que nunca conseguiu lidar com a enorme pressão que pesa sobre ele desde os nove anos de idade, quando passou a ser considerado por todo um país como o futuro sucessor de Yannick Noah.
terça-feira, 12 de maio de 2009
Brasil pega Equador na repescagem
O sorteio desta terça-feira foi muito bom para o Brasil: Thomaz Bellucci, Franco Ferreiro, Marcelo Melo e André Sá vão enfrentar, em casa, o Equador dos irmãos Nicolas e Giovanni Lapentti, nos dias 18, 19 e 20 de setembro, por uma vaga no Grupo Mundial da Copa Davis.
O veterano Nicolas, 33 anos em agosto, é o maior obstáculo ao retorno do Brasil à primeira divisão da Taça Davis, que o país disputou pela última vez em 2004. Claro que ele já não é mais o tenista que era há dez anos, quando chegou ao sexto lugar do ranking mundial, mas continua perigoso, sobretudo no saibro. Ele ocupa atualmente o 106º lugar da classificação ATP. Seu irmão caçula, Giovanni, raramente disputa torneios do circuito principal e nunca entrou no Top 100. Alcançou o melhor ranking de sua carreira em 2005, quando subiu para o 110º lugar, e é atualmente o 172º. Se Bellucci jogar o que sabe, ganhará suas duas partidas de simples. O paulista tem tênis de sobra para superar os irmãos Lapentti, mas é importante que jogue relaxado, sem pressão. Afinal, será seu primeiro confronto de Copa Davis em território brasileiro. Ferreiro pode até perder para Nicolas Lapentti, mas não tenho qualquer dúvida de que nossos duplistas vão dar conta do recado. Vitória do Brasil por 3-1.
Em outros duelos de repescagem, a Suíça de Roger Federer vai desafiar a Itália fora de casa, e a Sérvia de Novak Djokovic receberá o fraquíssimo Uzbequistão. A França irá à Holanda.
O veterano Nicolas, 33 anos em agosto, é o maior obstáculo ao retorno do Brasil à primeira divisão da Taça Davis, que o país disputou pela última vez em 2004. Claro que ele já não é mais o tenista que era há dez anos, quando chegou ao sexto lugar do ranking mundial, mas continua perigoso, sobretudo no saibro. Ele ocupa atualmente o 106º lugar da classificação ATP. Seu irmão caçula, Giovanni, raramente disputa torneios do circuito principal e nunca entrou no Top 100. Alcançou o melhor ranking de sua carreira em 2005, quando subiu para o 110º lugar, e é atualmente o 172º. Se Bellucci jogar o que sabe, ganhará suas duas partidas de simples. O paulista tem tênis de sobra para superar os irmãos Lapentti, mas é importante que jogue relaxado, sem pressão. Afinal, será seu primeiro confronto de Copa Davis em território brasileiro. Ferreiro pode até perder para Nicolas Lapentti, mas não tenho qualquer dúvida de que nossos duplistas vão dar conta do recado. Vitória do Brasil por 3-1.
Em outros duelos de repescagem, a Suíça de Roger Federer vai desafiar a Itália fora de casa, e a Sérvia de Novak Djokovic receberá o fraquíssimo Uzbequistão. A França irá à Holanda.
sábado, 9 de maio de 2009
Brasil 3 x 0 Colômbia
Pelo quarto ano consecutivo, o Brasil vai disputar a repescagem para o Grupo Mundial da Copa Davis. Os mineiros Marcelo Melo e André Sá deram neste sábado o ponto decisivo à equipe brasileira ao derrotar os colombianos Alejandro Falla e Juan Sebastian Cabal por 3-2, parciais de 6-3, 7-6, 4-6, 4-6 e 6-3.
Thomaz Bellucci e Franco Ferreiro não decepcionaram nas simples, superando, respectivamente, Falla (7-6, 3-6, 7-6, 6-2) e Santiago Giraldo (6-3, 6-4, 6-7, 7-6).
O confronto foi disputado na cidade colombiana de Tunja, a mais de 2.500 metros de altitude.
O Brasil continua com 100% de aproveitamento em seus confrontos contra a Colômbia, com sete vitórias em sete duelos.
Na repescagem, os brazucas podem pegar pedreiras como a Suíça de Roger Federer ou a Sérvia de Novak Djokovic, sem falar da França de Gilles Simon e Jo-Wilfried Tsonga.
Thomaz Bellucci e Franco Ferreiro não decepcionaram nas simples, superando, respectivamente, Falla (7-6, 3-6, 7-6, 6-2) e Santiago Giraldo (6-3, 6-4, 6-7, 7-6).
O confronto foi disputado na cidade colombiana de Tunja, a mais de 2.500 metros de altitude.
O Brasil continua com 100% de aproveitamento em seus confrontos contra a Colômbia, com sete vitórias em sete duelos.
Na repescagem, os brazucas podem pegar pedreiras como a Suíça de Roger Federer ou a Sérvia de Novak Djokovic, sem falar da França de Gilles Simon e Jo-Wilfried Tsonga.
Gasquet é flagrado no antidoping
Segundo o jornal francês L'Equipe deste sábado, Richard Gasquet foi flagrado num exame antidoping realizado no fim de março em Miami. De acordo com o jornal, o exame revelou a presença de cocaína na urina do jogador.
A informação do L'Equipe é uma verdadeira bomba. Se a contraprova confirmar o resultado do exame, Gasquet, 23º mundial, pode pegar uma suspensão de dois anos.
Considerado desde os 15 anos como um dos tenistas mais talentosos de sua geração, Gasquet, 22 anos, já ganhou cinco títulos no circuito ATP. Ele chegou a ocupar o sétimo lugar do ranking mundial em 2007, depois de alcançar as semifinais em Wimbledon. Após um ano de 2008 muito abaixo das expectativas, o francês voltou melhor em 2009, com semifinais em Brisbane, Sydney e Dubai e uma boa campanha no Masters 1000 de Roma, mas desistiu de disputar vários torneios, entre os quais o próprio Masters de Miami, alegando dores no ombro e no cotovelo.
Se a informação for confirmada, trata-se de uma péssima notícia para o tênis francês, duas semanas antes do início do torneio de Roland Garros. A conferir.
A informação do L'Equipe é uma verdadeira bomba. Se a contraprova confirmar o resultado do exame, Gasquet, 23º mundial, pode pegar uma suspensão de dois anos.
Considerado desde os 15 anos como um dos tenistas mais talentosos de sua geração, Gasquet, 22 anos, já ganhou cinco títulos no circuito ATP. Ele chegou a ocupar o sétimo lugar do ranking mundial em 2007, depois de alcançar as semifinais em Wimbledon. Após um ano de 2008 muito abaixo das expectativas, o francês voltou melhor em 2009, com semifinais em Brisbane, Sydney e Dubai e uma boa campanha no Masters 1000 de Roma, mas desistiu de disputar vários torneios, entre os quais o próprio Masters de Miami, alegando dores no ombro e no cotovelo.
Se a informação for confirmada, trata-se de uma péssima notícia para o tênis francês, duas semanas antes do início do torneio de Roland Garros. A conferir.
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Destinos cruzados
Mesmo que esteja atualmente em declínio, a Argentina continua sendo uma grande potência do tênis mundial, sem dúvida a maior da América Latina.
De Guillermo Vilas, grande adversário de Bjorn Borg nos anos 70, a Juan Martin Del Potro, que com 20 anos é atualmente o mais novo membro do Top 10, a Argentina sempre teve grandes jogadores. Alguns tiveram problemas com doping. Outros perderam a motivação. Foi o caso de Guillermo Coria e Gaston Gaudio, dois ex-tenistas do Top 5 que disputaram a final do Aberto da França em 2004 antes de cair assustadoramente de produção, numa despencada sem fim. O primeiro jogou a toalha e anunciou na semana passada sua aposentadoria, aos 27 anos. O segundo acaba de conquistar o Challenger de Tunis, seu primeiro título em quatro anos, e pediu um wild-card para participar de Roland Garros.
‘El Mago’
Coria era sem dúvida o mais talentoso dos dois. Compensava a falta de força física com uma velocidade ímpar e um toque de bola refinado, que lhe rendeu o apelido de ‘El Mago’. Considerado antipático pela maioria dos tenistas, tinha poucos amigos no circuito. Foi acusado de doping em 2001, e suspenso por dois anos. Alegou ter tomado, sem querer, suplementos alimentares “contaminados” com nandrolona. Depois de investigar o caso, a ATP reduziu a suspensão para sete meses. Sua carreira deslanchou em 2003, quando faturou o Masters Series de Hamburgo e os torneios de Stuttgart, Kitzbühel, Sopot e Basileia. No ano seguinte, conquistou o Torneio de Buenos Aires e o Masters Series de Monte Carlo, e subiu para o terceiro lugar do ranking mundial. ‘El Mago’ estava então no auge da carreira. Chegou à final do Aberto da França, abriu uma vantagem de 2 sets a 0 contra Gaudio, teve dois match-points a seu favor...e desabou. Perdeu os três sets seguintes e viu seu desafeto, que o criticara muito na época do suposto doping, levantar a taça. A derrocada começou no ano seguinte. Foi vice-campeão dos Masters Series de Monte Carlo e Roma, perdendo as duas vezes para um garoto espanhol chamado Rafael Nadal. Ganhou seu último título no Torneio de Umag. A partir de então, abalado por uma persistente lesão no ombro, um saque medíocre e uma grave crise de confiança, foi se apagando progressivamente até cair para o 672º lugar do ranking mundial e anunciar a intenção definitiva de pendurar a raquete.
‘El Gato’
Assim como Coria, o tenista de Buenos Aires obteve seus melhores resultados no saibro. Dono de um excelente backhand com uma mão, ele surgiu no circuito profissional em 1996. Faturou seu primeiro título em 2002 em Barcelona. ‘El Gato’, como é chamado na Argentina, conheceu o ápice de sua carreira em 2004, quando faturou o Aberto da França ao término de uma das viradas mais espetaculares da história do torneio. No embalo do inesperado triunfo no torneio dos seus sonhos, realizou uma ótima temporada em 2005, ganhando cinco torneios – todos no saibro - e atingindo o quinto lugar do ranking mundial. Desde então, acumulou as atuações bisonhas e caiu vertiginosamente na classificação, parando no 966º lugar. Assim como Coria, teve uma inexplicável crise de confiança. Porém, ao contrário do conterrâneo, levantou a cabeça e foi à luta. Já com 30 anos, voltou a sentir o gostinho da vitória na semana passada em Tunis, onde faturou um torneio da categoria Challenger. Nada mal, para quem não ganhava um título há quatro anos e pensava seriamente em parar de jogar . Empolgado, Gaudio pediu, e obteve, um wild-card para o Torneio de Estoril, que conquistara em 2005. Perdeu hoje na primeira rodada para o italiano Fabio Fognini, mas o importante é que parece ter recuperado a vontade de jogar. Se o argentino conseguir o convite para disputar o Aberto da França, poderá sonhar com uma ressurreição logo no palco de suas maiores glórias.
De Guillermo Vilas, grande adversário de Bjorn Borg nos anos 70, a Juan Martin Del Potro, que com 20 anos é atualmente o mais novo membro do Top 10, a Argentina sempre teve grandes jogadores. Alguns tiveram problemas com doping. Outros perderam a motivação. Foi o caso de Guillermo Coria e Gaston Gaudio, dois ex-tenistas do Top 5 que disputaram a final do Aberto da França em 2004 antes de cair assustadoramente de produção, numa despencada sem fim. O primeiro jogou a toalha e anunciou na semana passada sua aposentadoria, aos 27 anos. O segundo acaba de conquistar o Challenger de Tunis, seu primeiro título em quatro anos, e pediu um wild-card para participar de Roland Garros.
‘El Mago’
Coria era sem dúvida o mais talentoso dos dois. Compensava a falta de força física com uma velocidade ímpar e um toque de bola refinado, que lhe rendeu o apelido de ‘El Mago’. Considerado antipático pela maioria dos tenistas, tinha poucos amigos no circuito. Foi acusado de doping em 2001, e suspenso por dois anos. Alegou ter tomado, sem querer, suplementos alimentares “contaminados” com nandrolona. Depois de investigar o caso, a ATP reduziu a suspensão para sete meses. Sua carreira deslanchou em 2003, quando faturou o Masters Series de Hamburgo e os torneios de Stuttgart, Kitzbühel, Sopot e Basileia. No ano seguinte, conquistou o Torneio de Buenos Aires e o Masters Series de Monte Carlo, e subiu para o terceiro lugar do ranking mundial. ‘El Mago’ estava então no auge da carreira. Chegou à final do Aberto da França, abriu uma vantagem de 2 sets a 0 contra Gaudio, teve dois match-points a seu favor...e desabou. Perdeu os três sets seguintes e viu seu desafeto, que o criticara muito na época do suposto doping, levantar a taça. A derrocada começou no ano seguinte. Foi vice-campeão dos Masters Series de Monte Carlo e Roma, perdendo as duas vezes para um garoto espanhol chamado Rafael Nadal. Ganhou seu último título no Torneio de Umag. A partir de então, abalado por uma persistente lesão no ombro, um saque medíocre e uma grave crise de confiança, foi se apagando progressivamente até cair para o 672º lugar do ranking mundial e anunciar a intenção definitiva de pendurar a raquete.
‘El Gato’
Assim como Coria, o tenista de Buenos Aires obteve seus melhores resultados no saibro. Dono de um excelente backhand com uma mão, ele surgiu no circuito profissional em 1996. Faturou seu primeiro título em 2002 em Barcelona. ‘El Gato’, como é chamado na Argentina, conheceu o ápice de sua carreira em 2004, quando faturou o Aberto da França ao término de uma das viradas mais espetaculares da história do torneio. No embalo do inesperado triunfo no torneio dos seus sonhos, realizou uma ótima temporada em 2005, ganhando cinco torneios – todos no saibro - e atingindo o quinto lugar do ranking mundial. Desde então, acumulou as atuações bisonhas e caiu vertiginosamente na classificação, parando no 966º lugar. Assim como Coria, teve uma inexplicável crise de confiança. Porém, ao contrário do conterrâneo, levantou a cabeça e foi à luta. Já com 30 anos, voltou a sentir o gostinho da vitória na semana passada em Tunis, onde faturou um torneio da categoria Challenger. Nada mal, para quem não ganhava um título há quatro anos e pensava seriamente em parar de jogar . Empolgado, Gaudio pediu, e obteve, um wild-card para o Torneio de Estoril, que conquistara em 2005. Perdeu hoje na primeira rodada para o italiano Fabio Fognini, mas o importante é que parece ter recuperado a vontade de jogar. Se o argentino conseguir o convite para disputar o Aberto da França, poderá sonhar com uma ressurreição logo no palco de suas maiores glórias.
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Djokovic não perde a pose
Novak Djokovic é uma grande figura do tênis mundial. Não apenas por seu talento, mas por sua simpatia, seu humor e seu carisma. O sérvio é famoso por suas imitações de jogadores e jogadoras do circuito, mas a novidade é que desta vez, ele teve que fazê-lo diante do próprio imitado.
A cena aconteceu domingo, logo depois da decisão do Masters 1000 de Roma. Lea Pericolli, apresentadora do evento, pediu a 'Nole' que imitasse seu vencedor, Rafael Nadal. Meio sem graça, o sérvio tentou se esquivar, mas não teve jeito. Rindo, o próprio Nadal o incentivou a ir em frente. Novak acabou se conformando e deu um show, arrancando os aplausos dos todos os presentes no Foro Italico. Confiram!
http://www.youtube.com/watch?v=mQzZiw0WAh4&feature=related
A cena aconteceu domingo, logo depois da decisão do Masters 1000 de Roma. Lea Pericolli, apresentadora do evento, pediu a 'Nole' que imitasse seu vencedor, Rafael Nadal. Meio sem graça, o sérvio tentou se esquivar, mas não teve jeito. Rindo, o próprio Nadal o incentivou a ir em frente. Novak acabou se conformando e deu um show, arrancando os aplausos dos todos os presentes no Foro Italico. Confiram!
http://www.youtube.com/watch?v=mQzZiw0WAh4&feature=related
Nadal em números
Como era de se esperar, Rafael Nadal ganhou domingo, pela quarta vez, o Masters 1000 de Roma, derrotando por 7-6 e 6-2 na final um corajoso Novak Djokovic, que está se firmando cada vez mais como o principal adversário do número um do mundo no piso de saibro.
O espanhol não perdeu um único set em Roma. Jogou melhor que em Barcelona e Monte Carlo, mas ainda não está no máximo de suas capacidades na terra batida, o que chega a ser assustador, três semanas antes do início do Aberto da França.
Djokovic não desmereceu, longe disso. Jogou bem, principalmente no primeiro set e no início do segundo. Mas hoje em dia, para ganhar do Nadal, não basta simplesmente jogar bem.
Está ficando cada vez mais difícil comentar as vitórias do Nadal sem ser repetitivo. Para variar um pouco, vou trocar as palavras pelos números. Acreditem, eles falam por si.
- 22 anos
- 15 títulos em torneios Masters 1000 (Roger Federer tem 14 e Andre Agassi, o recordista, tem 17)
- 39 vitórias e 3 derrotas em 2009
- 147 vitórias e 4 derrotas no saibro desde 2005
- 30 vitórias seguidas no saibro
- 25 títulos em 26 finais disputadas no saibro
- 3 títulos em 3 semanas (Monte Carlo, Barcelona, Roma)
- 4 vezes campeão em Roma (2005, 2006, 2007, 2009)
- 5 vezes campeão em Barcelona (2005, 2006, 2007, 2008, 2009)
- 5 vezes campeão em Monte Carlo (2005, 2006, 2007, 2008, 2009)
- 4 vezes campeão em Roland Garros (2005, 2006, 2007, 2008)
O espanhol não perdeu um único set em Roma. Jogou melhor que em Barcelona e Monte Carlo, mas ainda não está no máximo de suas capacidades na terra batida, o que chega a ser assustador, três semanas antes do início do Aberto da França.
Djokovic não desmereceu, longe disso. Jogou bem, principalmente no primeiro set e no início do segundo. Mas hoje em dia, para ganhar do Nadal, não basta simplesmente jogar bem.
Está ficando cada vez mais difícil comentar as vitórias do Nadal sem ser repetitivo. Para variar um pouco, vou trocar as palavras pelos números. Acreditem, eles falam por si.
- 22 anos
- 15 títulos em torneios Masters 1000 (Roger Federer tem 14 e Andre Agassi, o recordista, tem 17)
- 39 vitórias e 3 derrotas em 2009
- 147 vitórias e 4 derrotas no saibro desde 2005
- 30 vitórias seguidas no saibro
- 25 títulos em 26 finais disputadas no saibro
- 3 títulos em 3 semanas (Monte Carlo, Barcelona, Roma)
- 4 vezes campeão em Roma (2005, 2006, 2007, 2009)
- 5 vezes campeão em Barcelona (2005, 2006, 2007, 2008, 2009)
- 5 vezes campeão em Monte Carlo (2005, 2006, 2007, 2008, 2009)
- 4 vezes campeão em Roland Garros (2005, 2006, 2007, 2008)
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