A terceira rodada terá pelo menos dois duelos de alto nível, com Fernando Verdasco contra Tommy Haas e principalmente Roger Federer contra Lleyton Hewitt.
Abre-se, finalmente, a perspectiva de jogos empolgantes neste US Open. Federer, como de costume, está começando devagar, sem forçar muito seu talento. Ontem, o suíço derrotou o alemão Simon Greul, 65º do mundo, por 6-3, 7-5 e 7-5. Hewitt teve até menos problemas contra o ex-Top 20 Juan Ignacio Chela, que está longe do seu melhor nível, derrotando o argentino por 6-3, 6-3 e 6-4.
O australiano, ex-número um mundial e campeão em Flushing Meadows em 2001, melhorou muito de uns tempos para cá. Ainda não voltou a ser o jogador que era no início dos anos 2000, mas está chegando perto. Ele e Federer já se enfrentaram 22 vezes no circuito profissional, e o suíço ganhou as últimas 13 (15 vitórias no total). Aliás, Hewitt não sabe mais o que é sair vencedor de um jogo contra Federer desde 2003. Minha aposta é que o número um mundial vai subir de produção e derrubar o tenista de Adelaide em sets diretos, mas que mesmo assim o jogo vai render.
Verdasco está comendo a bola. Campeão, domingo, do Torneio de New Haven, o canhoto espanhol superou com tranquilidade o alemão Benjamin Becker na primeira rodada (7-5, 6-4, 7-5) e passou hoje como um trator por cima do francês Florent Serra (6-3, 6-0, 6-3). Se continuar jogando desse jeito, como no início deste ano na Austrália, o madrileno vai longe nesse torneio.
Haas pode ser um verdadeiro teste para Verdasco. O alemão teve uma estreia complicada contra o colombiano Alejandro Falla (7-5, 4-6, 7-6, 6-2), e foi bem melhor hoje contra o norte-americano Robert Kendrick (6-4, 6-4, 7-6). Se estiver num dia bom e jogar o que sabe, Haas pode complicar a vida de qualquer tenista do circuito, inclusive dos melhores. Se os dois estiverem 100%, o bicho vai pegar.
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
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